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MST depreda Cemig e nove pessoas são presas



04/04/2006 | 00:08


Centenas de integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), com apoio de outras entidades, entraram segunda-feira em confronto com a Polícia Militar e depredaram o hall da sede da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), em Belo Horizonte. O ato, conforme as lideranças dos movimentos, foi em protesto contra o preço das tarifas de energia elétrica e a realização da reunião anual do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), aberta oficialmente segunda-feira, na capital mineira.

Outro confronto envolvendo manifestantes e a PM ocorreu na praça Sete, no Centro, a poucos quarteirões da solenidade de abertura do evento, que reúne ministros e chefes de Estado. Pelo menos 9 pessoas foram presas nos dois incidentes e várias ficaram feridas. Segundo a PM, 12 militares sofreram ferimentos.

Os militantes do MST, MAB, da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) – que integram a Via Campesina em Minas –, sindicalistas e estudantes seguiam em marcha para a região central para se juntarem aos outros manifestantes. Por volta das 9h50, o carro de som parou em frente à sede da Cemig e eles passaram a gritar palavras de ordem.

Os manifestantes invadiram o prédio, quebraram as portas de vidro da entrada e destruíram computadores, placas, cadeiras e telefones da recepção. Conforme a empresa, os vigilantes foram agredidos. Com bandeiras e cartazes do MST e do MAB, os militantes ainda ameaçaram a integridade física de empregados e visitantes, segundo a Cemig.

Os invasores ficaram no prédio por cerca de 30 minutos, até serem retirados pelo batalhão de choque da PM. Eles acusaram os policiais de utilizar bombas de gás lacrimogêneo, cassetetes e balas de borracha na dispersão da manifestação.

Na praça Sete, o confronto entre PMs e manifestantes começou quando a polícia exigiu que os manifestantes (PSTU, Liga Operária, Conlutas) entregassem os mastros das bandeiras. Os quarteirões próximos ao Palácio das Artes, onde foi realizada a solenidade da reunião anual do BID, foram isolados pela PM.

Na invasão da Cemig, o MST culpou a PM e os seguranças da companhia pelas cenas de violência. "Desde que chegamos aqui houve muita repressão. Íamos entregar uma carta para os governadores do BID", reclamou um dos coordenadores regionais do MST, Mauro Lemes.

Segundo o tenente-coronel Alexandre Salles, chefe da assessoria de comunicação da PM-MG, os efetivos policiais estavam nos locais para garantir a ordem e o direito de manifestação, mas o confronto foi provocado pelos militantes. "A Polícia Militar agiu com a força necessária." Em nota, a Cemig repudiou o "ato insano e a violência desmedida e injustificável empregada pelos manifestantes".

Canavial – Um incêndio destruiu cerca de 500 toneladas de cana de açúcar da Usina Decasa, em Caiuá, no Pontal do Paranapanema (SP), na madrugada de segunda-feira. A usina pertence ao grupo Olival Tenório, um dos principais produtores de açúcar do Estado de Alagoas, e que vem expandido a produção em São Paulo.

O diretor da empresa, Durval Guimarães, suspeita da ação do MST, que mantém acampamentos na região. Lideranças do MST negam envolvimento no caso. Na semana passada, integrantes do movimento haviam ateado fogo em outro canavial da empresa. Segundo Tenório, a cana queimada não estava pronta para a colheita, que só começa em maio.

Atendendo a pedido do usineiro, que estava hoje em Alagoas, o presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia, denunciou o dano ao Deinter (Departamento de Polícia Judiciária do Interior ). Segundo Nabhan, é o quarto ataque a canaviais registrado na região, depois que o coordenador regional do MST, Aparecido Maia, declarou "guerra" a esse segmento do agronegócio.



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MST depreda Cemig e nove pessoas são presas


04/04/2006 | 00:08


Centenas de integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) e do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), com apoio de outras entidades, entraram segunda-feira em confronto com a Polícia Militar e depredaram o hall da sede da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), em Belo Horizonte. O ato, conforme as lideranças dos movimentos, foi em protesto contra o preço das tarifas de energia elétrica e a realização da reunião anual do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), aberta oficialmente segunda-feira, na capital mineira.

Outro confronto envolvendo manifestantes e a PM ocorreu na praça Sete, no Centro, a poucos quarteirões da solenidade de abertura do evento, que reúne ministros e chefes de Estado. Pelo menos 9 pessoas foram presas nos dois incidentes e várias ficaram feridas. Segundo a PM, 12 militares sofreram ferimentos.

Os militantes do MST, MAB, da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) – que integram a Via Campesina em Minas –, sindicalistas e estudantes seguiam em marcha para a região central para se juntarem aos outros manifestantes. Por volta das 9h50, o carro de som parou em frente à sede da Cemig e eles passaram a gritar palavras de ordem.

Os manifestantes invadiram o prédio, quebraram as portas de vidro da entrada e destruíram computadores, placas, cadeiras e telefones da recepção. Conforme a empresa, os vigilantes foram agredidos. Com bandeiras e cartazes do MST e do MAB, os militantes ainda ameaçaram a integridade física de empregados e visitantes, segundo a Cemig.

Os invasores ficaram no prédio por cerca de 30 minutos, até serem retirados pelo batalhão de choque da PM. Eles acusaram os policiais de utilizar bombas de gás lacrimogêneo, cassetetes e balas de borracha na dispersão da manifestação.

Na praça Sete, o confronto entre PMs e manifestantes começou quando a polícia exigiu que os manifestantes (PSTU, Liga Operária, Conlutas) entregassem os mastros das bandeiras. Os quarteirões próximos ao Palácio das Artes, onde foi realizada a solenidade da reunião anual do BID, foram isolados pela PM.

Na invasão da Cemig, o MST culpou a PM e os seguranças da companhia pelas cenas de violência. "Desde que chegamos aqui houve muita repressão. Íamos entregar uma carta para os governadores do BID", reclamou um dos coordenadores regionais do MST, Mauro Lemes.

Segundo o tenente-coronel Alexandre Salles, chefe da assessoria de comunicação da PM-MG, os efetivos policiais estavam nos locais para garantir a ordem e o direito de manifestação, mas o confronto foi provocado pelos militantes. "A Polícia Militar agiu com a força necessária." Em nota, a Cemig repudiou o "ato insano e a violência desmedida e injustificável empregada pelos manifestantes".

Canavial – Um incêndio destruiu cerca de 500 toneladas de cana de açúcar da Usina Decasa, em Caiuá, no Pontal do Paranapanema (SP), na madrugada de segunda-feira. A usina pertence ao grupo Olival Tenório, um dos principais produtores de açúcar do Estado de Alagoas, e que vem expandido a produção em São Paulo.

O diretor da empresa, Durval Guimarães, suspeita da ação do MST, que mantém acampamentos na região. Lideranças do MST negam envolvimento no caso. Na semana passada, integrantes do movimento haviam ateado fogo em outro canavial da empresa. Segundo Tenório, a cana queimada não estava pronta para a colheita, que só começa em maio.

Atendendo a pedido do usineiro, que estava hoje em Alagoas, o presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antonio Nabhan Garcia, denunciou o dano ao Deinter (Departamento de Polícia Judiciária do Interior ). Segundo Nabhan, é o quarto ataque a canaviais registrado na região, depois que o coordenador regional do MST, Aparecido Maia, declarou "guerra" a esse segmento do agronegócio.

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