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Recreação e cultura custam pouco no ABC, mas cuidado


William Glauber
Do Diário do Grande ABC

08/04/2006 | 09:53


Reunir amigos ou familiares para se divertir no Grande ABC ficou mais caro em março. Pesquisa mensal da inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) do Inpes/Imes (Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano) aponta aumento médio de 1% nos itens que compõem o subgrupo Recreação e Cultura no ABC, ante crescimento de 0,40% em fevereiro deste ano. No mês, o índice geral ficou em 0,24%.

Análise detalhada dos itens do subgrupo Recreação e Cultura, no entanto, revela que o lazer nas sete cidades mantém preços estáveis. Na verdade, o elemento que tem encarecido o entretenimento no ABC, principalmente para a classe média, são as altas constantes nos preços dos combustíveis. Neste período, o litro do álcool registrou aumento de 13% e o da gasolina, de 3,59%.

Mas afinal, o que tem a ver o preço dos combustíveis com o encarecimento da diversão na região? Absolutamente, tudo. O economista do Inpes/Imes Lúcio Flávio Dantas explica que a composição do índice referente ao subgrupo Diversão e Cultura – que pertence ao grupo Despesas Pessoais –, recebe fortes influências das variações de preços dos combustíveis. "O subgrupo é composto por gastos com álcool ou gasolina para efeito de locomoção", afirma.

Dantas explica que, na prática, as pessoas acabam gastando mais com entretenimento sem perceber. Viagens para a Baixada Santista ou deslocamentos para programas de lazer na Capital pesam bastante no orçamento doméstico de quem possui veículo próprio. "Por conta da proximidade geográfica, consideramos os gastos com pequenas viagens para essas regiões a fim de compor o índice de inflação do Grande ABC", detalha.

Nesse caso, a força dos combustíveis (no aumento de 1%) na Recreação e Cultura na região é expressiva. A variação do índice dos combustíveis dentro do subgrupo foi de 7,64% no mês passado, enquanto outros itens, como preço do cinema, custos com mensalidades de clubes e gastos na aquisição de CDs, por exemplo, mantiveram-se praticamente inalterados no período. "Esses itens apresentaram oscilações pequenas que não justificam qualquer preocupação", avalia Dantas.

Para abril, o subgrupo Recreação e Cultura deve se estabilizar, segundo previsão do economista do Inpes/Imes. "Agora, as influências de gastos com férias é menor, e as pessoas tocam a vida de forma mais normal, sem agitação. O que vai influenciar novamente o aumento dos gastos com entretenimento será o comportamento futuro dos preços dos combustíveis", prevê.

Causas – Dantas explica que dois fatores econômicos influenciaram fortemente no aumento dos preços dos combustíveis no país. O primeiro foi o crescimento da demanda de álcool combustível por conta do aumento da venda dos veículos flex. O segundo foram as medidas do governo para tentar conter a expansão progressiva do preço do produto nas bombas, como a redução de álcool anidro na gasolina, de 25% para 20%.

Longa Distância – Gastos com viagens de longa distância, para outros Estados ou países, não entram no cálculo da inflação do subgrupo Diversão e Cultura da região. Segundo Dantas, esse tipo de lazer difere, e muito, de uma ida ao cinema ou praia. "Ir a outro país ou Estado precisa de planejamento. Por isso, não captamos, nesse caso, as viagens de ônibus ou avião", justifica.



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Recreação e cultura custam pouco no ABC, mas cuidado

William Glauber
Do Diário do Grande ABC

08/04/2006 | 09:53


Reunir amigos ou familiares para se divertir no Grande ABC ficou mais caro em março. Pesquisa mensal da inflação medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) do Inpes/Imes (Instituto de Pesquisas da Universidade Municipal de São Caetano) aponta aumento médio de 1% nos itens que compõem o subgrupo Recreação e Cultura no ABC, ante crescimento de 0,40% em fevereiro deste ano. No mês, o índice geral ficou em 0,24%.

Análise detalhada dos itens do subgrupo Recreação e Cultura, no entanto, revela que o lazer nas sete cidades mantém preços estáveis. Na verdade, o elemento que tem encarecido o entretenimento no ABC, principalmente para a classe média, são as altas constantes nos preços dos combustíveis. Neste período, o litro do álcool registrou aumento de 13% e o da gasolina, de 3,59%.

Mas afinal, o que tem a ver o preço dos combustíveis com o encarecimento da diversão na região? Absolutamente, tudo. O economista do Inpes/Imes Lúcio Flávio Dantas explica que a composição do índice referente ao subgrupo Diversão e Cultura – que pertence ao grupo Despesas Pessoais –, recebe fortes influências das variações de preços dos combustíveis. "O subgrupo é composto por gastos com álcool ou gasolina para efeito de locomoção", afirma.

Dantas explica que, na prática, as pessoas acabam gastando mais com entretenimento sem perceber. Viagens para a Baixada Santista ou deslocamentos para programas de lazer na Capital pesam bastante no orçamento doméstico de quem possui veículo próprio. "Por conta da proximidade geográfica, consideramos os gastos com pequenas viagens para essas regiões a fim de compor o índice de inflação do Grande ABC", detalha.

Nesse caso, a força dos combustíveis (no aumento de 1%) na Recreação e Cultura na região é expressiva. A variação do índice dos combustíveis dentro do subgrupo foi de 7,64% no mês passado, enquanto outros itens, como preço do cinema, custos com mensalidades de clubes e gastos na aquisição de CDs, por exemplo, mantiveram-se praticamente inalterados no período. "Esses itens apresentaram oscilações pequenas que não justificam qualquer preocupação", avalia Dantas.

Para abril, o subgrupo Recreação e Cultura deve se estabilizar, segundo previsão do economista do Inpes/Imes. "Agora, as influências de gastos com férias é menor, e as pessoas tocam a vida de forma mais normal, sem agitação. O que vai influenciar novamente o aumento dos gastos com entretenimento será o comportamento futuro dos preços dos combustíveis", prevê.

Causas – Dantas explica que dois fatores econômicos influenciaram fortemente no aumento dos preços dos combustíveis no país. O primeiro foi o crescimento da demanda de álcool combustível por conta do aumento da venda dos veículos flex. O segundo foram as medidas do governo para tentar conter a expansão progressiva do preço do produto nas bombas, como a redução de álcool anidro na gasolina, de 25% para 20%.

Longa Distância – Gastos com viagens de longa distância, para outros Estados ou países, não entram no cálculo da inflação do subgrupo Diversão e Cultura da região. Segundo Dantas, esse tipo de lazer difere, e muito, de uma ida ao cinema ou praia. "Ir a outro país ou Estado precisa de planejamento. Por isso, não captamos, nesse caso, as viagens de ônibus ou avião", justifica.

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