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Paço de Diadema ordena retorno de servidores do esporte à revelia

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Junior Carvalho

01/08/2020 | 00:02


Professores de Diadema lotados na Secretaria de Esporte relataram ao Diário que o governo do prefeito Lauro Michels (PV) ordenou o retorno do trabalho presencial na segunda-feira sem debater com a categoria protocolos seguros para evitar a contaminação pelo coronavírus. Os servidores, que estão de home office desde meados de março por causa da pandemia, consideram precoce o retorno às atividades.

A volta ao trabalho presencial, segundo contaram os servidores, foi ordenada nesta semana pelo secretário de Esporte, Paulinho Correria. Os funcionários classificaram a decisão como retaliação a um pedido feito pelo secretário que foi negado pelos servidores. O titular da pasta teria solicitado aos professores de vários projetos do setor que gravassem vídeo defendendo o retorno às atividades. Os servidores, porém, se negaram a produzir o conteúdo por entender que a iniciativa poderia provocar aglomerações, que devem ser evitadas durante a pandemia.

Outro motivo levou os servidores a recusarem o pedido de Paulinho Correria. Vídeo divulgado pela secretaria na semana passada com instrutores do projeto de escola de futebol do Água Santa – que é custeado pela Prefeitura por meio de convênio com a pasta – simulando o retorno às aulas presenciais foi visto como eleitoreiro. Time da cidade que dá nome ao projeto, o Água Santa tem como dirigente o vereador Revelino Teixeira de Almeida, o Pretinho, que é o candidato de Lauro ao Paço na eleição deste ano. Nas imagens, que levam o símbolo da Prefeitura e o nome da Secretaria de Esportes, os treinadores aparecem uniformizados com camiseta que leva o emblema do time, de máscara, auferindo a temperatura e higienizando os equipamentos usados nos treinos.

Ciente do ocorrido, o Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema) cobrou esclarecimentos por parte do governo Lauro. “Estamos tentando uma mesa de negociação com o secretário. Já falamos com a Carol (Rocha, primeira-dama e chefe de Gabinete) e encaminhamos ofício ao governo hoje (ontem) à tarde. A gente quer entender o que está acontecendo, por quais motivos estão ordenando essa retomada urgente. Mesmo que o decreto possibilite (o retorno a pedido da administração), queremos ter informações sobre quais serão as condições de segurança aos professores”, explicou o presidente do Sindema, Ritchie Soares, ao reclamar de falta de debate do governo com a entidade sobre a retomada.

Ao Diário, o governo Lauro não confirmou, mas também não negou que tenha ordenado a retomada das atividades no esporte. Em nota, afirmou que “a retomada será feita gradualmente em alguns espaços onde houver condição e quando o governo estadual liberar”. Sobre o vídeo, alegou que serviu para “mostrar à população quais serão os cuidados no momento da retomada e em nenhum momento a defende, pois essa é uma decisão do governo do Estado”. “O objetivo é dar tranquilidade aos pais informando que seus filhos serão submetidos a todos os cuidados, seguindo orientações do governo do Estado, de órgãos de saúde e de entidades representativas das classes esportivas ou de suas modalidades”, disse o Paço. 



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Paço de Diadema ordena retorno de servidores do esporte à revelia

Junior Carvalho

01/08/2020 | 00:02


Professores de Diadema lotados na Secretaria de Esporte relataram ao Diário que o governo do prefeito Lauro Michels (PV) ordenou o retorno do trabalho presencial na segunda-feira sem debater com a categoria protocolos seguros para evitar a contaminação pelo coronavírus. Os servidores, que estão de home office desde meados de março por causa da pandemia, consideram precoce o retorno às atividades.

A volta ao trabalho presencial, segundo contaram os servidores, foi ordenada nesta semana pelo secretário de Esporte, Paulinho Correria. Os funcionários classificaram a decisão como retaliação a um pedido feito pelo secretário que foi negado pelos servidores. O titular da pasta teria solicitado aos professores de vários projetos do setor que gravassem vídeo defendendo o retorno às atividades. Os servidores, porém, se negaram a produzir o conteúdo por entender que a iniciativa poderia provocar aglomerações, que devem ser evitadas durante a pandemia.

Outro motivo levou os servidores a recusarem o pedido de Paulinho Correria. Vídeo divulgado pela secretaria na semana passada com instrutores do projeto de escola de futebol do Água Santa – que é custeado pela Prefeitura por meio de convênio com a pasta – simulando o retorno às aulas presenciais foi visto como eleitoreiro. Time da cidade que dá nome ao projeto, o Água Santa tem como dirigente o vereador Revelino Teixeira de Almeida, o Pretinho, que é o candidato de Lauro ao Paço na eleição deste ano. Nas imagens, que levam o símbolo da Prefeitura e o nome da Secretaria de Esportes, os treinadores aparecem uniformizados com camiseta que leva o emblema do time, de máscara, auferindo a temperatura e higienizando os equipamentos usados nos treinos.

Ciente do ocorrido, o Sindema (Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema) cobrou esclarecimentos por parte do governo Lauro. “Estamos tentando uma mesa de negociação com o secretário. Já falamos com a Carol (Rocha, primeira-dama e chefe de Gabinete) e encaminhamos ofício ao governo hoje (ontem) à tarde. A gente quer entender o que está acontecendo, por quais motivos estão ordenando essa retomada urgente. Mesmo que o decreto possibilite (o retorno a pedido da administração), queremos ter informações sobre quais serão as condições de segurança aos professores”, explicou o presidente do Sindema, Ritchie Soares, ao reclamar de falta de debate do governo com a entidade sobre a retomada.

Ao Diário, o governo Lauro não confirmou, mas também não negou que tenha ordenado a retomada das atividades no esporte. Em nota, afirmou que “a retomada será feita gradualmente em alguns espaços onde houver condição e quando o governo estadual liberar”. Sobre o vídeo, alegou que serviu para “mostrar à população quais serão os cuidados no momento da retomada e em nenhum momento a defende, pois essa é uma decisão do governo do Estado”. “O objetivo é dar tranquilidade aos pais informando que seus filhos serão submetidos a todos os cuidados, seguindo orientações do governo do Estado, de órgãos de saúde e de entidades representativas das classes esportivas ou de suas modalidades”, disse o Paço. 

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