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Reaçao faz FHC amenizar crítica


Do Diário do Grande ABC

23/06/1999 | 00:30


Em meio a um clima de rebeliao no Congresso, o porta-voz do Palácio do Planalto, Georges Lamazière, negou ontem que o presidente Fernando Henrique Cardoso tenha reclamado do andamento das votaçoes no Parlamento, como afirmou na segunda-feira o ministro das Comunicaçoes, Pimenta da Veiga. "Ele nao fez, de forma alguma, crítica mais aprofundada do andamento dos trabalhos do Legislativo e tem certeza de que os líderes estao empenhados na tramitaçao mais rápida de projetos como o da Lei de Responsabilidade Fiscal e a reforma tributária", disse.  

As declaraçoes de Pimenta e o discurso no qual Fernando Henrique disse que a tolerância com as críticas de aliados às suas decisoes "chegou ao limite" deram origem a nova crise entre os partidos aliados. O PSDB ficou isolado na defesa do presidente e do ministro, alvos de uma saraivada de críticas do PFL e do PMDB.  "O presidente tem sido correto com o Congresso, mas nao foi feliz nessas declaraçoes, e o ministro Pimenta desta vez pisou na bola. O coordenador político que ia acabar com as crises gera mais uma crise", afirmou o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE). "Só faltava essa: o Pimenta criar mais uma crise entre o Executivo e o Legislativo", disse.  

O presidente da comissao especial da reforma tributária, Germano Rigotto (PMDB-RS), também reagiu asperamente às críticas do ministro - em nome do presidente - à "paralisia" do Congresso. "Só quem nao conhece o Legislativo, ou nao acompanha o que está sendo feito pode sair dizendo esses absurdos", afirmou Rigotto.  Para a oposiçao, o governo foi oportunista ao atacar o Congresso. "Os chefes dos poderes deveriam ter mais responsabilidade e nao brincar de crise, senao ela vira realidade. Há um vazio político e uma disputa para ver quem governa o país: se o Supremo Tribunal Federal, se o senador Antonio Carlos Magalhaes ou se o governo", disse o líder do PT na Câmara, José Genoíno (SP).  

Segundo Lamazière, o relato de Pimenta sobre a "paralisia" do Congresso pode ser equiparado a qualquer crítica de parlamentares à atuaçao do governo federal. "A avaliaçao que o presidente fez nao foi a do andamento do Congresso nesses últimos dias, mas sim a de que tem recebido o apoio do Congresso, e nao há nenhum motivo para se pensar ou para se fabricar crise a partir disso."  

O porta-voz, no entanto, desautorizou Pimenta ao afirmar que, diferentemente do ministro, Fernando Henrique nao vê necessidade de uma reuniao conjunta de todos os líderes para definir uma pauta de trabalhos do Congresso para o segundo semestre.  Lamazière tratou ainda de desmentir a interpretaçao segundo a qual o discurso do presidente foi uma reaçao à polêmica sobre a indicaçao do novo diretor da Polícia Federal. Conforme o porta-voz, Fernando Henrique considera que "nunca houve disputa política entre aliados pelo cargo".



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Reaçao faz FHC amenizar crítica

Do Diário do Grande ABC

23/06/1999 | 00:30


Em meio a um clima de rebeliao no Congresso, o porta-voz do Palácio do Planalto, Georges Lamazière, negou ontem que o presidente Fernando Henrique Cardoso tenha reclamado do andamento das votaçoes no Parlamento, como afirmou na segunda-feira o ministro das Comunicaçoes, Pimenta da Veiga. "Ele nao fez, de forma alguma, crítica mais aprofundada do andamento dos trabalhos do Legislativo e tem certeza de que os líderes estao empenhados na tramitaçao mais rápida de projetos como o da Lei de Responsabilidade Fiscal e a reforma tributária", disse.  

As declaraçoes de Pimenta e o discurso no qual Fernando Henrique disse que a tolerância com as críticas de aliados às suas decisoes "chegou ao limite" deram origem a nova crise entre os partidos aliados. O PSDB ficou isolado na defesa do presidente e do ministro, alvos de uma saraivada de críticas do PFL e do PMDB.  "O presidente tem sido correto com o Congresso, mas nao foi feliz nessas declaraçoes, e o ministro Pimenta desta vez pisou na bola. O coordenador político que ia acabar com as crises gera mais uma crise", afirmou o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE). "Só faltava essa: o Pimenta criar mais uma crise entre o Executivo e o Legislativo", disse.  

O presidente da comissao especial da reforma tributária, Germano Rigotto (PMDB-RS), também reagiu asperamente às críticas do ministro - em nome do presidente - à "paralisia" do Congresso. "Só quem nao conhece o Legislativo, ou nao acompanha o que está sendo feito pode sair dizendo esses absurdos", afirmou Rigotto.  Para a oposiçao, o governo foi oportunista ao atacar o Congresso. "Os chefes dos poderes deveriam ter mais responsabilidade e nao brincar de crise, senao ela vira realidade. Há um vazio político e uma disputa para ver quem governa o país: se o Supremo Tribunal Federal, se o senador Antonio Carlos Magalhaes ou se o governo", disse o líder do PT na Câmara, José Genoíno (SP).  

Segundo Lamazière, o relato de Pimenta sobre a "paralisia" do Congresso pode ser equiparado a qualquer crítica de parlamentares à atuaçao do governo federal. "A avaliaçao que o presidente fez nao foi a do andamento do Congresso nesses últimos dias, mas sim a de que tem recebido o apoio do Congresso, e nao há nenhum motivo para se pensar ou para se fabricar crise a partir disso."  

O porta-voz, no entanto, desautorizou Pimenta ao afirmar que, diferentemente do ministro, Fernando Henrique nao vê necessidade de uma reuniao conjunta de todos os líderes para definir uma pauta de trabalhos do Congresso para o segundo semestre.  Lamazière tratou ainda de desmentir a interpretaçao segundo a qual o discurso do presidente foi uma reaçao à polêmica sobre a indicaçao do novo diretor da Polícia Federal. Conforme o porta-voz, Fernando Henrique considera que "nunca houve disputa política entre aliados pelo cargo".

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