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Esquerda dos EUA vem debater neoliberalismo no Brasil


Do Diário do Grande ABC

21/11/1999 | 17:36


Os partidos e organizaçoes de esquerda americanos se reúnem, de 6 a 11 de dezembro, em Belém, para traçar uma estratégia conjunta de combate ao neoliberalismo. Virao ao Brasil para participar deste encontro representantes do Exército Zapatista de Libertaçao Nacional (EZLN), das Forças Armadas Revolucionários da Colômbia (Farc), além de personalidades como Danielle Miterrand, Hebe Bonafini, da organizaçao argentina Maes da Praça de Maio, Rodney Bobiwash, do Fórum Global de Estudos Indígenas, e o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva.

Este será o segundo encontro deste tipo, o primeiro ocorreu em setembro de 1996 no município de Aguas Calientes, em Chiapas, no México, e foi organizado pelo Exército Zapatista de Libertaçao Nacional. "Nós vamos reunir partidos políticos, movimentos sociais, personalidades e intelectuais para debater estratégias de combate ao projeto neoliberal", afirmou a deputada estadual paraense Aracely Lemos (PT), uma das organizadoras do II Encontro Pela Humanidade e Contra o Neoliberalismo.

A parlamentar explicou que este encontro nao pode ser comparado ao encontro realizado na semana passada, na Itália, reunindo os primeiros-ministros da França, Lionel Jospin; da Inglaterra, Tony Blair; da Alemanha, Gerard Schroeder, e os presidentes dos Estados Unidos, Bill Clinton, e do Brasil, Fernando Henrique Cardoso. "Os adeptos da Terceira Via nao têm propostas de combate ao neoliberalismo", criticou Aracely.

Mesmo que as organizaçoes políticas e personalidades presentes ao encontro se unifiquem no combate ao neoliberalismo, terao dificuldade para adotar uma estratégia comum de açao. Os grupos de esquerda que se reúnem em Belém sao muito heterogêneos e congregam desde adeptos de políticas reformadoras até aqueles com propostas revolucionárias.

No primeiro encontro, em Chiapas, nao foi possível tirar uma posiçao conjunta sobre a dívida externa.

Os representantes da esquerda lá reunidos se dividiram entre suspender o pagamento da dívida externa, renegociar as condiçoes de pagamentos da dívida externa e criar uma frente única de países devedores para negociar com os países credores. "Agora vamos avaliar as experiências de luta dos últimos três anos e firmar um compromisso comum", prevê a deputada Aracely Lemos.

A pauta do encontro, que deve reunir mais de duas mil pessoas e tem o apoio do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, é bastante ampla e inclui discussoes sobre a democratizaçao dos meios de comunicaçao, a açao sindical diante da internacionalizaçao da produçao, a defesa do meio ambiente e dos direitos, as lutas de negros, mulheres e índios por seus direitos, e sobre o futuro para crianças e jovens. "A delegaçao brasileira incluiu entre os temas o debate sobre a questao da Amazônia", relatou Aracely.

A esquerda brasileira teme que os países ricos internacionalizem a regiao amazônica para explorar sua biodiversidade e riquezas minerais.

As organizaçoes políticas e personalidades querem, a partir deste Encontro, dar passos concretos para articular uma luta internacionalista para enfrentar a globalizaçao econômica e a dominaçao política do neoliberalismo.

Para isso, algumas das propostas que serao discutidas no encontro defendem uma menor abertura comercial para viabilizar o desenvolvimento de economias nacionais, a regulaçao de investimentos estrangeiros e taxar os lucros dos capitais especulativos.



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