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Prova de Ciências da Natureza não é bicho-papão


Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

21/08/2011 | 07:00


Apesar de parecer, a prova de Ciências da Natureza costuma não ser a mais difícil do Enem, embora abranja Física e Química - disciplinas que deixam a maioria da galera do Ensino Médio de cabelo em pé -, além de Biologia. Composta por 45 questões, é dividida em oito competências, a partir das quais se avalia a capacidade do candidato de resolver situações-problemas. É preciso entender o contexto no qual a questão está inserida.

Dois grandes temas do exame são preservação ambiental e saúde pública, segundo Mateus Prado, educador e colunista do Diário. Há outros conteúdos que, com certeza, serão solicitados. Fique de olho em genética, ciclo da água, eletricidade, circuito elétrico, radiação, transformação e consumo de energia, estados da matéria e ligações, fenômenos da natureza e reações de elementos químicos. "Tem de saber o máximo que aprendeu no Ensino Médio", recomenda Mateus, também presidente do Instituto Henfil.

Acredite, o físico Albert Einstein tinha muita dificuldade em matérias que exigiam memorização de informações, como História, Geografia e Línguas. Não tirava boas notas na escola. Alguns professores até disseram que ele não daria em nada quando crescesse. Isso, entretanto, não o impediu de ser um dos maiores gênios da Ciência. Então, se você é do tipo que não consegue manter uma fórmula na cabeça, não precisa se desesperar.

É importante perceber como a Ciência influencia o dia a dia e contribui para o desenvolvimento da humanidade. A boa notícia é que não precisa de decoreba, mas entender alguns conceitos. "Os enunciados são longos, mas objetivos. Há gráficos e figuras para ilustração dos fenômenos e pouca conta complicada. A base está em cálculos mais simples", afirma Anderson Gisoldi, coordenador do Singular-Anglo de São Caetano.

Muita gente não se dá bem na prova justamente por conta da presença de gráficos, tabelas e símbolos. E sabe por que isso acontece? Não é que as questões com esses recursos sejam mais difíceis; pelo contrário. O problema é que muita gente não sabe interpretar e analisá-los direito, então, se atrapalha. Para se acostumar às questões, faça exercícios das edições de 2009 e 2010 do Enem e tente observar como os dados são apresentados.

As perguntas de Química costumam ser as mais complicadas da prova de Ciências da Natureza, por serem parecidas com as dos vestibulares tradicionais. Assim, quem acertar o maior número delas pode garantir melhor nota. Para quem não se lembra, as questões mais difíceis têm peso maior no exame.

 

Dúvida não pode ir pra casa - Victor Kudaka, 17 anos, vai fazer o Enem do primeiro semestre de 2012, programado nos dias 28 e 29 de abril. A intenção é conquistar vaga no curso de História de alguma universidade pública. Aluno do 3º ano da EME Profª Alcina Dantas Feijão, em São Caetano, o garoto sabe que quanto mais cedo se preparar, melhor. Por isso, aproveita o tempo livre para reforçar os estudos, principalmente das matérias que mais tem dificuldade: Física e Química. Ambas começaram a complicar a partir do 2º ano, segundo Victor, que tem muita facilidade na área de Humanas.

No caso da Química, conteúdos que envolvem cálculos, como molaridade, são os mais difíceis. "O problema na Física é que precisa ler o problema e interpretar muito bem para colocar os valores certos na fórmula." A dica do garoto, para quem tem dificuldade, é nunca levar dúvidas para casa; caso contrário, elas vão se acumular. "Não pode ter vergonha de perguntar para os professores. Às vezes, até tiro dúvidas com meus amigos." Também indica participar das aulas de reforço na escola.



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Prova de Ciências da Natureza não é bicho-papão

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

21/08/2011 | 07:00


Apesar de parecer, a prova de Ciências da Natureza costuma não ser a mais difícil do Enem, embora abranja Física e Química - disciplinas que deixam a maioria da galera do Ensino Médio de cabelo em pé -, além de Biologia. Composta por 45 questões, é dividida em oito competências, a partir das quais se avalia a capacidade do candidato de resolver situações-problemas. É preciso entender o contexto no qual a questão está inserida.

Dois grandes temas do exame são preservação ambiental e saúde pública, segundo Mateus Prado, educador e colunista do Diário. Há outros conteúdos que, com certeza, serão solicitados. Fique de olho em genética, ciclo da água, eletricidade, circuito elétrico, radiação, transformação e consumo de energia, estados da matéria e ligações, fenômenos da natureza e reações de elementos químicos. "Tem de saber o máximo que aprendeu no Ensino Médio", recomenda Mateus, também presidente do Instituto Henfil.

Acredite, o físico Albert Einstein tinha muita dificuldade em matérias que exigiam memorização de informações, como História, Geografia e Línguas. Não tirava boas notas na escola. Alguns professores até disseram que ele não daria em nada quando crescesse. Isso, entretanto, não o impediu de ser um dos maiores gênios da Ciência. Então, se você é do tipo que não consegue manter uma fórmula na cabeça, não precisa se desesperar.

É importante perceber como a Ciência influencia o dia a dia e contribui para o desenvolvimento da humanidade. A boa notícia é que não precisa de decoreba, mas entender alguns conceitos. "Os enunciados são longos, mas objetivos. Há gráficos e figuras para ilustração dos fenômenos e pouca conta complicada. A base está em cálculos mais simples", afirma Anderson Gisoldi, coordenador do Singular-Anglo de São Caetano.

Muita gente não se dá bem na prova justamente por conta da presença de gráficos, tabelas e símbolos. E sabe por que isso acontece? Não é que as questões com esses recursos sejam mais difíceis; pelo contrário. O problema é que muita gente não sabe interpretar e analisá-los direito, então, se atrapalha. Para se acostumar às questões, faça exercícios das edições de 2009 e 2010 do Enem e tente observar como os dados são apresentados.

As perguntas de Química costumam ser as mais complicadas da prova de Ciências da Natureza, por serem parecidas com as dos vestibulares tradicionais. Assim, quem acertar o maior número delas pode garantir melhor nota. Para quem não se lembra, as questões mais difíceis têm peso maior no exame.

 

Dúvida não pode ir pra casa - Victor Kudaka, 17 anos, vai fazer o Enem do primeiro semestre de 2012, programado nos dias 28 e 29 de abril. A intenção é conquistar vaga no curso de História de alguma universidade pública. Aluno do 3º ano da EME Profª Alcina Dantas Feijão, em São Caetano, o garoto sabe que quanto mais cedo se preparar, melhor. Por isso, aproveita o tempo livre para reforçar os estudos, principalmente das matérias que mais tem dificuldade: Física e Química. Ambas começaram a complicar a partir do 2º ano, segundo Victor, que tem muita facilidade na área de Humanas.

No caso da Química, conteúdos que envolvem cálculos, como molaridade, são os mais difíceis. "O problema na Física é que precisa ler o problema e interpretar muito bem para colocar os valores certos na fórmula." A dica do garoto, para quem tem dificuldade, é nunca levar dúvidas para casa; caso contrário, elas vão se acumular. "Não pode ter vergonha de perguntar para os professores. Às vezes, até tiro dúvidas com meus amigos." Também indica participar das aulas de reforço na escola.

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