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Fenaban eleva reajuste a 2,85%


William Glauber
Do Diário do Grande ABC

04/10/2006 | 00:32


Durante reunião com o Comando Nacional dos Bancários, em São Paulo, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou nesta terça-feira nova proposta para a campanha salarial deste ano. Na sétima rodada de negociações e após dois meses de conversas, a entidade ofereceu reajuste de 2,85%. A proposta recompõe o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mas desagrada bastante representantes dos bancários. Insatisfeita, a categoria ameaça greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira.

A Fenaban, por meio de nota, argumenta que sua nova proposta apresenta índice maior para celebração da Convenção Coletiva deste ano. “O reajuste dos benefícios aumentou em relação à última proposta de 2% para 2,85%, equivalente ao INPC dos últimos 12 meses.”

Os bancários, no entanto, exigem aumento real de 7,05%, além da reposição da taxa inflacionária do período. Mediante o impasse, o Comando dos Bancários orienta para a paralisação nacional.

Os trabalhadores do segmento participam nesta quarta-feira de assembléias para avaliar a proposta da Fenaban e decidirem sobre a greve por tempo indeterminado. Além do índice de reajuste, os trabalhadores também devem examinar outros pontos da proposta.

A Fenaban oferece PLR (Participação dos Lucros ou Resultados) de 80% sobre um salário bruto mais R$ 823. Os trabalhadores podem ganhar também R$ 750 de adicional nos bancos que obtiveram crescimento de, pelo menos, 20% do lucro líquido anual.

Os bancos apresentaram anteriormente proposta de PLR equivalente a 80% de um salário bruto mais R$ 816, com adicional de R$ 500 para trabalhadores de instituições que assegurem crescimento do lucro líquido de, no mínimo, 25%.

Em compensação, os bancários buscam PLR de um salário bruto mais R$ 1,5 mil e divisão igualitária de 5% do lucro líquido dos bancos a todos os trabalhadores. No ano passado, em campanha exitosa, os bancários conquistaram benefício de 80% do salário mais R$ 800 e abono de R$ 1,7 mil, além de 6% de reajuste com aumento real de 1%.

Negociações – Para a presidente do Sindicato dos Bancários do ABC (filiado à CUT), Maria Rita Serrano, que participou da rodada de negociação com a Fenaban nesta terça-feira, “a entidade melhorou o índice, mas continua muito inferior aos parâmetros da reivindicação da categoria”, avalia a sindicalista.

Segundo Rita, a reunião foi breve. “A conversa foi rápida. No estilo de sempre. Tentamos discutir e dissemos que a proposta era insuficiente. Agora, teremos de sensibilizá-los com a greve”, lamenta. Rita conta também que representantes da Fenaban sentenciaram a atual proposta como proposta-limite.

Para o Grande ABC, a sindicalista promete uma greve mobilizada. “A estratégia é fazer greve por tempo indeterminado em todas as agências da região. Tudo vai depender da participação dos bancários”, conta Rita. Nesta quarta à noite, eles votam na Associação de Aposentados e Pensionistas de Santo André.

Parados –
Os bancários das cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Florianópolis, Campina Grande (PB) e Bauru já estão em greve por tempo indeterminado.

Com eles, somam-se os trabalhadores de sindicatos com representação estadual em Pernambuco, Sergipe, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Piauí. As informações sobre as paralisações são compiladas pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).



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Fenaban eleva reajuste a 2,85%

William Glauber
Do Diário do Grande ABC

04/10/2006 | 00:32


Durante reunião com o Comando Nacional dos Bancários, em São Paulo, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) apresentou nesta terça-feira nova proposta para a campanha salarial deste ano. Na sétima rodada de negociações e após dois meses de conversas, a entidade ofereceu reajuste de 2,85%. A proposta recompõe o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), mas desagrada bastante representantes dos bancários. Insatisfeita, a categoria ameaça greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira.

A Fenaban, por meio de nota, argumenta que sua nova proposta apresenta índice maior para celebração da Convenção Coletiva deste ano. “O reajuste dos benefícios aumentou em relação à última proposta de 2% para 2,85%, equivalente ao INPC dos últimos 12 meses.”

Os bancários, no entanto, exigem aumento real de 7,05%, além da reposição da taxa inflacionária do período. Mediante o impasse, o Comando dos Bancários orienta para a paralisação nacional.

Os trabalhadores do segmento participam nesta quarta-feira de assembléias para avaliar a proposta da Fenaban e decidirem sobre a greve por tempo indeterminado. Além do índice de reajuste, os trabalhadores também devem examinar outros pontos da proposta.

A Fenaban oferece PLR (Participação dos Lucros ou Resultados) de 80% sobre um salário bruto mais R$ 823. Os trabalhadores podem ganhar também R$ 750 de adicional nos bancos que obtiveram crescimento de, pelo menos, 20% do lucro líquido anual.

Os bancos apresentaram anteriormente proposta de PLR equivalente a 80% de um salário bruto mais R$ 816, com adicional de R$ 500 para trabalhadores de instituições que assegurem crescimento do lucro líquido de, no mínimo, 25%.

Em compensação, os bancários buscam PLR de um salário bruto mais R$ 1,5 mil e divisão igualitária de 5% do lucro líquido dos bancos a todos os trabalhadores. No ano passado, em campanha exitosa, os bancários conquistaram benefício de 80% do salário mais R$ 800 e abono de R$ 1,7 mil, além de 6% de reajuste com aumento real de 1%.

Negociações – Para a presidente do Sindicato dos Bancários do ABC (filiado à CUT), Maria Rita Serrano, que participou da rodada de negociação com a Fenaban nesta terça-feira, “a entidade melhorou o índice, mas continua muito inferior aos parâmetros da reivindicação da categoria”, avalia a sindicalista.

Segundo Rita, a reunião foi breve. “A conversa foi rápida. No estilo de sempre. Tentamos discutir e dissemos que a proposta era insuficiente. Agora, teremos de sensibilizá-los com a greve”, lamenta. Rita conta também que representantes da Fenaban sentenciaram a atual proposta como proposta-limite.

Para o Grande ABC, a sindicalista promete uma greve mobilizada. “A estratégia é fazer greve por tempo indeterminado em todas as agências da região. Tudo vai depender da participação dos bancários”, conta Rita. Nesta quarta à noite, eles votam na Associação de Aposentados e Pensionistas de Santo André.

Parados –
Os bancários das cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Florianópolis, Campina Grande (PB) e Bauru já estão em greve por tempo indeterminado.

Com eles, somam-se os trabalhadores de sindicatos com representação estadual em Pernambuco, Sergipe, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Piauí. As informações sobre as paralisações são compiladas pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro).

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