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Juro médio cai a menor nível em 17 anos

Taxas do rotativo do cartão de crédito e cheque especial não acompanham redução e seguem altas


Pedro Souza
do Diário do Grande ABC

14/06/2012 | 07:00


A taxa de juros média das operações de crédito contratadas em maio pelo consumidor atingiu o menor patamar histórico, revela pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Com a série histórica iniciada em 1995, o percentual médio atingiu 6,18% ao mês, contra 6,25% registrados em abril.

Mas a competição dos bancos pelas menores taxas mínimas em algumas linhas de empréstimos para as famílias, que teve início em abril, não foi o principal motivo para essa redução.

O cartão de crédito rotativo, operação em que os bancos mais reduziram suas taxas mínimas, não teve alteração na média, que está em 10,69% ao mês desde junho de 2000.

No caso do cheque especial, outra linha de crédito apontada pelos bancos como beneficiada com as reduções, teve redução de apenas 0,04 ponto percentual na taxa mensal, passando de 8,28% para 8,24%.

Ambas operações representam, aproximadamente, 63% do volume concedido pelas instituições financeiras, segundo dados do Banco Central.

"As taxas mínimas são aplicadas para poucos clientes bancários", explicou o diretor executivo de estudos financeiros da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira. Ele disse ainda que a expectativa da entidade é de que os juros do cheque especial continuem o movimento de redução e o cartão de crédito entre, de uma vez por todas, no mesmo caminho.

QUEDA - A minoria fez a diferença para que a taxa média de juros ao consumidor atingisse o menor nível histórico, pontuou Oliveira.

O percentual médio das novas operações de empréstimos pessoais dos bancos e das financeiras, respectivamente de 3,59% ao mês (-0,10 ponto percentual) e 7,98% (-0,16 ponto), também atingiram o menor índice histórico, na série que iniciou em 1995. Conforme informações do BC, o crédito pessoal, no qual estão incluídas operações consignadas ou de empréstimos, representa em média 20% do dinheiro emprestados pelas instituições.

E o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) dos bancos para aquisição de veículos - 8,5% das concessões no País - teve redução de 0,09 ponto percentual em seus juros médios, atingindo também recorde na série histórica com 1,85% ao mês.

O estudo da Anefac trouxe ainda a diminuição da taxa básica de juros, a Selic, com um dos principais motivos para que as taxas médias das operações de empréstimos apresentassem decréscimos.

A diretoria do BC decidiu, no fim de maio, que a meta da Selic ficasse em 8,5% ao ano, menor índice da história do País, com redução de 0,50 ponto percentual sobre a taxa anterior. E antes disso, o mercado financeiro já apresentava expectativa de que a alteração ocorreria.

Por fim, as várias reduções de juros que os bancos anunciaram contribuíram muito mais para deixar menores as taxas de operações mais seguras aos bancos, como o crédito consignado, destacou Oliveira.



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Juro médio cai a menor nível em 17 anos

Taxas do rotativo do cartão de crédito e cheque especial não acompanham redução e seguem altas

Pedro Souza
do Diário do Grande ABC

14/06/2012 | 07:00


A taxa de juros média das operações de crédito contratadas em maio pelo consumidor atingiu o menor patamar histórico, revela pesquisa da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Com a série histórica iniciada em 1995, o percentual médio atingiu 6,18% ao mês, contra 6,25% registrados em abril.

Mas a competição dos bancos pelas menores taxas mínimas em algumas linhas de empréstimos para as famílias, que teve início em abril, não foi o principal motivo para essa redução.

O cartão de crédito rotativo, operação em que os bancos mais reduziram suas taxas mínimas, não teve alteração na média, que está em 10,69% ao mês desde junho de 2000.

No caso do cheque especial, outra linha de crédito apontada pelos bancos como beneficiada com as reduções, teve redução de apenas 0,04 ponto percentual na taxa mensal, passando de 8,28% para 8,24%.

Ambas operações representam, aproximadamente, 63% do volume concedido pelas instituições financeiras, segundo dados do Banco Central.

"As taxas mínimas são aplicadas para poucos clientes bancários", explicou o diretor executivo de estudos financeiros da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira. Ele disse ainda que a expectativa da entidade é de que os juros do cheque especial continuem o movimento de redução e o cartão de crédito entre, de uma vez por todas, no mesmo caminho.

QUEDA - A minoria fez a diferença para que a taxa média de juros ao consumidor atingisse o menor nível histórico, pontuou Oliveira.

O percentual médio das novas operações de empréstimos pessoais dos bancos e das financeiras, respectivamente de 3,59% ao mês (-0,10 ponto percentual) e 7,98% (-0,16 ponto), também atingiram o menor índice histórico, na série que iniciou em 1995. Conforme informações do BC, o crédito pessoal, no qual estão incluídas operações consignadas ou de empréstimos, representa em média 20% do dinheiro emprestados pelas instituições.

E o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) dos bancos para aquisição de veículos - 8,5% das concessões no País - teve redução de 0,09 ponto percentual em seus juros médios, atingindo também recorde na série histórica com 1,85% ao mês.

O estudo da Anefac trouxe ainda a diminuição da taxa básica de juros, a Selic, com um dos principais motivos para que as taxas médias das operações de empréstimos apresentassem decréscimos.

A diretoria do BC decidiu, no fim de maio, que a meta da Selic ficasse em 8,5% ao ano, menor índice da história do País, com redução de 0,50 ponto percentual sobre a taxa anterior. E antes disso, o mercado financeiro já apresentava expectativa de que a alteração ocorreria.

Por fim, as várias reduções de juros que os bancos anunciaram contribuíram muito mais para deixar menores as taxas de operações mais seguras aos bancos, como o crédito consignado, destacou Oliveira.

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