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Bombril planeja crescimento de 35% para o próximo ano


Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

06/12/2003 | 17:20


A Bombril, empresa conhecida pelo slogan de mil e uma utilidades, começa a colocar a casa em ordem após o controlador da Itália, a multinacional Cirio, sofrer um default em novembro de 2002. A decisão gerou um descompasso financeiro no Brasil e fez com que a fabricante líder do mercado de lãs de aço no país, com unidade em São Bernardo, tivesse um primeiro semestre inexpressivo.

No final de junho, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou uma intervenção na empresa. A Bombril passou a ser administrada pelo interventor José Paulo da Silva, que nomeou um conselho. Esse conselho elegeu Wilson Nunes para acumular as funções de presidente interino e diretor comercial. Com a intervenção, a atividade da empresa foi separada da holding italiana. No mesmo mês, a Bombril também conseguiu uma parceria com o banco de fomento Trend Bank, para voltar a financiar sua produção. “Até essa data, sobrevivemos em função do trabalho que tínhamos com distribuidores, da força da marca e de alguns apoios financeiros”, explica Nunes.

O fôlego novo permitiu à Bombril refinanciar sua dívida de R$ 57 milhões, com 400 fornecedores, em 48 parcelas. Em entrevista concedida ao Diário, Nunes fala sobre a situação da empresa, o desempenho do segundo semestre e as perspectivas de 2004.

Diário – Como foi o primeiro semestre para a empresa?
Wilson Nunes – Tivemos dificuldades de produção por falta de capital de giro, devido ao que aconteceu na Itália. Os números do primeiro semestre não têm consistência. No final de junho, encontramos um parceiro da área financeira e começamos a investir na produção. Se você pensar que junho foi uma base 100 para a Bombril, no acumulado de julho até outubro, a Bombril faturou 340% a mais do que no mês de junho.

Diário – Qual é a expectativa de produção no fechamento do segundo semestre?
Nunes – Prefiro comparar o terceiro trimestre em relação ao quarto trimestre, pois no primeiro semestre convivemos com o evento Itália. A Bombril está vivendo uma administração nova a partir de julho e empresa tem previsão de crescer, em tonelagem, 37% do terceiro para o quarto trimestre. O objetivo interno é quadruplicar os resultados até dezembro em relação ao mês de junho.

Diário – Qual é a atividade produtiva das plantas?
Nunes – Estamos operando em três turnos. Antes de junho, o trabalho estava muito irregular, pela falta de capital de giro, o que chegava a parar linhas de produção e gerava turnos alternados. A expectativa é que o uso da capacidade instalada na planta de São Bernardo melhore 31% do terceiro para o quarto trimestre, com o aumento de 23% de demanda de horas extras. Em novembro, a utilização da capacidade instalada foi de 78%.

Diário – Quais são as perspectivas para 2004?
Nunes – O número preliminar da Bombril é crescer 35% no próximo ano em relação a 2003. Existem ações que iremos desenvolver como investir em publicidade, provavelmente a partir do início de 2004. A Bombril possui base para o crescimento, tem um portfólio interessante e um número de marcas razoavelmente bem posicionadas no mercado. Temos 15 categorias, 12 marcas e o carro-chefe é o Bombril (palha de aço), que representa 45% do faturamento.

Diário – Existe a possibilidade de a empresa ser vendida?
Nunes – Tudo pode acontecer. Mas acho que, primeiramente, algumas etapas devem ser cumpridas. Temos de acertar essa operação com o administrador judicial e a empresa tem de voltar a trabalhar com regularidade para buscar seu valor correto de mercado.



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Bombril planeja crescimento de 35% para o próximo ano

Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

06/12/2003 | 17:20


A Bombril, empresa conhecida pelo slogan de mil e uma utilidades, começa a colocar a casa em ordem após o controlador da Itália, a multinacional Cirio, sofrer um default em novembro de 2002. A decisão gerou um descompasso financeiro no Brasil e fez com que a fabricante líder do mercado de lãs de aço no país, com unidade em São Bernardo, tivesse um primeiro semestre inexpressivo.

No final de junho, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou uma intervenção na empresa. A Bombril passou a ser administrada pelo interventor José Paulo da Silva, que nomeou um conselho. Esse conselho elegeu Wilson Nunes para acumular as funções de presidente interino e diretor comercial. Com a intervenção, a atividade da empresa foi separada da holding italiana. No mesmo mês, a Bombril também conseguiu uma parceria com o banco de fomento Trend Bank, para voltar a financiar sua produção. “Até essa data, sobrevivemos em função do trabalho que tínhamos com distribuidores, da força da marca e de alguns apoios financeiros”, explica Nunes.

O fôlego novo permitiu à Bombril refinanciar sua dívida de R$ 57 milhões, com 400 fornecedores, em 48 parcelas. Em entrevista concedida ao Diário, Nunes fala sobre a situação da empresa, o desempenho do segundo semestre e as perspectivas de 2004.

Diário – Como foi o primeiro semestre para a empresa?
Wilson Nunes – Tivemos dificuldades de produção por falta de capital de giro, devido ao que aconteceu na Itália. Os números do primeiro semestre não têm consistência. No final de junho, encontramos um parceiro da área financeira e começamos a investir na produção. Se você pensar que junho foi uma base 100 para a Bombril, no acumulado de julho até outubro, a Bombril faturou 340% a mais do que no mês de junho.

Diário – Qual é a expectativa de produção no fechamento do segundo semestre?
Nunes – Prefiro comparar o terceiro trimestre em relação ao quarto trimestre, pois no primeiro semestre convivemos com o evento Itália. A Bombril está vivendo uma administração nova a partir de julho e empresa tem previsão de crescer, em tonelagem, 37% do terceiro para o quarto trimestre. O objetivo interno é quadruplicar os resultados até dezembro em relação ao mês de junho.

Diário – Qual é a atividade produtiva das plantas?
Nunes – Estamos operando em três turnos. Antes de junho, o trabalho estava muito irregular, pela falta de capital de giro, o que chegava a parar linhas de produção e gerava turnos alternados. A expectativa é que o uso da capacidade instalada na planta de São Bernardo melhore 31% do terceiro para o quarto trimestre, com o aumento de 23% de demanda de horas extras. Em novembro, a utilização da capacidade instalada foi de 78%.

Diário – Quais são as perspectivas para 2004?
Nunes – O número preliminar da Bombril é crescer 35% no próximo ano em relação a 2003. Existem ações que iremos desenvolver como investir em publicidade, provavelmente a partir do início de 2004. A Bombril possui base para o crescimento, tem um portfólio interessante e um número de marcas razoavelmente bem posicionadas no mercado. Temos 15 categorias, 12 marcas e o carro-chefe é o Bombril (palha de aço), que representa 45% do faturamento.

Diário – Existe a possibilidade de a empresa ser vendida?
Nunes – Tudo pode acontecer. Mas acho que, primeiramente, algumas etapas devem ser cumpridas. Temos de acertar essa operação com o administrador judicial e a empresa tem de voltar a trabalhar com regularidade para buscar seu valor correto de mercado.

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