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Feldman contesta lista de Furnas


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

11/02/2006 | 07:51


O secretário das Subprefeituras da Prefeitura de São Paulo, Walter Feldman, contestou a veracidade da lista de Furnas – suposto documento revelando esquema irregular de financiamento de campanha por meio da estatal, que traria os nomes de vários tucanos, como o prefeito de São Paulo José Serra, o governador Geraldo Alckmin, além do próprio Feldman. Para o tucano, isso não passa de jogo de cena político criado pelo PT. "Essa lista é um produto muito mal acabado e mal produzido. Acredito que haja um envolvimento daqueles que defendem o governo e defendem o PT".

"Nós, do PSDB, estamos indignados porque eles (petistas) tentaram contrapor isso ao fato de que eles estão no banco dos réus. Tentaram colocar o nosso partido do mesmo lado e não aceitamos. Mas no final acho graça porque será demonstrada a fraude dessa lista", acredita.

"As empresas privadas doarem por meio de Furnas é uma triangulação que nunca se viu. Não conheço nem nos bastidores da engenharia financeira das campanhas uma metodologia como essa. Eu jamais recebi absolutamente nada. Vou quebrar meu sigilo bancário para provar isso", promete o tucano.

Mesmo sem anunciar publicamente, o prefeito de São Paulo já começa a se movimentar em torno do apoio do partido para disputar novamente a presidência da República. Nesse ponto, Feldman tem sido um escudeiro de Serra e um dos principais divulgadores da idéia.

"É inegável que nesse momento o candidato mais provável para o PSDB é o prefeito Serra. Todos o reconhecem como absolutamente preparado para dirigir o país e compreender o papel do Brasil no cenário internacional, que depende do comando de um estadista", analisa.

Nem mesmo a promessa feita por Serra durante a campanha de 2004, de que cumpriria o mandato até o final caso fosse eleito, parece ser um problema para o tucano, na opinião de Feldman. "Essa não é a principal questão. A questão é fazer uma análise de qual seria o perfil do candidato para fazer frente ao partido e ao governo, que na nossa opinião, é um dos piores da história brasileira".

Para Feldman, não há possibilidade de, por falta de consenso, tanto Serra quanto Alckmin deixarem seus postos e, com isso, o PFL herdar governo (Cláudio Lembo) e prefeitura (Gilberto Kassab) de uma só vez. "Não vejo nenhuma possibilidade de os dois saírem. Será um ou outro".

O secretário acredita que a escolha será feita em março, antes, portanto, do prazo estabelecido pelo governador Geraldo Alckmin para deixar o cargo, que seria até 31 de março. "O governador diz que sai na expectativa de ser candidato, mas se a escolha não recair sobre seu nome, é evidente que ele ou fica ou pode se candidatar a outro cargo. Mas sair com o risco de não ser escolhido pela convenção não me parece ser aquilo que o governador diz", completa.



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