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Menino Maluquinho
ganha um musical

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto chega 34 anos depois do lançamento
do livro de Ziraldo e realiza sonho do escritor


Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

27/04/2014 | 07:00


Um musical. Era o que faltava para o Menino Maluquinho que, além de livros, já virou gibis, filmes, peças, ópera, série para TV, brinquedos, tema de escola de samba, site e até aplicativo. “Era tudo que eu queria”, diz Ziraldo, criador do personagem e responsável pelo texto do espetáculo, que acaba de estrear em São Paulo.

A ideia do projeto surgiu há cerca de dois anos, segundo a diretora-geral Daniela Stirbulov. As audições (testes) para escolha do elenco ocorreram em janeiro; 300 crianças participaram da seleção. Os ensaios começaram em março.

“É baseado no livro original e foi desenvolvido pelo pessoal da 4act. A história contada no livro não tem trama. É, digamos, um retrato em branco e preto de um menino bem brasileiro. O musical vai colorir esse retrato!”, afirma Ziraldo.

Na superprodução, 14 atores mirins (entre eles Jean Paulo Campos e Nicholas Torres, de Carrossel) e sete adultos cantam, dançam e atuam durante aproximadamente 75 minutos, que parecem passar num piscar de olhos. Traços do cartunista estão por todo o palco. Tem ainda cenários que entram e saem de acordo com a cena.

Além de Maluquinho, estão lá os pais e avós do protagonista, o amigo Bocão, Julieta, Junim, Lucio, Carol, Shirley Valéria, Herman e a Professora.

“O Ziraldo sempre esteve presente para que o texto tivesse a cara dele e do Menino Maluquinho”, conta Daniela. A diretora revela ainda que ideias dos atores mirins contribuíram muito para o desenvolvimento do espetáculo.

Quem já é adulto, mas cresceu com a obra de Ziraldo, fica com vontade de ter macaquinhos no sótão novamente após ver o musical. Porque, como bem lembra o escritor: “Toda criança que tem ambiente e saúde para exercer energia e criatividade pode ser chamada de maluquinha. Este diminutivo ‘inho’ não tem nada a ver com tamanho. Tem a ver com afeto. E, no caso do Menino Maluquinho tem a ver, também, com energia.”

ONDE - Menino Maluquinho – O Musical fica em cartaz no Teatro Bradesco (Bourbon Shopping, Rua Turiassu, 2.100, tel.: 3670-4100) aos sábados e domingos, às 16h, até 25 de maio. Ingresso: R$ 15 a R$ 100.

 

Elenco mirim curte participar do espetáculo

João Lucas Martins, 12 anos, estudou muito para interpretar o Maluquinho, leu livros de Ziraldo e assistiu a filmes. “É grande honra. É um personagem grandioso”, afirma o ator, que já fez comerciais para a TV. “Não sou de aprontar. Mas sou bem maluquinho no sentido de imaginar e criar brincadeiras e histórias. Gosto muito de ler e escrever.”

Esse também é o primeiro espetáculo profissional de Enrico Alves de Lima, 12, que dá vida ao Bocão. Certo dia, uma amiga recebeu mensagem sobre o teste para o musical e o convidou para participar. “Eu disse: ‘Imagina, não levo jeito para teatro.’” Mas para sua surpresa, ele passou. “Comecei a chorar de alegria. Fiquei emocionado.” Sobre o melhor amigo de Maluquinho, Enrico explica: “O Bocão é muito fiel e corajoso. Mas tem um problema, não vai bem na escola. Vive no mundo da lua”.

Thaynara Bergamin, 15, que arrasa como a espevitada Julieta, já fez outros quatro musicais (O Rei e Eu, Gypsy, O Violinista no Telhado e Shrek). “A Julieta é explosiva, quer as coisas na hora. Ela esconde que gosta do Maluquinho porque acha que vai perder os amigos.”

Ziraldo se emociona durante a estreia do musical

Faltava pouco para o início do espetáculo quando todos na plateia começaram a notar um senhor de cabelos completamente brancos entrando no teatro. As palmas e os assovios logo surgiram. Muitos também gritavam: “Ziraldo!”, e ele retribuía o carinho com acenos e sorrisos.

O pai do Menino Maluquinho assistiu à estreia do musical. Deu risadas e, vira e mexe, comentava uma cena da qual gostava. Ao fim da apresentação, foi cercado por fãs que queriam tirar fotos com ele. Sobre o espetáculo, disse: “Estou muito emocionado. Chorei o tempo todo.”

O músico Antonio Pinto, filho de Ziraldo e integrante do grupo Pequeno Cidadão, também viu o musical ao lado dos filhos. “Adorei. Fiquei impressionado com tudo e com o elenco.” Também afirmou que tanto o pai quanto ele e as irmãs Daniela e Fabrizia eram maluquinhos na infância. “A gente e todo mundo que foi feliz quando era criança.”

Ziraldo estava ansioso pela chegada da apresentação. Apesar de ter escrito o texto do musical, não participou de outras etapas da produção, como a escolha dos atores. Tudo era surpresa. “O pessoal da companhia é altamente competente e sabe onde ir buscar um elenco perfeito. Não assisti a nenhum ensaio, mas todo mundo que foi lá ver tem me dito que a meninada está fazendo bonito.” Pela reação, o escritor gostou do resultado.

Personagem faz sucesso há três décadas

O garoto com fogo no rabo e macaquinhos no sótão nasceu nas páginas do livro publicado em 1980. Desde aquela época, O Menino Maluquinho acompanha a infância de diferentes gerações. Calcula-se que cerca de 3 milhões de exemplares já foram vendidos. Na última pesquisa do Instituto Pró-Livro, de 2011, aparece como 17ª obra mais marcante na opinião dos leitores, à frente de clássicos como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e Cinderela. 

Pouco tempo após o lançamento, o livro virou peça teatral. A partir daí, diversas companhias criaram adaptações para o palco. Teve até uma ópera, em 2003. Já Menino Maluquinho – O Filme estreou nos cinemas em 1994, com direção de Helvécio Ratton. Em 1997, teve a continuação Menino Maluquinho 2 – A Aventura, dirigido por Fabrizia Pinto (filha de Ziraldo) e Fernando Meirelles. O terceiro longa pode chegar em breve às telonas.

Em 2006, ganhou na televisão a série Um Menino Muito Maluquinho, exibida pela TV Brasil. E em 2011, foi criado o primeiro aplicativo com quadrinhos interativos e história exclusiva para tablet. E, agora, o que falta para o personagem conquistar?



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Menino Maluquinho
ganha um musical

Projeto chega 34 anos depois do lançamento
do livro de Ziraldo e realiza sonho do escritor

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

27/04/2014 | 07:00


Um musical. Era o que faltava para o Menino Maluquinho que, além de livros, já virou gibis, filmes, peças, ópera, série para TV, brinquedos, tema de escola de samba, site e até aplicativo. “Era tudo que eu queria”, diz Ziraldo, criador do personagem e responsável pelo texto do espetáculo, que acaba de estrear em São Paulo.

A ideia do projeto surgiu há cerca de dois anos, segundo a diretora-geral Daniela Stirbulov. As audições (testes) para escolha do elenco ocorreram em janeiro; 300 crianças participaram da seleção. Os ensaios começaram em março.

“É baseado no livro original e foi desenvolvido pelo pessoal da 4act. A história contada no livro não tem trama. É, digamos, um retrato em branco e preto de um menino bem brasileiro. O musical vai colorir esse retrato!”, afirma Ziraldo.

Na superprodução, 14 atores mirins (entre eles Jean Paulo Campos e Nicholas Torres, de Carrossel) e sete adultos cantam, dançam e atuam durante aproximadamente 75 minutos, que parecem passar num piscar de olhos. Traços do cartunista estão por todo o palco. Tem ainda cenários que entram e saem de acordo com a cena.

Além de Maluquinho, estão lá os pais e avós do protagonista, o amigo Bocão, Julieta, Junim, Lucio, Carol, Shirley Valéria, Herman e a Professora.

“O Ziraldo sempre esteve presente para que o texto tivesse a cara dele e do Menino Maluquinho”, conta Daniela. A diretora revela ainda que ideias dos atores mirins contribuíram muito para o desenvolvimento do espetáculo.

Quem já é adulto, mas cresceu com a obra de Ziraldo, fica com vontade de ter macaquinhos no sótão novamente após ver o musical. Porque, como bem lembra o escritor: “Toda criança que tem ambiente e saúde para exercer energia e criatividade pode ser chamada de maluquinha. Este diminutivo ‘inho’ não tem nada a ver com tamanho. Tem a ver com afeto. E, no caso do Menino Maluquinho tem a ver, também, com energia.”

ONDE - Menino Maluquinho – O Musical fica em cartaz no Teatro Bradesco (Bourbon Shopping, Rua Turiassu, 2.100, tel.: 3670-4100) aos sábados e domingos, às 16h, até 25 de maio. Ingresso: R$ 15 a R$ 100.

 

Elenco mirim curte participar do espetáculo

João Lucas Martins, 12 anos, estudou muito para interpretar o Maluquinho, leu livros de Ziraldo e assistiu a filmes. “É grande honra. É um personagem grandioso”, afirma o ator, que já fez comerciais para a TV. “Não sou de aprontar. Mas sou bem maluquinho no sentido de imaginar e criar brincadeiras e histórias. Gosto muito de ler e escrever.”

Esse também é o primeiro espetáculo profissional de Enrico Alves de Lima, 12, que dá vida ao Bocão. Certo dia, uma amiga recebeu mensagem sobre o teste para o musical e o convidou para participar. “Eu disse: ‘Imagina, não levo jeito para teatro.’” Mas para sua surpresa, ele passou. “Comecei a chorar de alegria. Fiquei emocionado.” Sobre o melhor amigo de Maluquinho, Enrico explica: “O Bocão é muito fiel e corajoso. Mas tem um problema, não vai bem na escola. Vive no mundo da lua”.

Thaynara Bergamin, 15, que arrasa como a espevitada Julieta, já fez outros quatro musicais (O Rei e Eu, Gypsy, O Violinista no Telhado e Shrek). “A Julieta é explosiva, quer as coisas na hora. Ela esconde que gosta do Maluquinho porque acha que vai perder os amigos.”

Ziraldo se emociona durante a estreia do musical

Faltava pouco para o início do espetáculo quando todos na plateia começaram a notar um senhor de cabelos completamente brancos entrando no teatro. As palmas e os assovios logo surgiram. Muitos também gritavam: “Ziraldo!”, e ele retribuía o carinho com acenos e sorrisos.

O pai do Menino Maluquinho assistiu à estreia do musical. Deu risadas e, vira e mexe, comentava uma cena da qual gostava. Ao fim da apresentação, foi cercado por fãs que queriam tirar fotos com ele. Sobre o espetáculo, disse: “Estou muito emocionado. Chorei o tempo todo.”

O músico Antonio Pinto, filho de Ziraldo e integrante do grupo Pequeno Cidadão, também viu o musical ao lado dos filhos. “Adorei. Fiquei impressionado com tudo e com o elenco.” Também afirmou que tanto o pai quanto ele e as irmãs Daniela e Fabrizia eram maluquinhos na infância. “A gente e todo mundo que foi feliz quando era criança.”

Ziraldo estava ansioso pela chegada da apresentação. Apesar de ter escrito o texto do musical, não participou de outras etapas da produção, como a escolha dos atores. Tudo era surpresa. “O pessoal da companhia é altamente competente e sabe onde ir buscar um elenco perfeito. Não assisti a nenhum ensaio, mas todo mundo que foi lá ver tem me dito que a meninada está fazendo bonito.” Pela reação, o escritor gostou do resultado.

Personagem faz sucesso há três décadas

O garoto com fogo no rabo e macaquinhos no sótão nasceu nas páginas do livro publicado em 1980. Desde aquela época, O Menino Maluquinho acompanha a infância de diferentes gerações. Calcula-se que cerca de 3 milhões de exemplares já foram vendidos. Na última pesquisa do Instituto Pró-Livro, de 2011, aparece como 17ª obra mais marcante na opinião dos leitores, à frente de clássicos como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e Cinderela. 

Pouco tempo após o lançamento, o livro virou peça teatral. A partir daí, diversas companhias criaram adaptações para o palco. Teve até uma ópera, em 2003. Já Menino Maluquinho – O Filme estreou nos cinemas em 1994, com direção de Helvécio Ratton. Em 1997, teve a continuação Menino Maluquinho 2 – A Aventura, dirigido por Fabrizia Pinto (filha de Ziraldo) e Fernando Meirelles. O terceiro longa pode chegar em breve às telonas.

Em 2006, ganhou na televisão a série Um Menino Muito Maluquinho, exibida pela TV Brasil. E em 2011, foi criado o primeiro aplicativo com quadrinhos interativos e história exclusiva para tablet. E, agora, o que falta para o personagem conquistar?

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