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Volume de crédito concedido no País volta a níveis pré-crise



14/06/2009 | 07:03


O crédito total no Brasil praticamente dobrou entre 2002 e 2009. Saiu de 22% do PIB (Produto Interno Bruto) ao final daquele ano para o recorde de 42,6% em abril, o equivalente a R$ 1,25 trilhão. Ainda é um percentual baixo se comparado à média internacional, mas suficiente para influenciar, como nunca antes no País, o desempenho da
economia.

Foi, em grande medida, por causa da ausência de crédito que o PIB do quarto trimestre de 2008 caiu 3,6% em relação aos três meses anteriores, o maior recuo nessa base de comparação desde o início da série histórica, em 1996. Por isso, o crédito determinará o tamanho do crescimento daqui até o fim do ano.

Alguns especialistas acreditam que o expressivo desvio entre as projeções do mercado para o PIB do primeiro trimestre e o número oficial se explica, principalmente, por uma avaliação subestimada do papel do crédito na economia. Entre os analistas, a expectativa era de uma queda de 2% ante os três últimos meses de 2008, mas o realizado foi 0,8% negativo. "As concessões diárias para pessoas físicas no primeiro trimestre voltaram ao nível em que se encontravam em setembro, quando a quebra do banco Lehman Brothers aprofundou a crise", observa o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges.

Segundo ele, esses empréstimos somavam R$ 2,47 bilhões por dia em setembro, caíram para R$ 2,40 bilhões em dezembro e atingiram R$ 2,46 bilhões em março.

Com mais financiamento, argumenta, as pessoas compraram mais. A principal divergência entre as projeções de mercado e o que foi mostrado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ocorreu na variável consumo das famílias, que se expandiu 0,7%, depois de cair 1,8% no quarto trimestre do ano passado.

Nem todos os economistas concordam com o diagnóstico de Borges para o primeiro trimestre, mas são unânimes em afirmar que o crédito é vital para a recuperação do Brasil. "Se a crise financeira global voltar a piorar, haverá uma retração nos fluxos de capitais para o Brasil, o que significa menos crédito e o prolongamento da estagnação interna", diz o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa. "O crédito vem ganhando importância no País, tanto para cima quanto para baixo. Quando falta, há uma parada brusca como a do quarto trimestre do ano passado", comenta a economista Thaís Marzola Zara, da Rosenberg & Associados. "A melhora do mercado financeiro em maio e junho deve elevar a oferta de crédito, o que pode dar mais fôlego à economia", diz ela, que projeta uma expansão de 0,3% para o PIB de 2009.



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