Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 20 de Abril

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Manifestação em frente à GM fracassa

Apesar da paralisação por duas horas na linha de montagem,
funcionários não saíram da fábrica


Yara Ferraz
Especial para o Diário

31/08/2013 | 07:11


A assembleia mobilizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano em frente ao portão quatro da General Motors, na manhã de ontem, não teve a participação dos trabalhadores. Apesar de paralisarem a linha de produção da montadora durante duas horas, os funcionários não saíram para ouvir o discurso sindicalista. De acordo com a entidade, 3.500 funcionários aderiram à paralisação.

Anteontem, o sindicato soltou aviso de greve para os trabalhadores da GM. No mesmo dia, no entanto, mudou seu posicionamento para uma paralisação. Segundo o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, a mudança foi decidida pela Força Sindical. “Nenhuma outra montadora da região iria entrar em greve (em virtude do Dia Nacional de Luta), e foi decidido que ela não seria feita. Mas, de qualquer forma, mantivemos o protesto.”

A orientação na troca de turnos, ocorrida às 6h, era de que os funcionários entrassem, colocassem seus uniformes e depois disso fossem assistir à assembleia na porta da fábrica. Os empregados, porém, preferiram ficar dentro das dependências da montadora.

Passados 30 minutos, nenhum funcionário havia saído, e o diretor executivo do sindicato, Mauri Tenório, começou a insistir no carro de som. “Pessoal, é importante a participação de todos nessa assembleia, apesar do cancelamento da greve. Quem está aí, venha participar porque é um momento importante para a campanha salarial”, pediu.

Segundo Cidão, o motivo para que a concentração se mantivesse dentro da fábrica foi o tempo. “Está muito frio e ninguém quer vir aqui para fora desse jeito”, afirmou.

Um trabalhador que preferiu não se identificar disse que os trabalhadores seguiram as orientações do sindicato. “Vamos paralisar a linha de montagem até às 8h, assim como o sindicato pediu, mas todo mundo está ficando aqui dentro. Alguns comendo, outros conversando, mas paralisados”, respondeu quando perguntado sobre a assembleia.

Cerca de seis trabalhadores foram até o portão conversar com os líderes sindicais. Todos eles perguntaram ou comentaram sobre a mudança da greve para a assembleia, sendo que até brincadeiras em relação ao dia que seria de folga foram feitas. Um deles disse, ao passar pelos diretores: “Quem vai pagar o barco que eu aluguei para pescar hoje (ontem)?” Outro questionou: “Quem vai pagar a carne que eu tinha comprado para o churrasco”.

Procurada pela equipe do Diário, a GM disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

A principal bandeira defendida pelo sindicato é contra o projeto de lei 4.330, que se for aprovado, vai permitir que fique a cargo das empresas a terceirização dos funcionários. “Com isso, 90% dos postos serão terceirizados, o que vai gerar intensa precarização da mão de obra”, declarou Cidão.
 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Manifestação em frente à GM fracassa

Apesar da paralisação por duas horas na linha de montagem,
funcionários não saíram da fábrica

Yara Ferraz
Especial para o Diário

31/08/2013 | 07:11


A assembleia mobilizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano em frente ao portão quatro da General Motors, na manhã de ontem, não teve a participação dos trabalhadores. Apesar de paralisarem a linha de produção da montadora durante duas horas, os funcionários não saíram para ouvir o discurso sindicalista. De acordo com a entidade, 3.500 funcionários aderiram à paralisação.

Anteontem, o sindicato soltou aviso de greve para os trabalhadores da GM. No mesmo dia, no entanto, mudou seu posicionamento para uma paralisação. Segundo o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, a mudança foi decidida pela Força Sindical. “Nenhuma outra montadora da região iria entrar em greve (em virtude do Dia Nacional de Luta), e foi decidido que ela não seria feita. Mas, de qualquer forma, mantivemos o protesto.”

A orientação na troca de turnos, ocorrida às 6h, era de que os funcionários entrassem, colocassem seus uniformes e depois disso fossem assistir à assembleia na porta da fábrica. Os empregados, porém, preferiram ficar dentro das dependências da montadora.

Passados 30 minutos, nenhum funcionário havia saído, e o diretor executivo do sindicato, Mauri Tenório, começou a insistir no carro de som. “Pessoal, é importante a participação de todos nessa assembleia, apesar do cancelamento da greve. Quem está aí, venha participar porque é um momento importante para a campanha salarial”, pediu.

Segundo Cidão, o motivo para que a concentração se mantivesse dentro da fábrica foi o tempo. “Está muito frio e ninguém quer vir aqui para fora desse jeito”, afirmou.

Um trabalhador que preferiu não se identificar disse que os trabalhadores seguiram as orientações do sindicato. “Vamos paralisar a linha de montagem até às 8h, assim como o sindicato pediu, mas todo mundo está ficando aqui dentro. Alguns comendo, outros conversando, mas paralisados”, respondeu quando perguntado sobre a assembleia.

Cerca de seis trabalhadores foram até o portão conversar com os líderes sindicais. Todos eles perguntaram ou comentaram sobre a mudança da greve para a assembleia, sendo que até brincadeiras em relação ao dia que seria de folga foram feitas. Um deles disse, ao passar pelos diretores: “Quem vai pagar o barco que eu aluguei para pescar hoje (ontem)?” Outro questionou: “Quem vai pagar a carne que eu tinha comprado para o churrasco”.

Procurada pela equipe do Diário, a GM disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

A principal bandeira defendida pelo sindicato é contra o projeto de lei 4.330, que se for aprovado, vai permitir que fique a cargo das empresas a terceirização dos funcionários. “Com isso, 90% dos postos serão terceirizados, o que vai gerar intensa precarização da mão de obra”, declarou Cidão.
 

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;