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Virgínia Cavendish se diz cansada de papéis sensuais


Alexandre Coelho
Da TV Press

28/11/2005 | 08:19


Virgínia Cavendish anda cansada de personagens que têm sensualidade como ponto forte. O estereótipo da mulher provocante marcou dois de seus trabalhos mais recentes: a sedutora Maria Padilha, participação freqüente em A Grande Família, e a fogosa Inaura, de Lisbela e o Prisioneiro, ambas na Globo (e na versão para cinema de Lisbela).

O estilo insinuante, porém, passa longe da próxima personagem de Virgínia. No seriado Avassaladoras, que será exibido a partir de janeiro na Record e no canal pago Fox (Vivax e Sky), a atriz será Maria Teresa, uma workaholic que sempre deixa a vida afetiva em segundo plano. “Eu fui convidada inicialmente para fazer a Beth, justamente uma mulher fatal. Mas pedi para fazer um papel diferente”, afirma.

O pedido para fugir ao estereótipo foi feito para a diretora Mara Mourão, que está à frente do seriado e da direção do longa-metragem homônimo de 2002, que originou a série. Mesmo garantindo que não se assusta com a constante associação com personagens fortes, Virgínia justifica o pedido a um temor de ficar marcada por papéis muito parecidos.

Desta vez ela teve a oportunidade de escolher e preferiu uma personagem que lhe permitisse exercitar outra faceta de interpretação. “Ela trabalha muito, é uma pessoa completamente ligada, mas afetivamente é uma criança. É o oposto das personagens que eu vinha fazendo”, diz.

Além da possibilidade de ter nas mãos um papel diferente de seus últimos trabalhos, vários outros fatores contribuíram para que a atriz aceitasse participar de Avassaladoras. O primeiro deles é o fato de ter exibição semanal. A veia de comédia do roteiro também seduziu a atriz, acostumada a fazer humor.

Para ela, trabalhar em uma produção independente, com exibição garantida em um canal por assinatura para toda a América Latina, é fazer parte de uma mudança que vem se consolidando nas produções brasileiras. “O mercado está se abrindo e produções independentes são muito importantes para quem trabalha com audiovisual”, afirma. Ela já faz parte, em certo sentido, desta mudança. Desde o início deste mês, a atriz aparece em pontas como a atrapalhada e insinuante secretária do advogado criminalista vivido por Marcos Palmeira em Mandrake, série produzida no Brasil pela Conspiração Filmes para o canal por assinatura HBO (Vivax, Directv e Sky). O mercado latino-americano também é destino deste programa.

Enquanto aposta nessa abertura a longo prazo, Virgínia tem motivos de sobra para, a curto prazo, acreditar no sucesso de Avassaladoras. Um roteiro com as angústias existenciais de quatro amigas na faixa dos 30 anos como principal argumento tem assuntos de sobra para tratar. Principalmente, se a abordagem vier acompanhada de pitadas de humor e sarcasmo, sem abrir mão da sensibilidade.


Sex and the City – Nesse sentido, as comparações com o seriado norte-americano Sex and the City (Fox) são inevitáveis. “São quatro amigas na faixa dos 30 anos querendo conhecer alguém especial e ter filhos. Há um paralelo, mas com um tempero brasileiro”, explica a atriz.

No seriado, Virgínia terá como companheiras de elenco – as tais amigas balzaquianas – Giselle Itié, Vanessa Lóes e Débora Lamm. A preparação para as gravações incluíram um workshop que, durante três semanas, reuniu o elenco para leituras e discussões.

Para que as atrizes ficassem mais entrosadas, como são suas personagens, a produção do seriado promoveu uma surpresa nada desagradável para o quarteto. “Nós ficamos três dias em Búzios, só nós quatro, para nos conhecermos. Afinal, elas são as melhores amigas umas das outras”, justifica a atriz.

Apesar de já ter interpretado várias mulheres com personalidade, Virgínia chegou a se surpreender com o convite para viver uma das “avassaladoras”. “Não sou assim no sentido clássico. Sou uma mulher que produz, que corre atrás de seus projetos, que peita as coisas mesmo e expõe suas idéias”, afirma.



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Virgínia Cavendish se diz cansada de papéis sensuais

Alexandre Coelho
Da TV Press

28/11/2005 | 08:19


Virgínia Cavendish anda cansada de personagens que têm sensualidade como ponto forte. O estereótipo da mulher provocante marcou dois de seus trabalhos mais recentes: a sedutora Maria Padilha, participação freqüente em A Grande Família, e a fogosa Inaura, de Lisbela e o Prisioneiro, ambas na Globo (e na versão para cinema de Lisbela).

O estilo insinuante, porém, passa longe da próxima personagem de Virgínia. No seriado Avassaladoras, que será exibido a partir de janeiro na Record e no canal pago Fox (Vivax e Sky), a atriz será Maria Teresa, uma workaholic que sempre deixa a vida afetiva em segundo plano. “Eu fui convidada inicialmente para fazer a Beth, justamente uma mulher fatal. Mas pedi para fazer um papel diferente”, afirma.

O pedido para fugir ao estereótipo foi feito para a diretora Mara Mourão, que está à frente do seriado e da direção do longa-metragem homônimo de 2002, que originou a série. Mesmo garantindo que não se assusta com a constante associação com personagens fortes, Virgínia justifica o pedido a um temor de ficar marcada por papéis muito parecidos.

Desta vez ela teve a oportunidade de escolher e preferiu uma personagem que lhe permitisse exercitar outra faceta de interpretação. “Ela trabalha muito, é uma pessoa completamente ligada, mas afetivamente é uma criança. É o oposto das personagens que eu vinha fazendo”, diz.

Além da possibilidade de ter nas mãos um papel diferente de seus últimos trabalhos, vários outros fatores contribuíram para que a atriz aceitasse participar de Avassaladoras. O primeiro deles é o fato de ter exibição semanal. A veia de comédia do roteiro também seduziu a atriz, acostumada a fazer humor.

Para ela, trabalhar em uma produção independente, com exibição garantida em um canal por assinatura para toda a América Latina, é fazer parte de uma mudança que vem se consolidando nas produções brasileiras. “O mercado está se abrindo e produções independentes são muito importantes para quem trabalha com audiovisual”, afirma. Ela já faz parte, em certo sentido, desta mudança. Desde o início deste mês, a atriz aparece em pontas como a atrapalhada e insinuante secretária do advogado criminalista vivido por Marcos Palmeira em Mandrake, série produzida no Brasil pela Conspiração Filmes para o canal por assinatura HBO (Vivax, Directv e Sky). O mercado latino-americano também é destino deste programa.

Enquanto aposta nessa abertura a longo prazo, Virgínia tem motivos de sobra para, a curto prazo, acreditar no sucesso de Avassaladoras. Um roteiro com as angústias existenciais de quatro amigas na faixa dos 30 anos como principal argumento tem assuntos de sobra para tratar. Principalmente, se a abordagem vier acompanhada de pitadas de humor e sarcasmo, sem abrir mão da sensibilidade.


Sex and the City – Nesse sentido, as comparações com o seriado norte-americano Sex and the City (Fox) são inevitáveis. “São quatro amigas na faixa dos 30 anos querendo conhecer alguém especial e ter filhos. Há um paralelo, mas com um tempero brasileiro”, explica a atriz.

No seriado, Virgínia terá como companheiras de elenco – as tais amigas balzaquianas – Giselle Itié, Vanessa Lóes e Débora Lamm. A preparação para as gravações incluíram um workshop que, durante três semanas, reuniu o elenco para leituras e discussões.

Para que as atrizes ficassem mais entrosadas, como são suas personagens, a produção do seriado promoveu uma surpresa nada desagradável para o quarteto. “Nós ficamos três dias em Búzios, só nós quatro, para nos conhecermos. Afinal, elas são as melhores amigas umas das outras”, justifica a atriz.

Apesar de já ter interpretado várias mulheres com personalidade, Virgínia chegou a se surpreender com o convite para viver uma das “avassaladoras”. “Não sou assim no sentido clássico. Sou uma mulher que produz, que corre atrás de seus projetos, que peita as coisas mesmo e expõe suas idéias”, afirma.

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