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Diversidade somada e multiplicada

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Nomenclaturas ajudam a identificar diferentes gêneros, orientações e expressões sexuais


Luís Felipe Soares

10/06/2018 | 07:08


A pluralidade existente dentro do universo LGBTI+ é grande o bastante para que até mesmo um símbolo de ‘adição’ seja acrescentado à sigla da comunidade. É a questão da existência de outros gêneros, expressões e orientações sexuais que o grande público pode não conhecer, sempre sendo necessário colocar mais nomenclaturas adequadas. O poder de ser identificado da maneira que acham correta passa pela briga de aceitação que os integrantes desse movimento têm com a sociedade civil e autoridades de diferentes esferas. Respeito e dignidade passam por esse dicionário no qual nem todos entendem o que representam certos termos, mas são importantes para quem deseja ser incluído dentro do mundo ao seu redor ao ‘sair do armário’ do autoconhecimento.

“Você vai vendo que todos precisam ser colocados e acrescentados com o passar do tempo. Há muitas possibilidades existentes e todos merecem ser lembrados. As variações são enormes e as expressões de gênero só aumentam”, explica Marcelo Gil, fundador da ONG ABCD’S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual). 

O tema volta a estar no foco das atenções com a chegada do Dia Internacional do Orgulho LGBT, a ser festejado no dia 28 dentro de um mês temático marcado pela sempre agitada Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, ocorrida no dia 3 e que reuniu cerca de 3 milhões de pessoas em sua 22ª edição. Para quem vê tudo de longe, o evento traz à tona curiosidades sobre diferentes conceitos que podem confundir com tanta desinformação e complexidade científica.

O sexo biológico existe mediante órgãos, hormônios e cromossomos (feminino, masculino e intersexual, com a combinação dos dois). A identidade de gênero se traduz na forma como cada pessoa sente que é (mulher, homem ou queer, este ocorrendo quando orientação sexual não é exclusivamente heterossexual, sem restrições taxativas). Levando em conta a atração do indivíduo é possível apontar sua orientação sexual (hetero, homo ou bissexual). Tudo tenta ser ‘apresentado’ com a ajuda da expressão de gênero, parte na qual as pessoas querem se sentir e se revelar esteticamente (casos de travestis, transformistas, transgêneros e homens e mulheres trans).

Além dessas divisões, poder ser atendido como bem entender torna-se especial. “O nome social é essencial e faz cada um ser visível da maneira que quer e se sente. É uma questão básica e a pessoa deve ser chamada por sua identidade de gênero qualquer. O respeito deve vir de todos e, principalmente, do poder público e da Segurança pública, que existe para proteger a todos”, diz Gil. “As pessoas, às vezes, ficam presas a siglas e visões de homo, hetero ou bi. Se todos se respeitassem de maneira geral, seria bem melhor no dia a dia e não haveria necessidade de nos impôr sempre, mas o preconceito e a dor não deixam nossa legitimidade”, completa o ativista local. Se colocar no mundo vai além do que simplesmente deixar as portas do armário para trás. Um caminho de respeito e compaixão ainda está sendo trilhado. 



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