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Substituta de Enéas teve 3.980 votos


Miriam Gimenes
Do Diário do Grande ABC

08/05/2007 | 07:10


A vaga deixada pelo deputado Enéas Carneiro (PR-SP), morto domingo e cremado segunda-feira no Rio de Janeiro, será ocupada pela suplente Luciana de Almeida Costa (PR-SP). Formada em odontologia, 33 anos, ela teve 3.980 votos, número equivalente a 1% da votação de Enéas (386.905 votos) e a 0,019% dos votos válidos para deputado federal em São Paulo.

Os dois deputados foram eleitos pelo Prona, partido fundado por Enéas em 1989, e que fez a fusão com o PL em 2006, resultando no PR (Partido da República).

Prona e PR não atingiram a chamada cláusula de barreira nas eleições e fizeram a fusão para continuar tendo a direito a tempo de TV e recursos maiores do fundo partidário. Luciana era assessora de Enéas, contratada pelo gabinete do deputado como secretária parlamentar.

Prefeitos - A morte do deputado Enéas Carneiro não desfalca o quadro político brasileiro. Pelo menos é o que pensam os chefes do Executivo do Grande ABC ouvidos pelo Diário. Eles destacaram sua atuação caricata, mas poucos elogiaram o trabalho do parlamentar.

É o caso do prefeito de São Bernardo, William Dib (PSB). “Politicamente falando, ele viveu como deputado e a sensação é que não houve nada a ser acrescentado em seu currículo. Sua personalidade era “muitas vezes contraditória.”

O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), define os ideais de Enéas como retrógrados. “Ele pregava o endurecimento do governo, que do ponto de vista democrático está ultrapassado. Dentro de sua profissão – o deputado era médico-cardiologista, além de professor – sua atuação era louvável. “Agora, na questão política não perdemos muita coisa.”

Para Adler Kiko Teixeira (PSDB), prefeito de Rio Grande da Serra, a importância do deputado foi na criação de uma nova legenda. “Todo partido contribui para o sistema democrático, mas não concordava com as idéias dele.”

Já o prefeito de Mauá, Leonel Damo (PV), foi o único a dizer que admira a história política do deputado. “O partido dele era uma esperança nova que surgiu e agora desapareceu.” Damo admirava as atitudes dele “pela coragem.”


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