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Kassab não dá prazos para tirar obras de Mobilidade do papel

Sem revelar quando começam intervenções, ministro das Cidades assina repasse de R$ 31,6 mi à elaboração de projetos da região


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

12/11/2015 | 07:00


O ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), reduziu a euforia dos sete prefeitos do Grande ABC ao assinar ontem autorização de repasse de R$ 31,6 milhões, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade ao Consórcio Intermunicipal para elaboração de projetos executivos para o setor. Ele não deu prazos de quando as obras terão início nem estabeleceu calendário para concretizar repasse da verba que custeará a parte física dos 17 corredores de ônibus na região.

O único cronograma estipulado é o da conclusão dos estudos das obras, que será em 18 meses. Ou seja, no mínimo, as intervenções começarão apenas no início do próximo mandato. (2017-2020). Com a assinatura do ministro, a expectativa é que em dez dias o Consórcio Intermunicipal assine o contrato com o Consórcio Corredores ABC, vencedor da concorrência pública e formado pelas empresas Planservi Engenharia, Vetec Engenharia, Oficina Engenheiros Consultores Associados e C3 Planejamento, Consultoria e Projeto.

Em cerimônia rápida na sede do colegiado de prefeitos, em Santo André, Kassab voltou a falar de “momento não favorável à economia” do País, justificando as dificuldades do governo federal em bancar obras em Estados e municípios, e sugeriu que os chefes dos Executivos se empenhem em elaborar projetos para apresentar à União quando “surgirem os recursos”. “O dinheiro vai surgir, a economia vai retomar seu crescimento. Os recursos virão e não adianta a verba vir se não tivermos projetos licitados, habilitados. Qualquer grande gestor que tenha o mínimo de idealismo, que pensa na sua cidade ou no seu Estado, não deixa de entender esse legado”, discursou o pessedista, que chegou ao Consórcio acompanhado dos prefeitos petistas Carlos Grana (Santo André) e Donisete Braga (Mauá).

Apesar da ausência de garantias concretas de quando os recursos serão transferidos às sete cidades, a coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) de Mobilidade Urbana do Consórcio, Andrea Brisida, destacou que a assinatura de Kassab foi “etapa superimportante” para o programa de investimentos em Mobilidade na região.

“As pessoas têm a sensação de que algo só está saindo do papel quando veem as máquinas funcionando, quando há pessoas trabalhando (nas obras). Isso não é verdade, tem toda uma preparação, um processo burocrático. A gente já trabalha nesses projetos há mais de um ano”, explicou Andrea, ao acrescentar que o repasse dos recursos ocorrerá em épocas diferentes para cada cidade. Em Rio Grande da Serra, por exemplo, o prefeito Gabriel Maranhão (PSDB) já recebeu recursos do PAC Mobilidade para implantação de corredor de ônibus, orçado em R$ 44,4 milhões. “A expectativa é que até o fim do próximo ano outros municípios comecem (suas obras)”, discorreu.

Para Maranhão, que preside o Consórcio, o prazo de um ano e meio para a conclusão dos estudos é ideal. “Projetos dessa magnitude requerem , de fato, (mais tempo). É um hábito muito ruim do brasileiro de querer fazer os projetos em pouco tempo e isso acaba retardando a obra, fazendo com que não tenham qualidade”, frisou o tucano.

Os prefeitos de Diadema, Lauro Michels (PV), de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), de São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB), e de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB), também compareceram ao encontro com Kassab.

Líder nacional do PSD diz que partido apoiará petistas e tucanos

Presidente nacional licenciado do PSD, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, demonstrou não haver receita pronta para a composição de alianças do partido na eleição de 2016. Questionado se a parceria do PSD com os petistas em Brasília será reproduzida nos municípios, o pessedista não colocou barreiras para os diretórios locais apoiarem PT ou PSDB.

“Cada cidade (o partido) tem sua realidade. Em Rio Grande da Serra, vamos apoiar o (prefeito Gabriel) Maranhão (PSDB) e em Santo André, vamos caminhar com o prefeito (Carlos) Grana (PT)”, explicou Kassab, que argumentou estar fora das negociações partidárias por acumular função de ministro. Entretanto, muitas das alianças municipais têm sido articuladas pessoalmente pelo pessedista, em sua casa, em São Paulo.

Em São Bernardo, o caminho do PSD está incerto, mas ensaia aproximação com o PT. Em São Caetano, sinaliza apoio ao prefeito Paulo Pinheiro (PMDB), enquanto que sustenta candidatura própria em Diadema. Em Mauá, tenta convencer o PSDB de abrir a vaga de vice e, em Ribeirão Pires, estará com PSB.



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Kassab não dá prazos para tirar obras de Mobilidade do papel

Sem revelar quando começam intervenções, ministro das Cidades assina repasse de R$ 31,6 mi à elaboração de projetos da região

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

12/11/2015 | 07:00


O ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), reduziu a euforia dos sete prefeitos do Grande ABC ao assinar ontem autorização de repasse de R$ 31,6 milhões, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade ao Consórcio Intermunicipal para elaboração de projetos executivos para o setor. Ele não deu prazos de quando as obras terão início nem estabeleceu calendário para concretizar repasse da verba que custeará a parte física dos 17 corredores de ônibus na região.

O único cronograma estipulado é o da conclusão dos estudos das obras, que será em 18 meses. Ou seja, no mínimo, as intervenções começarão apenas no início do próximo mandato. (2017-2020). Com a assinatura do ministro, a expectativa é que em dez dias o Consórcio Intermunicipal assine o contrato com o Consórcio Corredores ABC, vencedor da concorrência pública e formado pelas empresas Planservi Engenharia, Vetec Engenharia, Oficina Engenheiros Consultores Associados e C3 Planejamento, Consultoria e Projeto.

Em cerimônia rápida na sede do colegiado de prefeitos, em Santo André, Kassab voltou a falar de “momento não favorável à economia” do País, justificando as dificuldades do governo federal em bancar obras em Estados e municípios, e sugeriu que os chefes dos Executivos se empenhem em elaborar projetos para apresentar à União quando “surgirem os recursos”. “O dinheiro vai surgir, a economia vai retomar seu crescimento. Os recursos virão e não adianta a verba vir se não tivermos projetos licitados, habilitados. Qualquer grande gestor que tenha o mínimo de idealismo, que pensa na sua cidade ou no seu Estado, não deixa de entender esse legado”, discursou o pessedista, que chegou ao Consórcio acompanhado dos prefeitos petistas Carlos Grana (Santo André) e Donisete Braga (Mauá).

Apesar da ausência de garantias concretas de quando os recursos serão transferidos às sete cidades, a coordenadora do GT (Grupo de Trabalho) de Mobilidade Urbana do Consórcio, Andrea Brisida, destacou que a assinatura de Kassab foi “etapa superimportante” para o programa de investimentos em Mobilidade na região.

“As pessoas têm a sensação de que algo só está saindo do papel quando veem as máquinas funcionando, quando há pessoas trabalhando (nas obras). Isso não é verdade, tem toda uma preparação, um processo burocrático. A gente já trabalha nesses projetos há mais de um ano”, explicou Andrea, ao acrescentar que o repasse dos recursos ocorrerá em épocas diferentes para cada cidade. Em Rio Grande da Serra, por exemplo, o prefeito Gabriel Maranhão (PSDB) já recebeu recursos do PAC Mobilidade para implantação de corredor de ônibus, orçado em R$ 44,4 milhões. “A expectativa é que até o fim do próximo ano outros municípios comecem (suas obras)”, discorreu.

Para Maranhão, que preside o Consórcio, o prazo de um ano e meio para a conclusão dos estudos é ideal. “Projetos dessa magnitude requerem , de fato, (mais tempo). É um hábito muito ruim do brasileiro de querer fazer os projetos em pouco tempo e isso acaba retardando a obra, fazendo com que não tenham qualidade”, frisou o tucano.

Os prefeitos de Diadema, Lauro Michels (PV), de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), de São Caetano, Paulo Pinheiro (PMDB), e de Ribeirão Pires, Saulo Benevides (PMDB), também compareceram ao encontro com Kassab.

Líder nacional do PSD diz que partido apoiará petistas e tucanos

Presidente nacional licenciado do PSD, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, demonstrou não haver receita pronta para a composição de alianças do partido na eleição de 2016. Questionado se a parceria do PSD com os petistas em Brasília será reproduzida nos municípios, o pessedista não colocou barreiras para os diretórios locais apoiarem PT ou PSDB.

“Cada cidade (o partido) tem sua realidade. Em Rio Grande da Serra, vamos apoiar o (prefeito Gabriel) Maranhão (PSDB) e em Santo André, vamos caminhar com o prefeito (Carlos) Grana (PT)”, explicou Kassab, que argumentou estar fora das negociações partidárias por acumular função de ministro. Entretanto, muitas das alianças municipais têm sido articuladas pessoalmente pelo pessedista, em sua casa, em São Paulo.

Em São Bernardo, o caminho do PSD está incerto, mas ensaia aproximação com o PT. Em São Caetano, sinaliza apoio ao prefeito Paulo Pinheiro (PMDB), enquanto que sustenta candidatura própria em Diadema. Em Mauá, tenta convencer o PSDB de abrir a vaga de vice e, em Ribeirão Pires, estará com PSB.

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