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Empresas têm R$ 570 mi em incentivos

Os negócios de São Bernardo que investiram R$ 1,9 bilhão entre 2007 e 2008 devem usufruir do benefício


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

10/12/2008 | 07:00


Somente neste ano, empresas dos setores da indústria, comércio e serviços de São Bernardo que realizaram investimentos em implantação, expansão ou modernização terão o montante de R$ 570 milhões para abater em impostos e taxas municipais. Ao todo, 78 negócios que investiram R$ 1,9 bilhão entre 2007 e 2008 devem usufruir do benefício.

Durante a última reunião do ano do CDE (Conselho de Desenvolvimento Econômico) da Prefeitura de São Bernardo, ocorrida ontem com o intuito de realizar um balanço da atuação da entidade no município, foi ressaltada a importância da Lei de Incentivos Seletivos - que vigora desde dezembro de 2006 - e destacadas nove empresas que investiram desde o ano passado R$ 39,4 milhões, com R$ 11,1 milhões para descontar nos tributos (a cada encontro uma parcela delas é mencionada).

A lei oferece descontos e até isenção de impostos como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e taxas como fiscalização de obras, lixo e conservação de estradas municipais.

Segundo Fernando Longo, secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Bernardo e secretário executivo do CDE, o trabalho do organismo neste ano resultou numa atuação positiva para os negócios locais. "Pudemos contribuir estabelecendo ações conjuntas entre as entidades regionais, como sindicatos, associações e a Prefeitura, visando a consolidação das empresas que já estão aqui, maiores investimentos e evitar o desemprego", conta.

Para Luiz Carlos Lózio, diretor-adjunto do departamento de ação regional de São Bernardo e presidente do conselho consultivo Sesi/Senai, 2008 foi importante para detectar falhas nos setores atuantes na cidade. "Trabalhamos na qualificação da mão-de-obra da área gráfica, de panificação e dos profissionais que atuam com pacientes especiais para melhor prepará-los. Trouxemos ainda um curso de estamparia", pontua. A verba investida, proveniente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), "retorna como benefício para o município", ressalta.

De acordo com William Dib, presidente do CDE e prefeito de São Bernardo, a atuação do conselho teve um resultado muito importante para o município, pois somente este ano a arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviços) cresceu 15%, sendo que em 2009 deve aumentar 20%, o que representa R$ 40 bilhões a mais no orçamento. "O valor arrecadado com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) também está maior. O próximo prefeito contará com R$ 60 milhões sem comprometimento orçamentário."

Cerca de 30% do investimento bruto das empresas na cidade é revertido em benefícios fiscais. "Isso estimula o crescimento dos negócios", finaliza. Os investimentos podem se dar com aquisição de terrenos, execução de obras, e compra de equipamentos, entre outros.



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Empresas têm R$ 570 mi em incentivos

Os negócios de São Bernardo que investiram R$ 1,9 bilhão entre 2007 e 2008 devem usufruir do benefício

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

10/12/2008 | 07:00


Somente neste ano, empresas dos setores da indústria, comércio e serviços de São Bernardo que realizaram investimentos em implantação, expansão ou modernização terão o montante de R$ 570 milhões para abater em impostos e taxas municipais. Ao todo, 78 negócios que investiram R$ 1,9 bilhão entre 2007 e 2008 devem usufruir do benefício.

Durante a última reunião do ano do CDE (Conselho de Desenvolvimento Econômico) da Prefeitura de São Bernardo, ocorrida ontem com o intuito de realizar um balanço da atuação da entidade no município, foi ressaltada a importância da Lei de Incentivos Seletivos - que vigora desde dezembro de 2006 - e destacadas nove empresas que investiram desde o ano passado R$ 39,4 milhões, com R$ 11,1 milhões para descontar nos tributos (a cada encontro uma parcela delas é mencionada).

A lei oferece descontos e até isenção de impostos como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) e taxas como fiscalização de obras, lixo e conservação de estradas municipais.

Segundo Fernando Longo, secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo de São Bernardo e secretário executivo do CDE, o trabalho do organismo neste ano resultou numa atuação positiva para os negócios locais. "Pudemos contribuir estabelecendo ações conjuntas entre as entidades regionais, como sindicatos, associações e a Prefeitura, visando a consolidação das empresas que já estão aqui, maiores investimentos e evitar o desemprego", conta.

Para Luiz Carlos Lózio, diretor-adjunto do departamento de ação regional de São Bernardo e presidente do conselho consultivo Sesi/Senai, 2008 foi importante para detectar falhas nos setores atuantes na cidade. "Trabalhamos na qualificação da mão-de-obra da área gráfica, de panificação e dos profissionais que atuam com pacientes especiais para melhor prepará-los. Trouxemos ainda um curso de estamparia", pontua. A verba investida, proveniente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), "retorna como benefício para o município", ressalta.

De acordo com William Dib, presidente do CDE e prefeito de São Bernardo, a atuação do conselho teve um resultado muito importante para o município, pois somente este ano a arrecadação de ISS (Imposto Sobre Serviços) cresceu 15%, sendo que em 2009 deve aumentar 20%, o que representa R$ 40 bilhões a mais no orçamento. "O valor arrecadado com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) também está maior. O próximo prefeito contará com R$ 60 milhões sem comprometimento orçamentário."

Cerca de 30% do investimento bruto das empresas na cidade é revertido em benefícios fiscais. "Isso estimula o crescimento dos negócios", finaliza. Os investimentos podem se dar com aquisição de terrenos, execução de obras, e compra de equipamentos, entre outros.

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