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Reafirmamos decisão de ir até o limite com Lula, alega Padilha

Vice do PT nacional sustenta que, mesmo após julgamento do TSE, sigla recorrerá às últimas instâncias para manter nome do ex-presidente no pleito


Raphael Rocha

04/09/2018 | 07:00


Vice-presidente nacional do PT, o ex-ministro Alexandre Padilha reafirmou decisão do partido de caminhar “até o limite da Justiça Eleitoral” com a candidatura ao Planalto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso no âmbito da Lava Jato. O dirigente revelou que a cúpula petista se reuniu logo após o julgamento do caso de Lula no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que iniciou na sexta-feira e terminou na madrugada de sábado, e outra vez ontem para tentar rever o impedimento. “O PT tem direito a três recursos: no próprio TSE, de embargos, exatamente porque a decisão tem divergência entre os integrantes, ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal).”

Em visita ao Diário, Padilha sugeriu que a sigla vai esticar a corda, ultrapassando o prazo de dez dias estabelecido pela Justiça Eleitoral para substituição do nome de Lula – atualmente vice na chapa, o ex-prefeito da Capital Fernando Haddad realiza, no entanto, campanha presidencial como porta-voz do ex-presidente, detido há quase cinco meses. “A legislação eleitoral estabelece 17 de setembro como data limite para que a coligação possa trocar nome. Temos pelo menos três possibilidades, e vamos até o fim. Paralelamente a isso, continuar o papel fundamental que o Haddad está cumprindo, indicado pelo Lula como seu coração, alma e pernas, circulando o País, apresentando o programa de governo.”

Na última pesquisa Datafolha, com o nome de Lula, o petista aparece na liderança da sondagem, com 39%, 20 pontos percentuais a mais que o segundo colocado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 19%. No cenário sem o ex-presidente, quem encabeça o levantamento é Bolsonaro, com 22%, e Haddad registra 4%. Questionado se haverá tempo hábil para reverter esse panorama, Padilha falou que, “embora haja estado de exceção”, a direção do partido manterá a tática, considerada “correta”. “Hoje, Lula e Haddad são quase uma coisa só, simbolizam a mesma coisa. Se acontecer violência por parte da Justiça, de impedir definitivamente a candidatura, tenho certeza que o PT estará no segundo turno. Há sentimento de mudança no País, e o PT canaliza isso.”

O ex-ministro considerou que Bolsonaro apresenta chances de ir para o segundo turno. Segundo Padilha, as forças políticas que deram “o golpe no País estão com problemão”. “Quem espalhou o enxofre que segure o rabo. Semearam intolerância, ódio à esquerda e quem cresceu é essa criatura nefasta que foi o Bolsonaro.”

Ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff (PT), Padilha, que é candidato a deputado federal neste pleito, avaliou que é possível perceber que “a estrela do PT está subindo”. “Tem pesquisa (Datafolha) que indica que a preferência partidária pelo PT atinge 24%. Estou sentindo clima de virada quando visito a periferia, universidade. Percebeu-se a injustiça cometida em relação ao presidente Lula.”


Ex-ministro evita falar em recall de 2014

Candidato do PT ao governo de São Paulo em 2014, Alexandre Padilha evitou tratar sobre eventual recall eleitoral da empreitada majoritária, quando teve o nome mais conhecido no cenário estadual, para a atual campanha a deputado federal, sua estreia proporcional. “Tenho plena humildade de que não existe eleição ganha. Não é porque tive quase 4 milhões que metade vai votar em mim, ou 10%, até porque há vários companheiros valiosos (na chapa), mas sinto, nesta minha primeira experiência, que campanha está com volume muito interessante”, pontuou. Naquele pleito, ficou em terceiro lugar, com 18,22% dos votos, atrás de Paulo Skaf (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB), que venceu no primeiro turno.

Padilha elencou série de dobradas firmadas no Grande ABC, entre elas com o ex-prefeito de Mauá Oswaldo Dias (PT, postulante à Assembleia) e os deputados estaduais Luiz Fernando Teixeira e Teonilio Barba, ambos do PT de São Bernardo e que buscam reeleição. O ex-ministro mencionou que o páreo de outubro pode ser de reconstrução do petismo tanto na campanha federal quando na esfera paulista para “reposicionar lideranças políticas” em seus municípios.

O ex-ministro falou em levantar bandeira de mudança na tabela de financiamento do SUS (Sistema Único de Saúde), revogação do teto dos gastos e da reforma trabalhista, além da implantação de “reforma tributária justa”. “Temos proposta ousada de isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganhar até cinco salários mínimos. Precisamos discutir outras faixas de tributação para que os mais ricos possam contribuir, a taxação (por exemplo) de coisa chamada repartição de lucros e dividendos.”



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Reafirmamos decisão de ir até o limite com Lula, alega Padilha

Vice do PT nacional sustenta que, mesmo após julgamento do TSE, sigla recorrerá às últimas instâncias para manter nome do ex-presidente no pleito

Raphael Rocha

04/09/2018 | 07:00


Vice-presidente nacional do PT, o ex-ministro Alexandre Padilha reafirmou decisão do partido de caminhar “até o limite da Justiça Eleitoral” com a candidatura ao Planalto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso no âmbito da Lava Jato. O dirigente revelou que a cúpula petista se reuniu logo após o julgamento do caso de Lula no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que iniciou na sexta-feira e terminou na madrugada de sábado, e outra vez ontem para tentar rever o impedimento. “O PT tem direito a três recursos: no próprio TSE, de embargos, exatamente porque a decisão tem divergência entre os integrantes, ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal).”

Em visita ao Diário, Padilha sugeriu que a sigla vai esticar a corda, ultrapassando o prazo de dez dias estabelecido pela Justiça Eleitoral para substituição do nome de Lula – atualmente vice na chapa, o ex-prefeito da Capital Fernando Haddad realiza, no entanto, campanha presidencial como porta-voz do ex-presidente, detido há quase cinco meses. “A legislação eleitoral estabelece 17 de setembro como data limite para que a coligação possa trocar nome. Temos pelo menos três possibilidades, e vamos até o fim. Paralelamente a isso, continuar o papel fundamental que o Haddad está cumprindo, indicado pelo Lula como seu coração, alma e pernas, circulando o País, apresentando o programa de governo.”

Na última pesquisa Datafolha, com o nome de Lula, o petista aparece na liderança da sondagem, com 39%, 20 pontos percentuais a mais que o segundo colocado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), com 19%. No cenário sem o ex-presidente, quem encabeça o levantamento é Bolsonaro, com 22%, e Haddad registra 4%. Questionado se haverá tempo hábil para reverter esse panorama, Padilha falou que, “embora haja estado de exceção”, a direção do partido manterá a tática, considerada “correta”. “Hoje, Lula e Haddad são quase uma coisa só, simbolizam a mesma coisa. Se acontecer violência por parte da Justiça, de impedir definitivamente a candidatura, tenho certeza que o PT estará no segundo turno. Há sentimento de mudança no País, e o PT canaliza isso.”

O ex-ministro considerou que Bolsonaro apresenta chances de ir para o segundo turno. Segundo Padilha, as forças políticas que deram “o golpe no País estão com problemão”. “Quem espalhou o enxofre que segure o rabo. Semearam intolerância, ódio à esquerda e quem cresceu é essa criatura nefasta que foi o Bolsonaro.”

Ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff (PT), Padilha, que é candidato a deputado federal neste pleito, avaliou que é possível perceber que “a estrela do PT está subindo”. “Tem pesquisa (Datafolha) que indica que a preferência partidária pelo PT atinge 24%. Estou sentindo clima de virada quando visito a periferia, universidade. Percebeu-se a injustiça cometida em relação ao presidente Lula.”


Ex-ministro evita falar em recall de 2014

Candidato do PT ao governo de São Paulo em 2014, Alexandre Padilha evitou tratar sobre eventual recall eleitoral da empreitada majoritária, quando teve o nome mais conhecido no cenário estadual, para a atual campanha a deputado federal, sua estreia proporcional. “Tenho plena humildade de que não existe eleição ganha. Não é porque tive quase 4 milhões que metade vai votar em mim, ou 10%, até porque há vários companheiros valiosos (na chapa), mas sinto, nesta minha primeira experiência, que campanha está com volume muito interessante”, pontuou. Naquele pleito, ficou em terceiro lugar, com 18,22% dos votos, atrás de Paulo Skaf (MDB) e Geraldo Alckmin (PSDB), que venceu no primeiro turno.

Padilha elencou série de dobradas firmadas no Grande ABC, entre elas com o ex-prefeito de Mauá Oswaldo Dias (PT, postulante à Assembleia) e os deputados estaduais Luiz Fernando Teixeira e Teonilio Barba, ambos do PT de São Bernardo e que buscam reeleição. O ex-ministro mencionou que o páreo de outubro pode ser de reconstrução do petismo tanto na campanha federal quando na esfera paulista para “reposicionar lideranças políticas” em seus municípios.

O ex-ministro falou em levantar bandeira de mudança na tabela de financiamento do SUS (Sistema Único de Saúde), revogação do teto dos gastos e da reforma trabalhista, além da implantação de “reforma tributária justa”. “Temos proposta ousada de isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganhar até cinco salários mínimos. Precisamos discutir outras faixas de tributação para que os mais ricos possam contribuir, a taxação (por exemplo) de coisa chamada repartição de lucros e dividendos.”

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