Economia Titulo Melhora
Atividade da indústria reage
com incentivos tributários

Em agosto, fabricantes do Estado de São Paulo tiveram
expansão de 2,7%, aponta estudo divulgado pelo IBGE

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC
10/10/2012 | 07:03
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O cenário do setor industrial ainda é bem mais fraco do que o do ano passado, mas os dados da pesquisa divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam reação das fabricantes, nos últimos meses. Segundo o levantamento, houve expansão de 2,7% na atividade em agosto frente a julho no Estado de São Paulo, depois da estabilidade em julho (-0,6%).

O crescimento está em linha com o que ocorre em todo o País, onde houve expansão de 1,5% no oitavo mês do ano. No Brasil, foi a terceira taxa positiva consecutiva.

Entre os ramos da indústria que ajudaram a puxar para cima a atividade, destaca-se a produção de veículos automotores, aponta o analista do IBGE Rodrigo Lobo. A cadeia automotiva foi beneficiada pelo incentivo de redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros - os de motor 1.0 tiveram a alíquota zerada -, que começou a vigorar no dia 22 de maio.

Na avaliação de Lobo, a recuperação reflete, entre outros fatores, as medidas do governo federal - como a do incentivo tributário a veículos e também linha branca, móveis e construção civil.

ANUAL - No entanto, na comparação de agosto com mesmo mês de 2011, ainda há retração de 4,6% na média do setor industrial paulista. A variação está menos negativa - em julho ante igual período do ano passado, a queda era de 5,6%.

Dessa forma, os dados mostram que a situação das fabricantes ainda está longe de ser tranquila. "Parou de piorar", diz o diretor da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Diadema, Donizete Duarte da Silva, que faz críticas à política do governo de incentivo ao consumo.

Para ele, a redução de tributos para fazer a população ampliar suas compras é especialmente atrativa para os produtores estrangeiros, que têm vantagens competitivas (custos menores de insumos e de infraestrutura, por exemplo) em relação à indústria nacional. "Temos um problema de competitividade muito grande, isso atrapalha", observa.

Ele espera que iniciativas anunciadas pela presidente Dilma Rousseff, como a redução da conta de energia, se concretizem, para que as empresas brasileiras enfrentem em melhores condições a disputa com as companhias do Exterior.

 

 




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