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Câmara recebe 2º pedido de impeachment de Atila

Ação não foi apreciada; sessão fica marcada por protestos pelo fim da taxa do lixo


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

30/05/2018 | 07:00


A Câmara de Mauá recebeu ontem o segundo pedido de impeachment do prefeito Atila Jacomussi (PSB), que segue preso desde o dia 9. A peça foi impetrada pela Rede Sustentabilidade, mas a tramitação não foi colocada em votação na sessão de ontem pelo presidente da Casa, Admir Jacomussi (PRP), pai do prefeito.

Protocolado pela manhã, o requerimento deveria ter sido colocado em apreciação pelo plenário já na sessão de ontem, como determina o regimento interno do Legislativo mauaense. Ocorre que os trabalhos ficaram prejudicados por conta das manifestações registradas ontem contra a taxa do lixo na cidade.

Militantes do Psol e da própria Rede, além de munícipes, lotaram o plenário da Câmara para protestar contra o tributo, aprovado em dezembro pelos próprios parlamentares. Foi registrado tumulto na entrada do prédio da Casa. Vários manifestantes foram impedidos pela GCM (Guarda Civil Municipal) de entrar no Legislativo sob argumento de superlotação do local.

Por conta da pressão, os parlamentares suspenderam os trabalhos e ficaram reunidos, a portas fechadas, por cerca de uma hora com representantes do grupo. No fim das negociações, a Casa decidiu transferir a decisão sobre a manutenção da taxa à prefeita interina Alaíde Damo (MDB). Após a conversa, os vereadores Ricardinho da Enfermagem (PTB), Gil Miranda (PRB) e Marcelo Oliveira (PT) apresentaram requerimento em conjunto solicitando à prefeita em exercício que revogue e taxa. Os manifestantes alegam que o tributo, cobrado na conta de água, é abusivo.

Os demais parlamentares não assinaram o requerimento, que ainda será votado na sessão da semana que vem. Os vereadores se comprometeram a convencer Alaíde nos próximos 15 dias a suspender a taxa, que foi instituída por Atila como forma de garantir os pagamentos em dia à Lara Central de Tratamento de Resíduos Sólidos, responsável pela coleta de lixo na cidade. A empresa pertence à Wagner Damo, sobrinho de Alaíde e do ex-prefeito Leonel Damo (sem partido). 



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Câmara recebe 2º pedido de impeachment de Atila

Ação não foi apreciada; sessão fica marcada por protestos pelo fim da taxa do lixo

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

30/05/2018 | 07:00


A Câmara de Mauá recebeu ontem o segundo pedido de impeachment do prefeito Atila Jacomussi (PSB), que segue preso desde o dia 9. A peça foi impetrada pela Rede Sustentabilidade, mas a tramitação não foi colocada em votação na sessão de ontem pelo presidente da Casa, Admir Jacomussi (PRP), pai do prefeito.

Protocolado pela manhã, o requerimento deveria ter sido colocado em apreciação pelo plenário já na sessão de ontem, como determina o regimento interno do Legislativo mauaense. Ocorre que os trabalhos ficaram prejudicados por conta das manifestações registradas ontem contra a taxa do lixo na cidade.

Militantes do Psol e da própria Rede, além de munícipes, lotaram o plenário da Câmara para protestar contra o tributo, aprovado em dezembro pelos próprios parlamentares. Foi registrado tumulto na entrada do prédio da Casa. Vários manifestantes foram impedidos pela GCM (Guarda Civil Municipal) de entrar no Legislativo sob argumento de superlotação do local.

Por conta da pressão, os parlamentares suspenderam os trabalhos e ficaram reunidos, a portas fechadas, por cerca de uma hora com representantes do grupo. No fim das negociações, a Casa decidiu transferir a decisão sobre a manutenção da taxa à prefeita interina Alaíde Damo (MDB). Após a conversa, os vereadores Ricardinho da Enfermagem (PTB), Gil Miranda (PRB) e Marcelo Oliveira (PT) apresentaram requerimento em conjunto solicitando à prefeita em exercício que revogue e taxa. Os manifestantes alegam que o tributo, cobrado na conta de água, é abusivo.

Os demais parlamentares não assinaram o requerimento, que ainda será votado na sessão da semana que vem. Os vereadores se comprometeram a convencer Alaíde nos próximos 15 dias a suspender a taxa, que foi instituída por Atila como forma de garantir os pagamentos em dia à Lara Central de Tratamento de Resíduos Sólidos, responsável pela coleta de lixo na cidade. A empresa pertence à Wagner Damo, sobrinho de Alaíde e do ex-prefeito Leonel Damo (sem partido). 

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