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Sharon e Abbas podem agendar encontro


Da AFP

28/11/2004 | 14:18


O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e o novo líder da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Mahmud Abas, se disseram dispostos a se reunir depois de um longo boicote de Israel às autoridades palestinas.

"Quando quiserem, podemos nos encontrar", disse Sharon à revista americana Newsweek, referindo-se aos dirigentes que substituem o ex-líder dos palestinos, Yasser Arafat.

Abbas, um moderado que quer o fim da luta armada, manifestou a mesma disposição, também em declarações a publicação americana.

"Depois das eleições estarei pronto para me reunir com Ariel Sharon", disse Abas, que se candidatou às eleições de 9 de janeiro, quando será escolhido o novo presidente da Autoridade Palestina.

O mesmo tom apaziguador teve um alto funcionário israelense que pediu para não ser identificado.

"Estamos de acordo em coordenar com os palestinos a organização das eleições, especialmente para os eleitores de Jerusalém", na zona leste anexada em 1967, disse o funcionário.

Segundo a imprensa israelense, as tropas do Estado hebreu serão retiradas da Cisjordânia durante as eleições para facilitar o acesso dos observadores internacionais.

Israel pode ainda coordenar com as novas autoridades palestinas seu plano unilateral de retirada da Faixa de Gaza, disse o funcionário.

De acordo com o projeto, Israel abandonará a região durante o próximo ano, desmantelará 21 colônias na Faixa de Gaza e outras quatro na Cisjordânia, além de evacuar cerca de 8 mil habitantes.

Por sua vez, os chefes da diplomacia de Israel, Sylvan Shalom, e dos palestinos, Nabil Chaath, podem se reunir em Haia, onde estarão nesta segunda-feira para acompanhar uma reunião entre chanceleres europeus e de países mediterrâneos.

No Cairo, o primeiro-ministro palestino, Ahmed Qorei, analisou as eleições de janeiro com o presidente egípcio, Hosni Mubarak.

Abbas, por sua vez, anunciou na capital egípcia que serão convocadas eleições legislativas em maio nos territórios ocupados.

O chanceler egípcio, Ahmed Abul Gheit, e o chefe de inteligência do país, Omar Souleimán, são esperados nesta quarta-feira em Israel para analisar o plano de retirada com o chanceler Shalom.

Egito e Israel esperam coordenar a aplicação do plano para impedir que grupos armados islamitas se aproveitem de qualquer vácuo de poder, segundo analistas.

O anúncio acontece no momento em que Abbas reúne grandes possibilidades de ser eleito presidente da Autoridade Palestina, depois que o chefe do Fatah na Cisjordânia, Marwhan Barghuti, preso em Israel, desistiu de se candidatar.

Segundo as projeções de Mahmud Abbas, as eleições na palestina devem ocorrer em maio, sem uma data definida ainda.



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Sharon e Abbas podem agendar encontro

Da AFP

28/11/2004 | 14:18


O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e o novo líder da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), Mahmud Abas, se disseram dispostos a se reunir depois de um longo boicote de Israel às autoridades palestinas.

"Quando quiserem, podemos nos encontrar", disse Sharon à revista americana Newsweek, referindo-se aos dirigentes que substituem o ex-líder dos palestinos, Yasser Arafat.

Abbas, um moderado que quer o fim da luta armada, manifestou a mesma disposição, também em declarações a publicação americana.

"Depois das eleições estarei pronto para me reunir com Ariel Sharon", disse Abas, que se candidatou às eleições de 9 de janeiro, quando será escolhido o novo presidente da Autoridade Palestina.

O mesmo tom apaziguador teve um alto funcionário israelense que pediu para não ser identificado.

"Estamos de acordo em coordenar com os palestinos a organização das eleições, especialmente para os eleitores de Jerusalém", na zona leste anexada em 1967, disse o funcionário.

Segundo a imprensa israelense, as tropas do Estado hebreu serão retiradas da Cisjordânia durante as eleições para facilitar o acesso dos observadores internacionais.

Israel pode ainda coordenar com as novas autoridades palestinas seu plano unilateral de retirada da Faixa de Gaza, disse o funcionário.

De acordo com o projeto, Israel abandonará a região durante o próximo ano, desmantelará 21 colônias na Faixa de Gaza e outras quatro na Cisjordânia, além de evacuar cerca de 8 mil habitantes.

Por sua vez, os chefes da diplomacia de Israel, Sylvan Shalom, e dos palestinos, Nabil Chaath, podem se reunir em Haia, onde estarão nesta segunda-feira para acompanhar uma reunião entre chanceleres europeus e de países mediterrâneos.

No Cairo, o primeiro-ministro palestino, Ahmed Qorei, analisou as eleições de janeiro com o presidente egípcio, Hosni Mubarak.

Abbas, por sua vez, anunciou na capital egípcia que serão convocadas eleições legislativas em maio nos territórios ocupados.

O chanceler egípcio, Ahmed Abul Gheit, e o chefe de inteligência do país, Omar Souleimán, são esperados nesta quarta-feira em Israel para analisar o plano de retirada com o chanceler Shalom.

Egito e Israel esperam coordenar a aplicação do plano para impedir que grupos armados islamitas se aproveitem de qualquer vácuo de poder, segundo analistas.

O anúncio acontece no momento em que Abbas reúne grandes possibilidades de ser eleito presidente da Autoridade Palestina, depois que o chefe do Fatah na Cisjordânia, Marwhan Barghuti, preso em Israel, desistiu de se candidatar.

Segundo as projeções de Mahmud Abbas, as eleições na palestina devem ocorrer em maio, sem uma data definida ainda.

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