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À venda, sede do PT segue sem interessados

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Há quase 3 meses diretório de Sto.André tenta vender imóvel para saldar dívida contraída em 2016


Daniel Tossato
do dgabc.com.br

25/02/2019 | 07:00


Colocado à venda em dezembro, o imóvel que abriga a sede do PT de Santo André, no bairro Casa Branca, ainda não atraiu interessados. O partido pede até R$ 800 mil para arrecadar fundos com objetivo de cobrir rombo na campanha de 2016 na cidade, quando o então prefeito Carlos Grana (PT) perdeu no segundo turno para Paulo Serra (PSDB).

Na semana passada, a equipe do Diário foi à casa, localizada na Rua Antônio Cardoso Franco, sem se identificar e passando como interessada em adquirir o imóvel. Funcionária que trabalha no diretório confirmou que, três meses após o anúncio, ninguém havia aparecido para fazer proposta formal.

“Ainda não recebemos nenhuma procura ou interessado. Você é a primeira pessoa a ligar demonstrando interesse em comprar o imóvel”, relatou a funcionária, para, em seguida, revelar o preço cobrado pelo sobrado: “entre R$ 700 mil e R$ 800 mil”.

O Diário revelou, em dezembro, que se desfazer do histórico local foi aprovado em reunião do diretório do PT para sanar dívidas de R$ 400 mil ainda pendentes da campanha municipal de três anos atrás.

A funcionária até convidou a equipe de reportagem a comparecer a uma reunião do diretório, ocorrida ontem, para conhecer as dependências. “Aí você fala com o diretor do partido também.”

Tida como histórica para o petismo de Santo André e do Grande ABC, a sede foi comprada com a contribuição de filiados – entre prefeito, secretários e vereadores – e arrecadação de jantares durante a segunda passagem de Celso Daniel (PT, morto em 2002) pela Prefeitura. O sobrado foi adquirido em 1997 e inaugurado no ano seguinte. Santo André é uma das principais bases políticas do partido.

Presidente do petismo na cidade, José Paulo Nogueira confirmou a dívida existe e que a venda do imóvel, que foi aprovada pela diretoria do partido, tem como objetivo conseguir fundos para seu pagamento. “A dívida de campanha foi contabilizada e terá que ser paga. Parte da dela (R$ 160 mil) está sendo cobrada em juízo, mas, o restante, não”, relatou o petista.

Zé Paulo ainda nutre esperanças de que o imóvel seja vendido e que o valor possa ser ainda maior do que o acertado pela direção do PT. “O prédio é bem grande. Acho que conseguiremos negociar até por um valor melhor deste que queremos”, disse o dirigente, que não soube detalhar a metragem do sobrado.

Indagado sobre a falta de interessados, Zé Paulo deu outra versão. Disse que houve sondagens para compra do imóvel, mas nenhuma de maneira oficial. O presidente revelou também que alguns militantes ainda se colocam contrários à venda da sede. “Há valor sentimental envolvido, mas há dívida para se pagar. Preferimos vender a sede do que ter nossos bens bloqueados”, pontuou.

Quando o Diário revelou o caso, Grana argumentou que “quem administra as contas é o diretório municipal, que possui autonomia e obrigação de se responsabilizar pela prestação de contas (da campanha)”. Alegou que o montante da dívida “era questionável” e que a decisão de vender a sede não cabia a ele: “Não faço parte da executiva.” 



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À venda, sede do PT segue sem interessados

Há quase 3 meses diretório de Sto.André tenta vender imóvel para saldar dívida contraída em 2016

Daniel Tossato
do dgabc.com.br

25/02/2019 | 07:00


Colocado à venda em dezembro, o imóvel que abriga a sede do PT de Santo André, no bairro Casa Branca, ainda não atraiu interessados. O partido pede até R$ 800 mil para arrecadar fundos com objetivo de cobrir rombo na campanha de 2016 na cidade, quando o então prefeito Carlos Grana (PT) perdeu no segundo turno para Paulo Serra (PSDB).

Na semana passada, a equipe do Diário foi à casa, localizada na Rua Antônio Cardoso Franco, sem se identificar e passando como interessada em adquirir o imóvel. Funcionária que trabalha no diretório confirmou que, três meses após o anúncio, ninguém havia aparecido para fazer proposta formal.

“Ainda não recebemos nenhuma procura ou interessado. Você é a primeira pessoa a ligar demonstrando interesse em comprar o imóvel”, relatou a funcionária, para, em seguida, revelar o preço cobrado pelo sobrado: “entre R$ 700 mil e R$ 800 mil”.

O Diário revelou, em dezembro, que se desfazer do histórico local foi aprovado em reunião do diretório do PT para sanar dívidas de R$ 400 mil ainda pendentes da campanha municipal de três anos atrás.

A funcionária até convidou a equipe de reportagem a comparecer a uma reunião do diretório, ocorrida ontem, para conhecer as dependências. “Aí você fala com o diretor do partido também.”

Tida como histórica para o petismo de Santo André e do Grande ABC, a sede foi comprada com a contribuição de filiados – entre prefeito, secretários e vereadores – e arrecadação de jantares durante a segunda passagem de Celso Daniel (PT, morto em 2002) pela Prefeitura. O sobrado foi adquirido em 1997 e inaugurado no ano seguinte. Santo André é uma das principais bases políticas do partido.

Presidente do petismo na cidade, José Paulo Nogueira confirmou a dívida existe e que a venda do imóvel, que foi aprovada pela diretoria do partido, tem como objetivo conseguir fundos para seu pagamento. “A dívida de campanha foi contabilizada e terá que ser paga. Parte da dela (R$ 160 mil) está sendo cobrada em juízo, mas, o restante, não”, relatou o petista.

Zé Paulo ainda nutre esperanças de que o imóvel seja vendido e que o valor possa ser ainda maior do que o acertado pela direção do PT. “O prédio é bem grande. Acho que conseguiremos negociar até por um valor melhor deste que queremos”, disse o dirigente, que não soube detalhar a metragem do sobrado.

Indagado sobre a falta de interessados, Zé Paulo deu outra versão. Disse que houve sondagens para compra do imóvel, mas nenhuma de maneira oficial. O presidente revelou também que alguns militantes ainda se colocam contrários à venda da sede. “Há valor sentimental envolvido, mas há dívida para se pagar. Preferimos vender a sede do que ter nossos bens bloqueados”, pontuou.

Quando o Diário revelou o caso, Grana argumentou que “quem administra as contas é o diretório municipal, que possui autonomia e obrigação de se responsabilizar pela prestação de contas (da campanha)”. Alegou que o montante da dívida “era questionável” e que a decisão de vender a sede não cabia a ele: “Não faço parte da executiva.” 

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