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Franquia: prós e contras do formato


Anderson Amaral
Do Diário do Grande ABC

04/11/2006 | 19:50


O empresário Roberto Kioshe Higa está no ramo de drogarias desde 1987, quando abriu a Arte de Formular, no Bairro Jardim, em Santo André. Depois que a proposta inicial – farmácia de manipulação – foi abandonada, o estabelecimento começou a prosperar.

Higa vislumbrou a possibilidade de abrir um segundo negócio. “Percebi que o mercado estava se modificando e que, como um empresário independente, teria dificuldade para competir com as grandes redes”, recorda-se.

Foi então que, em 1996, Higa abriu uma franquia da rede Farmais, a segunda da marca no Grande ABC, distante poucos metros do primeiro negócio. Ele explica o que diferencia os clientes dos dois estabelecimentos: “Na Arte de Formular tenho uma clientela fiel, enquanto na franquia dependo do consumidor que passa (pela rua das Figueiras) e vê a marca”.

Atualmente, a unidade Farmais garante 70% do faturamento somado dos dois negócios, mas o empresário admite que o formato de franchising também tem lá seus problemas.

“Com a franquia, consigo preços mais baixos, mas os royalties aumentam meus custos. Na farmácia independente, a estrutura é mais enxuta, mas perco os ganhos de escala. No final das contas, o consumidor não percebe grande diferença entre os preços de um e de outro estabelecimento”, resume.

Referência – Com um pé no sistema de franchising e outro em um negócio independente, Higa poderia muito bem servir de referência para outros empreendedores que estão em dúvida quanto ao formato que querem dar a suas empresas.

Na prática, a decisão depende basicamente do perfil do empresário, ou seja, do nível de autonomia desejado e de sua disposição para correr riscos.

“Geralmente, o franqueado valoriza a segurança e está disposto a seguir regras. Por outro lado, o empreendedor independente admite correr riscos e, se não quiser assumi-los, dificilmente vai conseguir prosperar no negócio”, explica João Baptista da Silva Júnior, diretor de cursos e eventos da ABF (Associação Brasileira de Franchising), que promove o desenvolvimento do sistema no país.

Independente – No negócio independente, o empreendedor precisa desenvolver o produto, testar sua aceitação no mercado e gerar uma demanda por ele, o que pode levar vários anos.

Por outro lado, o franchising oferece um produto já aprovado pelo consumidor, mas cobra royalties por isso.

Autonomia – No franchising, a autonomia é reduzida, já que o franqueado é obrigado a obedecer às normas estabelecidas pela companhia franqueadora.

Em contrapartida, o empresário independente tem liberdade para moldar seu negócio de acordo com a demanda de mercado.

Assim, é equivocada a idéia de que qualquer pessoa pode se transformar em um franqueado, o que confere destacada importância às análises vocacionais feitas pelos franqueadores antes de admitir um novo parceiro de negócios.

Relacionamento – Para o bem do sistema, o relacionamento entre franqueadores e franqueados evoluiu consideravelmente nos últimos anos, principalmente nas redes da chamada quarta geração, que adotaram o conceito de Learning Network Franchising.

Conhecidas como Redes de Aprendizado Contínuo, permitem participação ativa dos franqueados no processo de tomada de decisão.

“Nessas redes, o trabalho em grupo não é só permitido, mas também estimulado”, explica Silva Júnior.

Diretora de uma unidade da rede de ensino de idiomas PBF (Pink and Blue Freedom) em Santo André há 15 anos, a empresária Vera Lúcia de Gusmão sabe bem o que é isso.

“Nossa relação com o franqueador é muito cordata. Felizmente, temos mais liberdade de ação do que em outras franquias do ramo. Para se ter uma idéia, há franqueadores que proíbem o uso de qualquer material didático em sala de aula que não seja o da marca”, exemplifica Vera.

Preços – A empresária garante que cada unidade tem permissão para estabelecer seus respectivos preços. “Como uma escola situada em Moema (bairro nobre da Capital) pode praticar o mesmo preço de outra localizada em uma cidade da periferia?”, questiona.

Outra prova da liberdade proporcionada pela PBF é o curso voltado para a terceira idade, que Vera criou na região em 1999.

“É interessante observar as particularidades dessa turma... Os interesses são diferentes de quem estuda idioma por exigência profissional”, diz a empresária, que viu sua iniciativa ser adotada em outras unidades da rede.


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Franquia: prós e contras do formato

Anderson Amaral
Do Diário do Grande ABC

04/11/2006 | 19:50


O empresário Roberto Kioshe Higa está no ramo de drogarias desde 1987, quando abriu a Arte de Formular, no Bairro Jardim, em Santo André. Depois que a proposta inicial – farmácia de manipulação – foi abandonada, o estabelecimento começou a prosperar.

Higa vislumbrou a possibilidade de abrir um segundo negócio. “Percebi que o mercado estava se modificando e que, como um empresário independente, teria dificuldade para competir com as grandes redes”, recorda-se.

Foi então que, em 1996, Higa abriu uma franquia da rede Farmais, a segunda da marca no Grande ABC, distante poucos metros do primeiro negócio. Ele explica o que diferencia os clientes dos dois estabelecimentos: “Na Arte de Formular tenho uma clientela fiel, enquanto na franquia dependo do consumidor que passa (pela rua das Figueiras) e vê a marca”.

Atualmente, a unidade Farmais garante 70% do faturamento somado dos dois negócios, mas o empresário admite que o formato de franchising também tem lá seus problemas.

“Com a franquia, consigo preços mais baixos, mas os royalties aumentam meus custos. Na farmácia independente, a estrutura é mais enxuta, mas perco os ganhos de escala. No final das contas, o consumidor não percebe grande diferença entre os preços de um e de outro estabelecimento”, resume.

Referência – Com um pé no sistema de franchising e outro em um negócio independente, Higa poderia muito bem servir de referência para outros empreendedores que estão em dúvida quanto ao formato que querem dar a suas empresas.

Na prática, a decisão depende basicamente do perfil do empresário, ou seja, do nível de autonomia desejado e de sua disposição para correr riscos.

“Geralmente, o franqueado valoriza a segurança e está disposto a seguir regras. Por outro lado, o empreendedor independente admite correr riscos e, se não quiser assumi-los, dificilmente vai conseguir prosperar no negócio”, explica João Baptista da Silva Júnior, diretor de cursos e eventos da ABF (Associação Brasileira de Franchising), que promove o desenvolvimento do sistema no país.

Independente – No negócio independente, o empreendedor precisa desenvolver o produto, testar sua aceitação no mercado e gerar uma demanda por ele, o que pode levar vários anos.

Por outro lado, o franchising oferece um produto já aprovado pelo consumidor, mas cobra royalties por isso.

Autonomia – No franchising, a autonomia é reduzida, já que o franqueado é obrigado a obedecer às normas estabelecidas pela companhia franqueadora.

Em contrapartida, o empresário independente tem liberdade para moldar seu negócio de acordo com a demanda de mercado.

Assim, é equivocada a idéia de que qualquer pessoa pode se transformar em um franqueado, o que confere destacada importância às análises vocacionais feitas pelos franqueadores antes de admitir um novo parceiro de negócios.

Relacionamento – Para o bem do sistema, o relacionamento entre franqueadores e franqueados evoluiu consideravelmente nos últimos anos, principalmente nas redes da chamada quarta geração, que adotaram o conceito de Learning Network Franchising.

Conhecidas como Redes de Aprendizado Contínuo, permitem participação ativa dos franqueados no processo de tomada de decisão.

“Nessas redes, o trabalho em grupo não é só permitido, mas também estimulado”, explica Silva Júnior.

Diretora de uma unidade da rede de ensino de idiomas PBF (Pink and Blue Freedom) em Santo André há 15 anos, a empresária Vera Lúcia de Gusmão sabe bem o que é isso.

“Nossa relação com o franqueador é muito cordata. Felizmente, temos mais liberdade de ação do que em outras franquias do ramo. Para se ter uma idéia, há franqueadores que proíbem o uso de qualquer material didático em sala de aula que não seja o da marca”, exemplifica Vera.

Preços – A empresária garante que cada unidade tem permissão para estabelecer seus respectivos preços. “Como uma escola situada em Moema (bairro nobre da Capital) pode praticar o mesmo preço de outra localizada em uma cidade da periferia?”, questiona.

Outra prova da liberdade proporcionada pela PBF é o curso voltado para a terceira idade, que Vera criou na região em 1999.

“É interessante observar as particularidades dessa turma... Os interesses são diferentes de quem estuda idioma por exigência profissional”, diz a empresária, que viu sua iniciativa ser adotada em outras unidades da rede.

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