Fechar
Publicidade

Sábado, 27 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Nacional

nacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Substância reduz 30% a mortalidade por insuficiência cardíaca


Do Diário do Grande ABC

28/07/1999 | 21:48


Um estudo internacional, que contou com a participaçao do Brasil, descobriu que uma substância conhecida, chamada espironolactona, reduz em até 30% a mortalidade de pacientes com insuficiência cardíaca. Esse problema atinge entre 10 milhoes e 12 milhoes de brasileiros. Nos casos mais graves, a soluçao está no transplante. Com o uso da substância, os médicos podem estabilizar o estado do paciente sem que haja a necessidade de cirurgia.

A pesquisa, coordenada no Brasil por José Antonio F. Ramires, cardiologista do Instituto do Coraçao (Incor), em Sao Paulo, avaliou 1.663 pacientes de 15 países. No Brasil, 372 doentes foram acompanhados por 34 médicos de vários Estados. Segundo Ramires, o estudo constatou que a espironolactona, produzida comercialmente pelo Laboratório Searle, com a marca Aldactone, reduziu o risco da progressao da insuficiência cardíaca em 34%.

Quando um paciente tem insuficiência cardíaca, o corpo tenta compensar a falta de força com que o coraçao bombeia o sangue. Para isso, produz aldosterona, que retém água no corpo, o que ajuda o bombeamento, mas provoca fibrose no coraçao, piorando o quadro do paciente. A fibrose é um processo de cicatrizaçao que, quando ocorre em excesso, como no caso da insuficiência cardíaca, passa a ser agressivo ao corpo.

O Aldactone bloqueia os receptores de aldosterona nas células, impedindo, assim, que a substância atue no corpo. "Esse remédio abre espaço para uma nova classe de remédios que nao se conhecia antes do Aldactone e que poderá ajudar muito os pacientes cardíacos", disse Ramires.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Substância reduz 30% a mortalidade por insuficiência cardíaca

Do Diário do Grande ABC

28/07/1999 | 21:48


Um estudo internacional, que contou com a participaçao do Brasil, descobriu que uma substância conhecida, chamada espironolactona, reduz em até 30% a mortalidade de pacientes com insuficiência cardíaca. Esse problema atinge entre 10 milhoes e 12 milhoes de brasileiros. Nos casos mais graves, a soluçao está no transplante. Com o uso da substância, os médicos podem estabilizar o estado do paciente sem que haja a necessidade de cirurgia.

A pesquisa, coordenada no Brasil por José Antonio F. Ramires, cardiologista do Instituto do Coraçao (Incor), em Sao Paulo, avaliou 1.663 pacientes de 15 países. No Brasil, 372 doentes foram acompanhados por 34 médicos de vários Estados. Segundo Ramires, o estudo constatou que a espironolactona, produzida comercialmente pelo Laboratório Searle, com a marca Aldactone, reduziu o risco da progressao da insuficiência cardíaca em 34%.

Quando um paciente tem insuficiência cardíaca, o corpo tenta compensar a falta de força com que o coraçao bombeia o sangue. Para isso, produz aldosterona, que retém água no corpo, o que ajuda o bombeamento, mas provoca fibrose no coraçao, piorando o quadro do paciente. A fibrose é um processo de cicatrizaçao que, quando ocorre em excesso, como no caso da insuficiência cardíaca, passa a ser agressivo ao corpo.

O Aldactone bloqueia os receptores de aldosterona nas células, impedindo, assim, que a substância atue no corpo. "Esse remédio abre espaço para uma nova classe de remédios que nao se conhecia antes do Aldactone e que poderá ajudar muito os pacientes cardíacos", disse Ramires.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;