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Salles é o 4º político a romper e lançar candidatura ao Paço

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em 10 anos, Bonome, Diniz e Iliomar protagonizaram cenário semelhante; todos perderam ao cruzar com antigo aliado


Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

22/12/2014 | 07:00


Ex-secretário de Cultura de Santo André, o advogado Raimundo Salles (PPS) é a quarta figura política do Grande ABC no período de dez anos a romper com o governo e lançar candidatura à Prefeitura. Foram três eleições neste prazo: 2004, 2008 e 2012. A baixa incidência demonstra que a situação é inusitada. Os nomes de Nilson Bonome (PMDB), em reduto andreense, Diniz Lopes (PR), em Mauá, e Iliomar Darronqui (PR), de São Caetano, também aparecem na lista por protagonizarem cenário semelhante. Uma coincidência: até agora, todos amargaram derrota na empreitada.

Salles se coloca na rota de embate eleitoral contra o ex-chefe e atual prefeito Carlos Grana (PT). A dois anos do pleito, o agora popular-socialista já firma duras críticas desfavoráveis “ao modo do PT de governar”. Ele ficou durante quase dois anos no primeiro escalão da administração petista. Pediu demissão ao alegar “boicote por parte do PT”. Quando deixou a Pasta, saiu atirando na mira de lideranças da legenda. “Sabotam 24 horas por dia seus aliados”, disse, à época, justificando que teve pouco tempo de autonomia no Paço para desenvolver seu trabalho.

Os casos ocorridos em eleições anteriores na região foram bem parecidos. No páreo de 2012, Bonome enfrentou o então prefeito andreense Aidan Ravin (PSB). Na ocasião, ficou na quarta posição. O peemedebista era homem-forte da administração do socialista. Permaneceu por três anos no governo, chegando a comandar três secretarias: Saúde, Finanças e Gabinete. Solicitou a sua exoneração e rachou com o grupo do ex-chefe, inclusive, levando partidos à sua coligação. No discurso, ele bateu na tecla de que a cidade “podia mais” se capitaneada por gestão eficiente.

No último pleito municipal, Diniz quebrou elo com o PT após reviravolta na candidatura governista. Ao se tornar superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), depois de apoio referendado no segundo turno de 2008, o republicano afiançou acordo com o chefe do Executivo petista, Oswaldo Dias, de que não entraria na disputa sucessória. Entretanto, embora houvesse possibilidade de encabeçar projeto de reeleição, o prefeito foi preterido no processo pelo então deputado estadual Donisete Braga (PT). Diante do novo prisma, o ex-vereador reviu sua postura e concorreu ao cargo. Contudo, não teve seus votos computados nas urnas.

No páreo de seis anos atrás não existiu o conflito. Iliomar, por sua vez, participou de episódio equivalente em 2004. Na oportunidade pelo PL, ele chefiava a Pasta de Obras e Serviços Municipais na gestão de Luiz Olinto Tortorello (PTB). O então liberal provocou ruptura com o petebista ao dizer que o acordo de parceria se encerraria no fim do governo, insatisfeito frente ao apoio do Palácio da Cerâmica para o então diretor (com status de secretaria) de Saúde, José Auricchio Júnior (PTB). O ex-vice-prefeito são-caetanense sofreu revés com a terceira colocação. 



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Salles é o 4º político a romper e lançar candidatura ao Paço

Em 10 anos, Bonome, Diniz e Iliomar protagonizaram cenário semelhante; todos perderam ao cruzar com antigo aliado

Fabio Martins
Do Diário do Grande ABC

22/12/2014 | 07:00


Ex-secretário de Cultura de Santo André, o advogado Raimundo Salles (PPS) é a quarta figura política do Grande ABC no período de dez anos a romper com o governo e lançar candidatura à Prefeitura. Foram três eleições neste prazo: 2004, 2008 e 2012. A baixa incidência demonstra que a situação é inusitada. Os nomes de Nilson Bonome (PMDB), em reduto andreense, Diniz Lopes (PR), em Mauá, e Iliomar Darronqui (PR), de São Caetano, também aparecem na lista por protagonizarem cenário semelhante. Uma coincidência: até agora, todos amargaram derrota na empreitada.

Salles se coloca na rota de embate eleitoral contra o ex-chefe e atual prefeito Carlos Grana (PT). A dois anos do pleito, o agora popular-socialista já firma duras críticas desfavoráveis “ao modo do PT de governar”. Ele ficou durante quase dois anos no primeiro escalão da administração petista. Pediu demissão ao alegar “boicote por parte do PT”. Quando deixou a Pasta, saiu atirando na mira de lideranças da legenda. “Sabotam 24 horas por dia seus aliados”, disse, à época, justificando que teve pouco tempo de autonomia no Paço para desenvolver seu trabalho.

Os casos ocorridos em eleições anteriores na região foram bem parecidos. No páreo de 2012, Bonome enfrentou o então prefeito andreense Aidan Ravin (PSB). Na ocasião, ficou na quarta posição. O peemedebista era homem-forte da administração do socialista. Permaneceu por três anos no governo, chegando a comandar três secretarias: Saúde, Finanças e Gabinete. Solicitou a sua exoneração e rachou com o grupo do ex-chefe, inclusive, levando partidos à sua coligação. No discurso, ele bateu na tecla de que a cidade “podia mais” se capitaneada por gestão eficiente.

No último pleito municipal, Diniz quebrou elo com o PT após reviravolta na candidatura governista. Ao se tornar superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), depois de apoio referendado no segundo turno de 2008, o republicano afiançou acordo com o chefe do Executivo petista, Oswaldo Dias, de que não entraria na disputa sucessória. Entretanto, embora houvesse possibilidade de encabeçar projeto de reeleição, o prefeito foi preterido no processo pelo então deputado estadual Donisete Braga (PT). Diante do novo prisma, o ex-vereador reviu sua postura e concorreu ao cargo. Contudo, não teve seus votos computados nas urnas.

No páreo de seis anos atrás não existiu o conflito. Iliomar, por sua vez, participou de episódio equivalente em 2004. Na oportunidade pelo PL, ele chefiava a Pasta de Obras e Serviços Municipais na gestão de Luiz Olinto Tortorello (PTB). O então liberal provocou ruptura com o petebista ao dizer que o acordo de parceria se encerraria no fim do governo, insatisfeito frente ao apoio do Palácio da Cerâmica para o então diretor (com status de secretaria) de Saúde, José Auricchio Júnior (PTB). O ex-vice-prefeito são-caetanense sofreu revés com a terceira colocação. 

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