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Agora como candidato, Lula parte para o ataque



25/06/2006 | 08:19


Na convenção nacional do PT que oficializou sua candidatura à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso recheado de ataques à oposição, comparações com o governo de Fernando Henrique Cardoso e auto-elogios. Ele chamou a oposição de “vozes do atraso, que fazem da agressão e da calúnia suas principais armas”, atacou indiretamente seu oponente, o tucano Geraldo Alckmin, pela crise na segurança, e disse que o povo não esqueceu o tamanho do buraco que PSDB e PFL cavaram.

No salão do Minas Tênis Clube, decorado com painéis gigantes com um Lula sorridente e um slogan populista – “Lula de novo com a força do povo” –, o presidente repetiu dez vezes a expressão “volto a ser candidato”. Para todas, encontrou a justificativa de que o projeto de mudanças do Brasil tem de continuar e que o sonho não acabou. O presidente, no entanto, foi condescendente com o mensalão, citando a crise política apenas superficialmente, chamando o maior escândalo já investigado pelo Congresso de “condutas equivocadas”.

Diante de uma platéia de cerca de 4 mil petistas, e ao lado do vice José Alencar (PRB), que foi anunciado como o parceiro da chapa da campanha pela reeleição, Lula disse que os indicadores sociais e os números da economia são os melhores dos últimos 10 anos, mas mesmo assim afirmou que não está satisfeito com a taxa de juros.

Sob delirantes aplausos, o presidente disse ainda que o povo não quer os tucanos de volta. “Mas eles nunca escutaram a voz do povo e, obviamente, não vão querer escutá-la agora”, disse Lula. E continuou criticando a oposição. “Por mais que nos provoquem, não usaremos os mesmos métodos, pois temos armas limpas e poderosas. Uma delas é a comparação do que eles fizeram em oito anos de governo com o que nós estamos fazendo em apenas três anos e meio.”

Lula disse que no final do governo de Fernando Henrique a economia encolhia, o emprego diminuía e a pobreza aumentava. Classificou a gestão de Fernando Henrique como “tempo da instabilidade e da vulnerabilidade econômica, época da insensibilidade social e de sucateamento da infra-estrutura e tempo dos grandes apagões”. Foi um revide ao senador José Jorge (PFL), ministro de Minas e Energia durante os apagões de 2001, e hoje vice de Alckmin, que não se cansa de fazer críticas a Lula, como a de que o presidente “bebe muito”.


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