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Consumidor tem menores juros desde 1995

Taxa média nas novas operações de crédito é de 6,40% ao mês


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

17/02/2012 | 07:00


A taxa média de juros ao consumidor caiu mais uma vez em janeiro. O percentual naquele mês foi de 6,40% ao mês, contra 6,58% ao mês registrados em dezembro. Segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), foi a menor taxa da série histórica apurada desde 1995.

Entre as seis modalidades de crédito, financiamentos e empréstimos para as famílias pesquisadas pela Anefac, apenas o cartão de crédito manteve o custo do rotativo em 10,69% ao mês. As demais apresentaram recuo nas taxas médias.

A Anefac avaliou que quatro pilares contribuíram para a redução das taxas médias de juros. O primeiro são as medidas que o BC (Banco Central) e o Ministério da Fazenda promoveram para incentivar o consumo e evitar retração da economia nacional por conta da crise europeia. Neste pacote, estão a redução da taxa básica de juros Selic de 11% ao ano para 10,5% ao ano, medida do BC anunciada no dia 18, e a queda do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de crédito.

Sustentam também a redução dos juros as expectativas do mercado financeiro de que o Banco Central diminua ainda mais a Selic e a previsão de que mais medidas de incentivo ao consumo entrarão em vigor no País.

Por fim, a entidade observou que como resultado da queda nas vendas no começo do ano e a grande concentração de dívidas dos consumidores com o pagamento de despesas sazonais, como tributos e materiais escolares, o comércio e as instituições financeiras diminuíram os juros para evitar maiores recuos nas vendas.

A entidade espera que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses por conta das prováveis diminuições na Selic e pela intenção do governo de manter a economia aquecida. Na avaliação do coordenador das pesquisas de juros da Anefac e vice-presidente da entidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, o resultado de janeiro foi o primeiro de vários recordes neste ano. “O brasileiro nunca teve taxa tão baixa para financiar o consumo. E nossa previsão é que os juros vão continuar caindo”, disse.

O custo menor do crédito, infelizmente, não terá efeito sobre os contratos já firmados entre instituições e clientes. As novas taxas só vigoram sobre novas operações, a menos que os acordos já vigentes tenham cláusulas que alterem os juros no meio do financiamento para acompanhar reduções.

Os juros do comércio estão em 5,05% ao mês, do cheque especial 8,34% e do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) 2,01%. A Anefac apurou que os empréstimos pessoais custam, em média, 3,99% nos bancos e 8,29% nas financeiras.



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Consumidor tem menores juros desde 1995

Taxa média nas novas operações de crédito é de 6,40% ao mês

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

17/02/2012 | 07:00


A taxa média de juros ao consumidor caiu mais uma vez em janeiro. O percentual naquele mês foi de 6,40% ao mês, contra 6,58% ao mês registrados em dezembro. Segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), foi a menor taxa da série histórica apurada desde 1995.

Entre as seis modalidades de crédito, financiamentos e empréstimos para as famílias pesquisadas pela Anefac, apenas o cartão de crédito manteve o custo do rotativo em 10,69% ao mês. As demais apresentaram recuo nas taxas médias.

A Anefac avaliou que quatro pilares contribuíram para a redução das taxas médias de juros. O primeiro são as medidas que o BC (Banco Central) e o Ministério da Fazenda promoveram para incentivar o consumo e evitar retração da economia nacional por conta da crise europeia. Neste pacote, estão a redução da taxa básica de juros Selic de 11% ao ano para 10,5% ao ano, medida do BC anunciada no dia 18, e a queda do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) nas operações de crédito.

Sustentam também a redução dos juros as expectativas do mercado financeiro de que o Banco Central diminua ainda mais a Selic e a previsão de que mais medidas de incentivo ao consumo entrarão em vigor no País.

Por fim, a entidade observou que como resultado da queda nas vendas no começo do ano e a grande concentração de dívidas dos consumidores com o pagamento de despesas sazonais, como tributos e materiais escolares, o comércio e as instituições financeiras diminuíram os juros para evitar maiores recuos nas vendas.

A entidade espera que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses por conta das prováveis diminuições na Selic e pela intenção do governo de manter a economia aquecida. Na avaliação do coordenador das pesquisas de juros da Anefac e vice-presidente da entidade, Miguel Ribeiro de Oliveira, o resultado de janeiro foi o primeiro de vários recordes neste ano. “O brasileiro nunca teve taxa tão baixa para financiar o consumo. E nossa previsão é que os juros vão continuar caindo”, disse.

O custo menor do crédito, infelizmente, não terá efeito sobre os contratos já firmados entre instituições e clientes. As novas taxas só vigoram sobre novas operações, a menos que os acordos já vigentes tenham cláusulas que alterem os juros no meio do financiamento para acompanhar reduções.

Os juros do comércio estão em 5,05% ao mês, do cheque especial 8,34% e do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) 2,01%. A Anefac apurou que os empréstimos pessoais custam, em média, 3,99% nos bancos e 8,29% nas financeiras.

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