Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 2 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

economia@dgabc.com.br | 4435-8057

Crédito consignado força redução do juro nos empréstimos pessoais



23/11/2005 | 00:06


Os juros cobrados do consumidor em algumas modalidades de crédito seguiram trajetória inversa à da Selic (taxa básica da economia) nos últimos meses. Enquanto os juros oficiais subiram 2,75 pontos percentuais entre setembro de 2004 e outubro deste ano (de 16,25% para 19% ao ano), a taxa anual média ao consumidor recuou quase 2 pontos percentuais, segundo pesquisa da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

A explicação para os movimentos inversos está no êxito do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, com desconto em folha de pagamento, afirma o vice-presidente da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira. Nessa modalidade, os juros podem variar de 0,99% a 3,5% ao mês, já que a inadimplência é menor. As parcelas do pagamento do empréstimo são descontadas diretamente do salário.

Até o dia 7, mais de 5 milhões de aposentados e pensionistas já haviam recorrido ao crédito consignado, segundo a Dataprev. Em valores, os empréstimos ultrapassaram os R$ 10 bilhões. "Essa linha de crédito provocou uma concorrência maior entre os bancos, que tiveram de rever suas taxas", afirma Oliveira.

Uma das linhas beneficiadas por esse aumento de competição é o empréstimo pessoal concedido pelos bancos. Em setembro do ano passado, quando o Banco Central iniciou o ciclo de alta da Selic, a taxa dessa modalidade de crédito estava em 5,92% ao mês, ante os 5,67% de outubro deste ano.

As financeiras, que têm os maiores juros médios do mercado, também sentiram o efeito do crédito consignado e reduziram as taxas. Em setembro de 2004, quando a Selic estava em 16,25% ao ano, os juros do empréstimo pessoal estavam em 12,15% ao mês. Em outubro deste ano, com a Selic em 19%, o juro ficou em 11,68% ao mês.

Outra linha que registrou queda foi o CDC, influenciado pelo financiamento de veículos. Com estoques elevados, as montadoras decidiram diminuir os juros. A taxa caiu de 3,52% ao mês em setembro de 2004 para 3,48% em outubro deste ano.



Quer receber em primeira mão as notícias das sete cidades do Grande ABC?

Entre no nosso grupo de WhatsApp. 
Clique aqui.
 

Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;