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Lula rebate agressões


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

20/08/2006 | 21:37


Se na campanha na TV Lula ja foi paz e amor, no palanque o quadro muda. Dez meses após o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), dizer que “daria uma surra” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato petista à reeleição respondeu ontem ao tucano. O petista começou seu discurso no Jardim Santo Antônio, na cidade de Osasco, reclamando de “desaforos” que ouviu ao longo de seu mandato.

“Não respondi e não retruquei mesmo aqueles que ousaram dizer que iam me bater. Eu sabia que o povo brasileiro iria dar a resposta que eu daria”, afirmou. O petista prometeu não interpelar seus adversários, por mais denúncias que eles divulguem na campanha. “Eu não moverei uma palha contra eles, porque vocês (eleitores) moverão o paiol inteiro contra eles.”

Lula ironizou ainda o desempenho de Virgílio no Amazonas. Sem citá-lo nominalmente, relatou que “o senador que um dia disse que ia me bater” tem apenas 3% de intenção de voto e mais de 58% de rejeição no Estado, o que para Lula demonstra que “o povo está mais atento do que muita gente imagina.”

Em outubro de 2005, Virgílio falou na tribuna do Senado Federal que ele e sua família estariam sendo investigados por ex-policial contratado pelo PT e afirmou que “daria uma surra até em Lula” se ele ou seu filho sofressem agressões.

O presidente cutucou ainda seu adversário na campanha, Geraldo Alckmin (PSDB), dizendo que os investimentos em educação em seu governo livraram adolescentes de serem mandados à Febem (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor). Houve críticas veladas também ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando Lula disse que, ao fim de seu mandato, ficará no Brasil. “Quando eu deixar de ser presidente não vou estudar no estrangeiro, vou voltar para a minha São Bernardo encostado no sindicato pra fazer o que eu fiz inteiro (sic) na vida.” A organização estimou o público do ato em 6 mil pessoas.

Também foi atacado pelo petista o candidato ao governo do Estado José Serra (PSDB), adversário do senador Aloizio Mercadante (PT). Assim como Mercadante, que discursou antes dele, Lula tachou Serra de preconceituoso. “Não posso admitir que ainda possa existir gente no maior Estado da Federação que vá em um programa de televisão e possa vomitar preconceito contra o povo nordestino, que tanto ajudou a construir esse país”, reclamou.



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Lula rebate agressões

Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

20/08/2006 | 21:37


Se na campanha na TV Lula ja foi paz e amor, no palanque o quadro muda. Dez meses após o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), dizer que “daria uma surra” no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o candidato petista à reeleição respondeu ontem ao tucano. O petista começou seu discurso no Jardim Santo Antônio, na cidade de Osasco, reclamando de “desaforos” que ouviu ao longo de seu mandato.

“Não respondi e não retruquei mesmo aqueles que ousaram dizer que iam me bater. Eu sabia que o povo brasileiro iria dar a resposta que eu daria”, afirmou. O petista prometeu não interpelar seus adversários, por mais denúncias que eles divulguem na campanha. “Eu não moverei uma palha contra eles, porque vocês (eleitores) moverão o paiol inteiro contra eles.”

Lula ironizou ainda o desempenho de Virgílio no Amazonas. Sem citá-lo nominalmente, relatou que “o senador que um dia disse que ia me bater” tem apenas 3% de intenção de voto e mais de 58% de rejeição no Estado, o que para Lula demonstra que “o povo está mais atento do que muita gente imagina.”

Em outubro de 2005, Virgílio falou na tribuna do Senado Federal que ele e sua família estariam sendo investigados por ex-policial contratado pelo PT e afirmou que “daria uma surra até em Lula” se ele ou seu filho sofressem agressões.

O presidente cutucou ainda seu adversário na campanha, Geraldo Alckmin (PSDB), dizendo que os investimentos em educação em seu governo livraram adolescentes de serem mandados à Febem (Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor). Houve críticas veladas também ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando Lula disse que, ao fim de seu mandato, ficará no Brasil. “Quando eu deixar de ser presidente não vou estudar no estrangeiro, vou voltar para a minha São Bernardo encostado no sindicato pra fazer o que eu fiz inteiro (sic) na vida.” A organização estimou o público do ato em 6 mil pessoas.

Também foi atacado pelo petista o candidato ao governo do Estado José Serra (PSDB), adversário do senador Aloizio Mercadante (PT). Assim como Mercadante, que discursou antes dele, Lula tachou Serra de preconceituoso. “Não posso admitir que ainda possa existir gente no maior Estado da Federação que vá em um programa de televisão e possa vomitar preconceito contra o povo nordestino, que tanto ajudou a construir esse país”, reclamou.

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