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Seleção feminina perde e fica sem medalha nos Jogos Olímpicos

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Canadá joga melhor que o Brasil, triunfa por 2 a 1 e repete bronze de Londres-2012


Felipe Simões

20/08/2016 | 07:00


A Seleção Brasileira Feminina de Futebol se despediu da Olimpíada sem medalha. Ontem, diante do Canadá, em confronto que marcou o fim do ciclo da experiente volante Formiga na equipe, as comandadas do técnico Vadão foram derrotadas por 2 a 1 na Arena Corinthians e terminaram a competição em quarto lugar – foi a terceira melhor campanha da história, atrás apenas das pratas em Atenas-2004 e Pequim-2008. As canadenses repetiram o bronze de Londres-2012.

A tarde mostrou que não seria boa logo de início. Aos oito minutos, Sinclair acertou o travessão em cobrança de falta.

O Canadá marcava em bloco e dificultava as ações brasileiras. Quando ia ao ataque, buscava as laterais para cruzar para o meio da área.

E foi justamente assim que as canadenses abriram o marcador. Aos 25, em saída rápida de contra-ataque, Lawrence disparou pela esquerda e rolou para Rose escorar e fazer 1 a 0.

A torcida silenciou. Para piorar, Marta, estrela da equipe, estava bem marcada e não conseguia desequilibrar. Se não jogavam na camisa 10, as brasileiras tentavam a ligação direta, o que não funcionava.

Na segunda etapa, a Seleção voltou com espírito mais combativo. Mas não foi suficiente. Aos sete, Tamires errou na saída de bola, que ficou com Rose. A meia avançou livre pela direita e colocou para Sinclair, com a classe que lhe é peculiar, ajeitar e marcar – 2 a 0.

Depois, o Brasil ameaçou a goleira Labbe por duas vezes. O Canadá respondeu com bola na trave de Rose, aos 13, e logo voltou a dominar as ações – Bárbara fez milagre com 22 em chute de Lawrence.

A Seleção teve as esperanças renovadas quando menos se esperava. Em cobrança de lateral de Tamires, aos 34, a zaga não cortou e Beatriz girou com categoria para descontar – 2 a 1 – e trazer as arquibancadas para o jogo novamente.

No fim, o Brasil exerceu pressão, mas o Canadá não teve vergonha de se defender para repetir o terceiro lugar conquistado na Inglaterra.


Formiga dá adeus; Marta e Vadão deixam futuro aberto

Na saída do gramado, a volante Formiga confirmou que não defenderá mais a Seleção Brasileira após seis Olimpíadas – única atleta que disputou todas as edições até agora em que o futebol feminino esteve presente. Aos 38 anos, ela acumula duas medalhas de prata. “É (minha despedida), né? Não é o que a gente queria”, disse, emocionada, à TV Globo.

Já Marta deixou o futuro em aberto. “Não sei. Só o tempo dirá”, esquivou-se.

Outro também com futuro incerto é o técnico Vadão, que ainda conversará com a CBF para saber se continua dirigindo a equipe brasileira.

“Tudo será conversado. O presidente (Marco Polo Del Nero) já falou que independentemente de qualquer coisa que acontecesse, o investimento e o apoio no futebol feminino continuariam. A permanência da comissão técnica cabe à presidência”, afirmou o técnico, que festejou a atenção que o futebol feminino teve durante os Jogos.

“Falei para as meninas que embora a gente não tivesse conquistado o ouro, tínhamos conquistado o coração do povo brasileiro. Isso foi importantíssimo. A impressão que tenho é que o brasileiro vai enxergar o futebol feminino de outra forma”, comemorou.  



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Seleção feminina perde e fica sem medalha nos Jogos Olímpicos

Canadá joga melhor que o Brasil, triunfa por 2 a 1 e repete bronze de Londres-2012

Felipe Simões

20/08/2016 | 07:00


A Seleção Brasileira Feminina de Futebol se despediu da Olimpíada sem medalha. Ontem, diante do Canadá, em confronto que marcou o fim do ciclo da experiente volante Formiga na equipe, as comandadas do técnico Vadão foram derrotadas por 2 a 1 na Arena Corinthians e terminaram a competição em quarto lugar – foi a terceira melhor campanha da história, atrás apenas das pratas em Atenas-2004 e Pequim-2008. As canadenses repetiram o bronze de Londres-2012.

A tarde mostrou que não seria boa logo de início. Aos oito minutos, Sinclair acertou o travessão em cobrança de falta.

O Canadá marcava em bloco e dificultava as ações brasileiras. Quando ia ao ataque, buscava as laterais para cruzar para o meio da área.

E foi justamente assim que as canadenses abriram o marcador. Aos 25, em saída rápida de contra-ataque, Lawrence disparou pela esquerda e rolou para Rose escorar e fazer 1 a 0.

A torcida silenciou. Para piorar, Marta, estrela da equipe, estava bem marcada e não conseguia desequilibrar. Se não jogavam na camisa 10, as brasileiras tentavam a ligação direta, o que não funcionava.

Na segunda etapa, a Seleção voltou com espírito mais combativo. Mas não foi suficiente. Aos sete, Tamires errou na saída de bola, que ficou com Rose. A meia avançou livre pela direita e colocou para Sinclair, com a classe que lhe é peculiar, ajeitar e marcar – 2 a 0.

Depois, o Brasil ameaçou a goleira Labbe por duas vezes. O Canadá respondeu com bola na trave de Rose, aos 13, e logo voltou a dominar as ações – Bárbara fez milagre com 22 em chute de Lawrence.

A Seleção teve as esperanças renovadas quando menos se esperava. Em cobrança de lateral de Tamires, aos 34, a zaga não cortou e Beatriz girou com categoria para descontar – 2 a 1 – e trazer as arquibancadas para o jogo novamente.

No fim, o Brasil exerceu pressão, mas o Canadá não teve vergonha de se defender para repetir o terceiro lugar conquistado na Inglaterra.


Formiga dá adeus; Marta e Vadão deixam futuro aberto

Na saída do gramado, a volante Formiga confirmou que não defenderá mais a Seleção Brasileira após seis Olimpíadas – única atleta que disputou todas as edições até agora em que o futebol feminino esteve presente. Aos 38 anos, ela acumula duas medalhas de prata. “É (minha despedida), né? Não é o que a gente queria”, disse, emocionada, à TV Globo.

Já Marta deixou o futuro em aberto. “Não sei. Só o tempo dirá”, esquivou-se.

Outro também com futuro incerto é o técnico Vadão, que ainda conversará com a CBF para saber se continua dirigindo a equipe brasileira.

“Tudo será conversado. O presidente (Marco Polo Del Nero) já falou que independentemente de qualquer coisa que acontecesse, o investimento e o apoio no futebol feminino continuariam. A permanência da comissão técnica cabe à presidência”, afirmou o técnico, que festejou a atenção que o futebol feminino teve durante os Jogos.

“Falei para as meninas que embora a gente não tivesse conquistado o ouro, tínhamos conquistado o coração do povo brasileiro. Isso foi importantíssimo. A impressão que tenho é que o brasileiro vai enxergar o futebol feminino de outra forma”, comemorou.  

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