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Trabalhadores da Basf entram em greve


Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

02/06/2007 | 07:08


Os trabalhadores da unidade da Basf Poliuretanos, de Mauá, entraram em greve na tarde de sexta-feira. A paralisação ocorreu após a demissão de um supervisor da empresa que apresentava bom relacionamento com os operários, o que serviu de estopim para as relações entre funcionários e empresa que já andava conturbada.

Segundo o Sindicato dos Químicos do ABC, a greve estava prevista para a próxima segunda-feira, pois a entidade tenta há meses negociar algumas questões com a Basf, que não apresentavam nenhum tipo de avanço. “Demitiram um supervisor que tinha 18 anos de casa e bom relacionamento com os trabalhadores. Foi a gota d’água para a greve”, afirma Juvenil Nunes da Costa, coordenador regional do sindicato em de Santo André.

O sindicalista conta que deste o final do ano passado a entidade está buscando um acordo com a empresa química sobre a jornada de trabalho e passivos relativos a sétima e oitava hora na jornada normal e nona hora da jornada noturna.

Na Basf, os trabalhadores trocam constantemente de turno, o que os faz compensar o sábado à noite nos finais de semana e feriados. “O pessoal não estava mais agüentando esse ritmo de trabalho. A proposta que fizemos é de seis dias por três de folga, o que não foi acordado”, diz Costa.

Outros ponto debatido entre as duas partes é as horas a mais que o trabalhador tem feito, que apresentam adicional, por conta do sistema de turnos. “Em turnos de 36 horas, se o trabalhador troca, a empresa é obrigada por lei a pagar a sétima e oitava hora. Mas a Basf não paga, pois eles afirmam que a jornada deles não se enquadra nisso”, explica o sindicalista.

O sindicato quer retroativo desse passivo de cinco anos, o que daria mais de R$ 50 mil para cada trabalhador. Mesmo a empresa negando, Costa afirma que a Basf ofereceu um salário nominal para quitar essa diferença. Na unidade de São Bernardo, já houve um acordo do mesmo tipo entre as partes totalizando R$ 1,9 milhão.

As negociações deverão ser retomadas na segunda-feira. A Basf confirmou a paralisação, mas que apenas sabe que a greve se deu por conta da demissão e que não foi avisada com antecedência, conforme a lei.



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Trabalhadores da Basf entram em greve

Luciele Velluto
Do Diário do Grande ABC

02/06/2007 | 07:08


Os trabalhadores da unidade da Basf Poliuretanos, de Mauá, entraram em greve na tarde de sexta-feira. A paralisação ocorreu após a demissão de um supervisor da empresa que apresentava bom relacionamento com os operários, o que serviu de estopim para as relações entre funcionários e empresa que já andava conturbada.

Segundo o Sindicato dos Químicos do ABC, a greve estava prevista para a próxima segunda-feira, pois a entidade tenta há meses negociar algumas questões com a Basf, que não apresentavam nenhum tipo de avanço. “Demitiram um supervisor que tinha 18 anos de casa e bom relacionamento com os trabalhadores. Foi a gota d’água para a greve”, afirma Juvenil Nunes da Costa, coordenador regional do sindicato em de Santo André.

O sindicalista conta que deste o final do ano passado a entidade está buscando um acordo com a empresa química sobre a jornada de trabalho e passivos relativos a sétima e oitava hora na jornada normal e nona hora da jornada noturna.

Na Basf, os trabalhadores trocam constantemente de turno, o que os faz compensar o sábado à noite nos finais de semana e feriados. “O pessoal não estava mais agüentando esse ritmo de trabalho. A proposta que fizemos é de seis dias por três de folga, o que não foi acordado”, diz Costa.

Outros ponto debatido entre as duas partes é as horas a mais que o trabalhador tem feito, que apresentam adicional, por conta do sistema de turnos. “Em turnos de 36 horas, se o trabalhador troca, a empresa é obrigada por lei a pagar a sétima e oitava hora. Mas a Basf não paga, pois eles afirmam que a jornada deles não se enquadra nisso”, explica o sindicalista.

O sindicato quer retroativo desse passivo de cinco anos, o que daria mais de R$ 50 mil para cada trabalhador. Mesmo a empresa negando, Costa afirma que a Basf ofereceu um salário nominal para quitar essa diferença. Na unidade de São Bernardo, já houve um acordo do mesmo tipo entre as partes totalizando R$ 1,9 milhão.

As negociações deverão ser retomadas na segunda-feira. A Basf confirmou a paralisação, mas que apenas sabe que a greve se deu por conta da demissão e que não foi avisada com antecedência, conforme a lei.

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