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Eleição: tudo como antes


Roney Domingos
Do Diário do Grande ABC

26/07/2006 | 08:09


O eleitor não deve esperar eleições mais limpas neste ano, apesar da crise política, mensalões e sanguessugas. A constatação,  algo pessimista, é de especialistas em direito eleitoral, jornalistas políticos e ativistas de movimentos em prol do combate à corrupção que participaram de evento em Brasília, promovido pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e pela ANJ (Associação Nacional de Jornais).

O caixa 2 continuará existindo com pouquíssimas chances de ser descoberto pela Justiça Eleitoral e pela mídia em geral, “simplesmente porque é dois, informal”, afirma o diretor da Transparência Brasil, Cláudio Abramo. Há poucas chances também de inibir a compra de votos em comunidades pobres das metrópoles e no interior do País, por falta de agentes especializados em flagrar as irregularidades na boca da urna, afirma o juiz eleitoral Marlon Jacinto Reis. “Precisamos saber com que grau de liberdade o eleitor chega às urnas”, afirmou, pouco antes de anunciar uma operação da Polícia Federal garantindo a lisura do processo.

Compra de votos – Marlon afirmou que a compra de votos é intensa no interior do País, de forma dissimulada, por meio de centros sociais onde candidatos têm influência na distribuição de posse e de uso da terra, na distribuição de prótese dentária e até mesmo na contratação de cabos eleitorais. Reis provocou riso ao mostrar que um candidato a prefeito chegou a contratar 5% do eleitorado da cidade para sua campanha.

Subordinação – O juiz Marlon lembrou que os chefes de cartório são quase majoritariamente empregados de confiança dos prefeitos. A situação começa a mudar apenas agora que a Justiça Eleitoral realiza concurso público para exercer a função com pessoal próprio.

Desorientação – O advogado Fernando Neves deixou claro que se os marqueteiros foram vedetes das eleições até 2004, a partir de agora serão os advogados quem devem dar o tom. De acordo com o advogado, por causa da minirreforma eleitoral, os políticos não sabem como agir. Para ele, também a reforma não acaba com o caixa 2.



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