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Consumidor descobre notebooks


Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

30/09/2006 | 20:04


O mercado brasileiro de notebooks está longe de alcançar os números dos Estados Unidos e do Japão, onde o preço do portátil só supera em 30% o do tradicional desktop. Porém, o aumento da demanda no Brasil já começa a animar os fabricantes.

Com a previsão de o segmento crescer cerca de 100% este ano, estima-se que, até 2007, pelo menos 20 fabricantes invistam na produção nacional. Até agora, quem mais comemorou o bom desempenho no mercado foi a HP, que chegou a registrar aumento de 214% das vendas durante o ano passado.

Segundo pesquisa IT Data, encomendada pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), o mercado de notebooks corresponde a 7,8 % dos PCs no Brasil. Até 2009, a expectativa é que essa fatia aumente para 14,9%.

“Há cerca de um ano e meio o notebook era um produto elitizado. Por ser muito caro, atendia mais ao mercado coorporativo”, analisa o diretor de pesquisas da IT Data, Ivair Rodrigues. “À medida que os preços caíram, o uso doméstico começou a aumentar”.

De olho no aumento da demanda, empresas como a Kelow, CCE, CDI Brasil e Kennex já investem no segmento. Entre outubro e novembro, a Kelow pretende lançar um produto com valor em torno de R$ 2,5 mil. “A empresa espera que as vendas respondam por 20% do total comercializado no primeiro semestre de 2007”, calcula o diretor comercial da Kelow, Charles Argelazi.

Já a CDI decidiu investir inicialmente em um produto mais caro – o usuário final deve pagar, em média, R$ 5 mil. Lançado em julho, o notebook da marca tem tela LCD de 10’’ e é mais leve. “O retorno é excelente, especialmente por parte do público feminino”, afirma o gerente comercial da empresa, Rubens Shiruo.

O grupo CCE também tem interesse em concorrer no segmento. A empresa já anunciou que vai investir R$ 60 milhões na área de informática e pretende lançar uma linha de portáteis até o final deste ano.

Vantagens – Mobilidade e diversidade de recursos – ampliada pela popularização das redes de internet sem fio – são as características que mais atraem os consumidores na escolha de um notebook. “Ele pode funcionar como um aparelho de DVD portátil com tela LCD. Isso conta muito na hora de comprar uma máquina nova”, ressalta o diretor da IT Data.

Segundo Rodrigues, a tendência em longo prazo é de que os notebooks dominem o mercado doméstico. “Apenas bancos e o setor comercial não se interessam pelos computadores portáteis, justamente por causa da facilidade de transporte”, observa.

De acordo com um levantamento realizado pelo BuscaPé, maior site de comparação de preços da América Latina, a procura por notebooks aumentou 83% entre agosto de 2004 e agosto deste ano.



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Consumidor descobre notebooks

Priscila Dal Poggetto
Do Diário do Grande ABC

30/09/2006 | 20:04


O mercado brasileiro de notebooks está longe de alcançar os números dos Estados Unidos e do Japão, onde o preço do portátil só supera em 30% o do tradicional desktop. Porém, o aumento da demanda no Brasil já começa a animar os fabricantes.

Com a previsão de o segmento crescer cerca de 100% este ano, estima-se que, até 2007, pelo menos 20 fabricantes invistam na produção nacional. Até agora, quem mais comemorou o bom desempenho no mercado foi a HP, que chegou a registrar aumento de 214% das vendas durante o ano passado.

Segundo pesquisa IT Data, encomendada pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), o mercado de notebooks corresponde a 7,8 % dos PCs no Brasil. Até 2009, a expectativa é que essa fatia aumente para 14,9%.

“Há cerca de um ano e meio o notebook era um produto elitizado. Por ser muito caro, atendia mais ao mercado coorporativo”, analisa o diretor de pesquisas da IT Data, Ivair Rodrigues. “À medida que os preços caíram, o uso doméstico começou a aumentar”.

De olho no aumento da demanda, empresas como a Kelow, CCE, CDI Brasil e Kennex já investem no segmento. Entre outubro e novembro, a Kelow pretende lançar um produto com valor em torno de R$ 2,5 mil. “A empresa espera que as vendas respondam por 20% do total comercializado no primeiro semestre de 2007”, calcula o diretor comercial da Kelow, Charles Argelazi.

Já a CDI decidiu investir inicialmente em um produto mais caro – o usuário final deve pagar, em média, R$ 5 mil. Lançado em julho, o notebook da marca tem tela LCD de 10’’ e é mais leve. “O retorno é excelente, especialmente por parte do público feminino”, afirma o gerente comercial da empresa, Rubens Shiruo.

O grupo CCE também tem interesse em concorrer no segmento. A empresa já anunciou que vai investir R$ 60 milhões na área de informática e pretende lançar uma linha de portáteis até o final deste ano.

Vantagens – Mobilidade e diversidade de recursos – ampliada pela popularização das redes de internet sem fio – são as características que mais atraem os consumidores na escolha de um notebook. “Ele pode funcionar como um aparelho de DVD portátil com tela LCD. Isso conta muito na hora de comprar uma máquina nova”, ressalta o diretor da IT Data.

Segundo Rodrigues, a tendência em longo prazo é de que os notebooks dominem o mercado doméstico. “Apenas bancos e o setor comercial não se interessam pelos computadores portáteis, justamente por causa da facilidade de transporte”, observa.

De acordo com um levantamento realizado pelo BuscaPé, maior site de comparação de preços da América Latina, a procura por notebooks aumentou 83% entre agosto de 2004 e agosto deste ano.

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