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Vendas de imóvel usado recuam no ABC, mas crescem no Estado


Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

19/10/2007 | 07:05


Pelo sexto mês consecutivo, o mercado de imóveis usados registra crescimento no Estado. Segundo dados do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), agosto fechou com alta de 2,08% em relação a julho, com 1.081 casas e apartamentos vendidos pelas 1.496 imobiliárias consultadas pela entidade.

Em sentido contrário ao Estado, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Osasco e Guarulhos, juntas, apresentaram queda de 1,14%. O desempenho negativo na região é justificado pelo apelo dos imóveis novos, com mais facilidades de pagamento. Mesmo assim, o Grande ABC continua forte no segmento – em julho, teve alta de 0,94% contra junho.

“O mercado de novos de forma geral está bem mais aquecido por ter a vantagem de que imóveis de até R$ 120 mil não têm entrada, ou seja, é possível financiar 100% do valor. No caso dos usados, só pode ser financiado 80%”, explica o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.

Tendência - De forma geral, o presidente do Creci considera positivo os resultados de agosto, já que é uma série de crescimento baseada em patamares elevados, registrados em meses anteriores a abril. “O mercado há três anos estava fraco, depois o crescimento expressivo jogou o segmento em patamar mais alto”, observa.

Viana Neto justifica a tendência como resultado do aumento da disponibilidade de crédito para compra de usados e o alongamento dos prazos de financiamento. “Os bancos estão com critérios mais flexíveis para a ficha cadastral, a renda informal é aceita para a composição do pagamento, os juros estão mais baixos e os prazos mais longos”, afirma.

Para 2008, o presidente do conselho garante mais crescimento. “O déficit habitacional é muito grande. Por mais que se venda e se construa, não dá para atender nem a demanda reprimida. O mercado vai crescer ainda mais”, avalia.

Bancos - Na avaliação de Viana Neto, a concorrência entre os bancos tem trazido grandes vantagens ao consumidor, o que estimula cada vez mais o mercado. Segundo ele, os incentivos oferecidos pela Caixa, com linhas mais populares, forçam os bancos privados a seguir os mesmos padrões e, até mesmo, oferecer mais vantagens para conquistar clientes.


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Vendas de imóvel usado recuam no ABC, mas crescem no Estado

Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

19/10/2007 | 07:05


Pelo sexto mês consecutivo, o mercado de imóveis usados registra crescimento no Estado. Segundo dados do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), agosto fechou com alta de 2,08% em relação a julho, com 1.081 casas e apartamentos vendidos pelas 1.496 imobiliárias consultadas pela entidade.

Em sentido contrário ao Estado, Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Osasco e Guarulhos, juntas, apresentaram queda de 1,14%. O desempenho negativo na região é justificado pelo apelo dos imóveis novos, com mais facilidades de pagamento. Mesmo assim, o Grande ABC continua forte no segmento – em julho, teve alta de 0,94% contra junho.

“O mercado de novos de forma geral está bem mais aquecido por ter a vantagem de que imóveis de até R$ 120 mil não têm entrada, ou seja, é possível financiar 100% do valor. No caso dos usados, só pode ser financiado 80%”, explica o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.

Tendência - De forma geral, o presidente do Creci considera positivo os resultados de agosto, já que é uma série de crescimento baseada em patamares elevados, registrados em meses anteriores a abril. “O mercado há três anos estava fraco, depois o crescimento expressivo jogou o segmento em patamar mais alto”, observa.

Viana Neto justifica a tendência como resultado do aumento da disponibilidade de crédito para compra de usados e o alongamento dos prazos de financiamento. “Os bancos estão com critérios mais flexíveis para a ficha cadastral, a renda informal é aceita para a composição do pagamento, os juros estão mais baixos e os prazos mais longos”, afirma.

Para 2008, o presidente do conselho garante mais crescimento. “O déficit habitacional é muito grande. Por mais que se venda e se construa, não dá para atender nem a demanda reprimida. O mercado vai crescer ainda mais”, avalia.

Bancos - Na avaliação de Viana Neto, a concorrência entre os bancos tem trazido grandes vantagens ao consumidor, o que estimula cada vez mais o mercado. Segundo ele, os incentivos oferecidos pela Caixa, com linhas mais populares, forçam os bancos privados a seguir os mesmos padrões e, até mesmo, oferecer mais vantagens para conquistar clientes.

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