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Acqua emprega aliados derrotados


Sergio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

15/02/2006 | 07:59


O Instituto Acqua emprega na Prefeitura de Santo André 16 candidatos a vereador derrotados nas urnas em 2000 e 2004 no município. Os empregados são filiados a partidos que apóiam a administração João Avamileno (PT). ONG com sede em Ribeirão Pires, o Acqua mantém convênios com a Prefeitura de Santo André para serviços na área de saúde pública. No final do ano passado, o Diário publicou denúncias de supostas irregularidades na contratação de funcionários, como indicações de familiares de parlamentares governistas. Diante das acusações, o MP (Ministério Público) pediu informações ao Executivo (leia texto ao lado). A Prefeitura não se manifestou sobre a nova lista.

Segundo dados da ONG, 560 pessoas trabalham em diversos órgãos municipais, como o Departamento de Vigilância e UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Vereadores de oposição afirmam que o Acqua é “moeda de troca” do Executivo andreense para abrigar aliados no governo municipal.

Da lista de 16 nomes, seis candidataram-se à uma vaga no Legislativo de Santo André pelo PHS, quatro pelo PDT e os demais pelo PT, PPS, PV, PMN, PMDB e PSTU. O vereador Marcos Madeiros (PSDB), que listou as pessoas baseado em informações do próprio instituto, diz que não há como não associar as nomeações à ação política da Prefeitura. “O Acqua é uma ONG usada pela administração para acomodar os aliados de forma remunerada”, critica Medeiros que deve apresentar denúncia ao MP nos próximos dias.

Em nota oficial, o Acqua informou que “as contratações são feitas mediante consulta ao banco de dados de currículos e entrevistas, dependendo do perfil técnico exigido pelo técnico”. A nota acrescenta que o instituto “não indaga sobre aptidões e inclinações políticas, raciais e religiosas e qualquer outro aspecto que possa discriminar o candidato ao emprego”.

Um dos nomes da lista, o petista Nelonio Miguel Filho, que foi candidato a vereador em 2004, é agente administrativo da Unidade de Saúde do Parque Miami. O ex-candidato disse ao Diário que foi contratado pela ONG após encaminhar currículo. O secretário de Governo de Santo André Mário Maurici de Moraes não comentou a lista divulgada pelo tucano.

Câmara – Familiares de vereadores aliados da administração também estão na lista de funcionários do Acqua, segundo nomes divulgados no final do ano passado. São eles: Sargento Juliano (PMDB), que indicou o irmão e a sobrinha; José Montoro Filho (PT), o Montorinho, a filha, e Itamar Fernandes (PFL), o filho.

Sargento Juliano chegou a confirmar ao Diário que entregou uma lista de nomes por participar do governo, mas voltou atrás alegando que havia se expressado mal. Segundo a nova versão, ele havia entregue currículos na rua Igarapava, onde o Instituto Acqua fazia seleção para vagas a serem preenchidas.

A mesma explicação foi dada pelos vereadores Montorinho e Itamar Fernandes. O petista disse que sua filha, que está no 3º ano de Fisioterapia, soube da seleção do Acqua para trabalhar no Centro Hospitalar Municipal, fez a prova e depois de 15 dias a chamaram. “Foi espontânea vontade dela”, explicou o vereador, que garantiu não ter interferido na contratação. O pefelista afirmou a mesma coisa de seu filho.


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Acqua emprega aliados derrotados

Sergio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

15/02/2006 | 07:59


O Instituto Acqua emprega na Prefeitura de Santo André 16 candidatos a vereador derrotados nas urnas em 2000 e 2004 no município. Os empregados são filiados a partidos que apóiam a administração João Avamileno (PT). ONG com sede em Ribeirão Pires, o Acqua mantém convênios com a Prefeitura de Santo André para serviços na área de saúde pública. No final do ano passado, o Diário publicou denúncias de supostas irregularidades na contratação de funcionários, como indicações de familiares de parlamentares governistas. Diante das acusações, o MP (Ministério Público) pediu informações ao Executivo (leia texto ao lado). A Prefeitura não se manifestou sobre a nova lista.

Segundo dados da ONG, 560 pessoas trabalham em diversos órgãos municipais, como o Departamento de Vigilância e UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Vereadores de oposição afirmam que o Acqua é “moeda de troca” do Executivo andreense para abrigar aliados no governo municipal.

Da lista de 16 nomes, seis candidataram-se à uma vaga no Legislativo de Santo André pelo PHS, quatro pelo PDT e os demais pelo PT, PPS, PV, PMN, PMDB e PSTU. O vereador Marcos Madeiros (PSDB), que listou as pessoas baseado em informações do próprio instituto, diz que não há como não associar as nomeações à ação política da Prefeitura. “O Acqua é uma ONG usada pela administração para acomodar os aliados de forma remunerada”, critica Medeiros que deve apresentar denúncia ao MP nos próximos dias.

Em nota oficial, o Acqua informou que “as contratações são feitas mediante consulta ao banco de dados de currículos e entrevistas, dependendo do perfil técnico exigido pelo técnico”. A nota acrescenta que o instituto “não indaga sobre aptidões e inclinações políticas, raciais e religiosas e qualquer outro aspecto que possa discriminar o candidato ao emprego”.

Um dos nomes da lista, o petista Nelonio Miguel Filho, que foi candidato a vereador em 2004, é agente administrativo da Unidade de Saúde do Parque Miami. O ex-candidato disse ao Diário que foi contratado pela ONG após encaminhar currículo. O secretário de Governo de Santo André Mário Maurici de Moraes não comentou a lista divulgada pelo tucano.

Câmara – Familiares de vereadores aliados da administração também estão na lista de funcionários do Acqua, segundo nomes divulgados no final do ano passado. São eles: Sargento Juliano (PMDB), que indicou o irmão e a sobrinha; José Montoro Filho (PT), o Montorinho, a filha, e Itamar Fernandes (PFL), o filho.

Sargento Juliano chegou a confirmar ao Diário que entregou uma lista de nomes por participar do governo, mas voltou atrás alegando que havia se expressado mal. Segundo a nova versão, ele havia entregue currículos na rua Igarapava, onde o Instituto Acqua fazia seleção para vagas a serem preenchidas.

A mesma explicação foi dada pelos vereadores Montorinho e Itamar Fernandes. O petista disse que sua filha, que está no 3º ano de Fisioterapia, soube da seleção do Acqua para trabalhar no Centro Hospitalar Municipal, fez a prova e depois de 15 dias a chamaram. “Foi espontânea vontade dela”, explicou o vereador, que garantiu não ter interferido na contratação. O pefelista afirmou a mesma coisa de seu filho.

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