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Diversão sem pilhas


Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

02/01/2011 | 07:03


Baú fechado e caixa cheia de pó não fazem mais parte do mundo dos jogos de tabuleiro. Dama, xadrez, Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Detetive, War, entre outros, voltaram com força total, e para ficar. "Desde 2000 temos notado crescimento das vendas, cerca de 9%. É bem relevante", conta Aires José Leal, diretor de marketing de Estrela.

Segundo ele - mesmo em época em que o videogame e computador reinam absolutos - a explicação para o retorno dos jogos de tabuleiro não é assim tão complexa: "Nada reproduz a diversão de tocar nas pecinhas, a sensação de ver a reação do adversário e a possibilidade de conversar e paquerar enquanto joga. Definitivamente é um tipo de entretenimento que reúne a família e aproxima todo mundo. Gente de várias gerações", conclui o diretor.

A diretora de marketing da Hasbro, Ana Coutinho, concorda. "O fato das famílias se preocuparem em buscar entretenimento que sejam saudáveis, educativos e, ao mesmo tempo, promovam a integração, aumentou as vendas. As escolas também utilizam muito os jogos para desenvolver habilidades como coordenação motora e raciocínio."

Ainda, segundo ela, os jogos de tabuleiro são diferentes dos outros porque estimulam a tomar decisões rapidamente, a capacidade de negociar com o concorrente e aprender a perder sem fazer cara feia."Além disso, a interação com os tabuleiros promove o desenvolvimento corporal, emocional, cognitivo e social. Durante uma partida, é possível explorar o mundo, ativar a imaginação e estimular a criatividade."

Leonardo Fianchi, 14 anos, descobriu que poderia se aproximar dos irmãos Leandro e Lucas, 12, os ensinando o Jogo da Vida. "Ganhei em um amigo- secreto e adorei. É uma grande bagunça quando nos reunimos em volta do tabuleiro", fala o garoto, que curte a ideia de testar a própria sorte.

Além da diversão, Leonardo também aprendeu técnicas básicas de administração. Tanto que prefere ser o banqueiro e observar o andamento do jogo de fora. "Mexe com dinheiro, falso, mas dinheiro. Também estimula o raciocínio e faz pensar em estratégias", diz.

Renovados para agradar mais

O objetivo continua o mesmo, mas a cara mudou bastante. Muitos jogos antigos ganharam outra roupagem para agradar a nova geração. "A tendência é, justamente, se reinventar para atender às exigências de um público cada vez mais conectado com a modernidade", explica a diretora de marketing da Hasbro.

Muitos são temáticos, como o Jogo da Vida do Bob Esponja e o Banco Imobiliário do Corinthians, no qual, é possível comprar e vender jogadores e estádios de futebol. Outros estão bem moderninhos, como o Super Banco Imobiliário, em que o jogador tem a possibilidade de usar cartão de crédito e débito.

Uma novidade que bombou em 2010 foram os clássicos - como Banco Imobiliário - transformados em cartas, os chamados Card Games. Nesse tipo de brincadeira, não há pecinhas, apenas cartas que indicam o que o jogador deve ou não fazer. O jogo é composto por 110 cartas, sendo que cada uma possui um valor. Vale a pena tentar.

Muito mais do que um jogo

Os primos de São Bernardo Gustavo Soares, 13, Gabriel Henrique dos Santos, 16, e Giovanna dos Santos, 11 anos, aproveitam as férias para se aprimorar nas técnicas do Banco Imobiliário.

"O jogo era do meu pai. Ele me ensinou as regras e curti. É bem legal, apesar de alguns colegas meus acharem uma coisa ultrapassada", diz Gabriel que, sempre que pode, também arrisca a sorte e o raciocínio na dama e no xadrez.

O primo Gustavo gosta do jogo porque considera bem mais interativo do que o videogame e o computador. "Às vezes, o game eletrônico enche o saco porque se joga muito sozinho. É melhor estar cara a cara com o adversário para perceber as reações dele e, assim, pensar como agir."

Os dois também concordam que, além do próprio jogo em si, é possível conversar sobre outras coisas e fazer piadinhas durante as partidas, que chegam a demorar horas. "Uma vez acabou a luz e continuamos a jogar no dia seguinte. Todo mundo foi proibido de tocar nas pecinhas", fala Gabriel.



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Diversão sem pilhas

Marcela Munhoz
Do Diário do Grande ABC

02/01/2011 | 07:03


Baú fechado e caixa cheia de pó não fazem mais parte do mundo dos jogos de tabuleiro. Dama, xadrez, Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Detetive, War, entre outros, voltaram com força total, e para ficar. "Desde 2000 temos notado crescimento das vendas, cerca de 9%. É bem relevante", conta Aires José Leal, diretor de marketing de Estrela.

Segundo ele - mesmo em época em que o videogame e computador reinam absolutos - a explicação para o retorno dos jogos de tabuleiro não é assim tão complexa: "Nada reproduz a diversão de tocar nas pecinhas, a sensação de ver a reação do adversário e a possibilidade de conversar e paquerar enquanto joga. Definitivamente é um tipo de entretenimento que reúne a família e aproxima todo mundo. Gente de várias gerações", conclui o diretor.

A diretora de marketing da Hasbro, Ana Coutinho, concorda. "O fato das famílias se preocuparem em buscar entretenimento que sejam saudáveis, educativos e, ao mesmo tempo, promovam a integração, aumentou as vendas. As escolas também utilizam muito os jogos para desenvolver habilidades como coordenação motora e raciocínio."

Ainda, segundo ela, os jogos de tabuleiro são diferentes dos outros porque estimulam a tomar decisões rapidamente, a capacidade de negociar com o concorrente e aprender a perder sem fazer cara feia."Além disso, a interação com os tabuleiros promove o desenvolvimento corporal, emocional, cognitivo e social. Durante uma partida, é possível explorar o mundo, ativar a imaginação e estimular a criatividade."

Leonardo Fianchi, 14 anos, descobriu que poderia se aproximar dos irmãos Leandro e Lucas, 12, os ensinando o Jogo da Vida. "Ganhei em um amigo- secreto e adorei. É uma grande bagunça quando nos reunimos em volta do tabuleiro", fala o garoto, que curte a ideia de testar a própria sorte.

Além da diversão, Leonardo também aprendeu técnicas básicas de administração. Tanto que prefere ser o banqueiro e observar o andamento do jogo de fora. "Mexe com dinheiro, falso, mas dinheiro. Também estimula o raciocínio e faz pensar em estratégias", diz.

Renovados para agradar mais

O objetivo continua o mesmo, mas a cara mudou bastante. Muitos jogos antigos ganharam outra roupagem para agradar a nova geração. "A tendência é, justamente, se reinventar para atender às exigências de um público cada vez mais conectado com a modernidade", explica a diretora de marketing da Hasbro.

Muitos são temáticos, como o Jogo da Vida do Bob Esponja e o Banco Imobiliário do Corinthians, no qual, é possível comprar e vender jogadores e estádios de futebol. Outros estão bem moderninhos, como o Super Banco Imobiliário, em que o jogador tem a possibilidade de usar cartão de crédito e débito.

Uma novidade que bombou em 2010 foram os clássicos - como Banco Imobiliário - transformados em cartas, os chamados Card Games. Nesse tipo de brincadeira, não há pecinhas, apenas cartas que indicam o que o jogador deve ou não fazer. O jogo é composto por 110 cartas, sendo que cada uma possui um valor. Vale a pena tentar.

Muito mais do que um jogo

Os primos de São Bernardo Gustavo Soares, 13, Gabriel Henrique dos Santos, 16, e Giovanna dos Santos, 11 anos, aproveitam as férias para se aprimorar nas técnicas do Banco Imobiliário.

"O jogo era do meu pai. Ele me ensinou as regras e curti. É bem legal, apesar de alguns colegas meus acharem uma coisa ultrapassada", diz Gabriel que, sempre que pode, também arrisca a sorte e o raciocínio na dama e no xadrez.

O primo Gustavo gosta do jogo porque considera bem mais interativo do que o videogame e o computador. "Às vezes, o game eletrônico enche o saco porque se joga muito sozinho. É melhor estar cara a cara com o adversário para perceber as reações dele e, assim, pensar como agir."

Os dois também concordam que, além do próprio jogo em si, é possível conversar sobre outras coisas e fazer piadinhas durante as partidas, que chegam a demorar horas. "Uma vez acabou a luz e continuamos a jogar no dia seguinte. Todo mundo foi proibido de tocar nas pecinhas", fala Gabriel.

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