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Faturamento real das MPEs do Grande ABC cresce 5,4%
Frederico Rebello Nehme
Do Diário do Grande ABC
06/10/2004 | 09:25
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O faturamento real das MPEs (Micro e Pequenas Empresas) do Grande ABC cresceu 5,4% em agosto com relação a julho, segundo a Pesquisa de Conjuntura do Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo) divulgada nesta terça. Na comparação com agosto de 2003, no entanto, o faturamento caiu 6,4%. A pesquisa também indica que na Grande São Paulo, as MPEs tiveram alta de faturamento real de 5,7% em agosto em relação a julho, enquanto as empresas do interior do Estado contaram com implemento de 1,7%.

O crescimento em agosto, na avaliação do Sebrae, indica o início de uma retomada de atividade das micro e pequenas empresas que pode durar até o final do ano, impulsionada pela recuperação da renda interna brasileira.

"A alta da economia brasileira parece se refletir agora no mercado interno, e isso tem um peso grande nas micro e pequenas empresas, que atendem em sua maioria necessidades básicas da população", afirmou João Pedro Gonçalves, economista do departamento de pesquisas do Sebrae.

A situação do Grande ABC, na opinião de Gonçalves, é mais "confortável" do que em outros pólos do Estado, pois as MPEs da região ainda contariam com o "reforço" das exportações.

"O ABC, por ser um pólo exportador, injetou mais dinheiro em sua economia, reforçando a renda interna de sua população por meio das empresas ligadas direta ou indiretamente à cadeia exportadora, especialmente a automotiva", afirmou.

Por ramo de atividade, a indústria liderou o crescimento no Estado de São Paulo, com 5,8% de alta, seguida de serviços (3,9%) e comércio (2,5%). No Estado, as MPEs tiveram crescimento de 3,7% na comparação com julho, com um faturamento de R$ 18,8 bilhões, R$ 675 milhões a mais que no mês anterior. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o faturamento teve queda de 0,9%.

"As micro e pequenas empresas de todo o Estado estão apresentando uma reação depois de um primeiro semestre ruim. O crescimento, a princípio, é generalizado", afirmou Gonçalves.

Comparação - A queda de 6,4% no faturamento das MPEs do Grande ABC na comparação com agosto de 2003 é reflexo de um movimento particular da região, segundo o Sebrae.

As empresas da região estariam crescendo há mais tempo do que a média do Estado por sua ligação com a exportação. "São duas bases de comparação distintas: o Grande ABC teve um agosto razoável em 2003, já impulsionado pelas exportações, enquanto o resto do Estado teve resultados ruins. Portanto, a avaliação tem de ser relativizada", afirmou Gonçalves, do Sebrae.

Mercado - Ter sede no Grande ABC não significa necessariamente estar atrelado ao mercado da região, segundo Marcelo Perussetto, sócio-proprietário da Semco, empresa produtora de sistemas expositores (material utilizado em exposições e eventos) em Mauá.

"O nosso mercado é amplo, como para outras empresas, e não se restringe à região do ABC. Comercializamos para todo o Brasil e realizamos exportações em pequena escala", afirmou.

A valorização do mercado regional, entretanto, é crescente, na opinião do empresário. "As empresas têm buscado melhorar sua atuação na região, por meio de convênios e eventos para ampliar seu mercado", acredita Perussetto.




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