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Caldas da Rainha, uma imersão na cultura portuguesa

Luiz Carlos Fernandes/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Destino é daqueles para se conhecer com um longo e tranquilo passeio a pé


Luiz Carlos Fernandes

06/07/2017 | 07:00


 Os brasileiros estão cada vez mais ávidos por descobrir Portugal. Mas, lá trás, em 1977, ilustre representante do País já tinha tido o prazer de desbravar a Terrinha. Jorge Amado (1912-2001) embarcou junto à Gabriela, primeira novela brasileira a passar em Portugal. Depois, em 1990, levou Tieta. Os portugueses simplesmente pararam para tentar descobrir quem era a ‘mulher de branco’.

Em uma de suas visitas, o escritor elegeu seu lugar favorito: Caldas da Rainha. “Coleciono arte popular, compro muita cerâmica, tem um grande museu. Adoro a cidade, de andar no meio do povo, de rir e de conversar com a gente que vende fruta na praça”, declarou Amado há 37 anos.

O baiano tinha gosto refinado e resumiu bem o sentimento de quem visita a cidade da Rainha Leonor – que fica a cerca de 93 quilômetros de Lisboa. O lugar detém muita história e edifícios belíssimos. A Praça da Fruta, citada pelo escritor, é um dos principais pontos turísticos. Considerado o único mercado diário hortifrutícola do país ao ar livre está praticamente inalterado desde o fim do século 19. Abre de manhã e oferece produtos vindos direto do produtor. É incrível também como tudo fica limpinho assim que a feira acaba.

Para admirar tanta beleza, o ideal é passear a pé mesmo. Lá, o pedestre é soberano. O motorista anda devagar e respeita a faixa. A dica é começar pelo Centro da cidade, onde fica o Parque Dom Carlos I e o Museu José Malhôa. É essencial começar o passeio se familiarizando com a versatilidade das obras de um dos ídolos do local, Rafael Bordallo Pinheiro.

Outro lugar obrigatório e não muito longe dali é o Centro das Artes, com seus museus, entre eles o João Fragoso, Barata Feyo, Antonio Duarte e Leopoldo de Almeida, homenagem a um dos maiores escultores portugueses do estado novo. O espaço abriga notável coleção de esboços de grandes obras, como a estátua equestre que está na entrada da cidade vizinha, Batalha, ou a história da construção do famoso monumento aos navegantes às margens do Rio Tejo em Lisboa, exatamente de onde partiram as caravelas na época dos descobrimentos.

Se o passeio a pé pela cidade deu fome, é só escolher um dos muitos restaurantes no Centro. Coma galinha à cabidela, bacalhau na chapa ou sardinha com arroz de talo de couve acompanhado de um bom vinho no Restaurante Paraíso. Os doces portugueses dispensam comentários. Cavacas é uma das especiarias do local.

FOZ DO ARELHO E ÓBIDOS
Se não bastasse a beleza da cidade, a poucos minutos de carro fica Foz do Arelho, destino de verão para muitos portugueses. Possui praias não apenas viradas para o Oceano Atlântico, mas também na orla da Lagoa de Óbidos. A Vila de Óbidos, considerada Cidade Literária pela Unesco – pela reabilitação de espaços degradados transformados em livrarias e pela realização do Folio (Festival Literário) – possui muitas lojinhas, onde se encontra de quase tudo. Não deixe de provar o famoso licor Ginja de Óbidos. O destino é bastante visitado por brasileiros. Eles se encantam pelo castelo medieval que já foi a morada da rainha Leonor. A construção fica no alto de uma colina circundada por extensa muralha, uma das sete maravilhas de Portugal.

Por que Caldas da Rainha?

Acredita-se que, em 1484, durante viagem de Óbidos à Batalha, a rainha Dona Leonor, mulher de João II de Portugal, e a sua corte, tenham passado por local onde várias pessoas se banhavam em águas de odor intenso. A rainha descobriu que as águas termais (caldas) tinham poderes curativos – ela mesma se banhou – e resolveu construir um hospital ali. A cidade, com 30 moradores inicialmente (hoje possui pouco mais de 50 mil), surgiu ao seu redor. 



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