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Preval: Constituição autoriza a volta de Aristide ao Haiti


Da AFP

22/02/2006 | 17:13


O presidente eleito do Haiti, René Preval, declarou nesta quarta-feira que a Constituição autoriza o retorno ao país do presidente Jean Bertrand Aristide, que foi derrubado e vive no exílio há dois anos na África do Sul.

"Minha posição sobre o presidente Aristide e sobre qualquer outro cidadão haitiano é simples, já que o artigo da Constituição é claro: nenhum haitiano tem necessidade de um visto para entrar ou sair do país", afirmou Préval durante sua primeira coletiva à imprensa desde sua eleição em 7 de fevereiro.

O ex-presidente haitiano Jean Bertrand Aristide, 52 anos, havia defendido horas antes, a partir da África do Sul, seu "direito" de voltar em breve a seu país, onde quer ser "um cidadão" normal e se dedicar "à educação". "Tenho o direito de regressar", declarou o ex-chefe de Estado, de 52 anos, numa entrevista concedida a várias agências de imprensa internacionais.

Ao ser ouvido sobre as reticências em relação a seu retorno, o ex-presidente disse que não se podia "impedir alguém de voltar a seu país, quando a Constituição diz claramente que não aceita o exílio".

Os Estados Unidos, que afirmam estar dispostos a trabalhar com o novo presidente haitiano, René Préval, eleito no dia 7 de fevereiro, não se pronunciou abertamente contra um eventual retorno de Aristide. Mas o governo americano repete incessantemente que ele é "um homem do passado".

Obrigado por uma insurreição armada a abandonar o Haiti em fevereiro de 2004, Aristide reside desde maio de 2004 em Pretória. Na terça-feira, ele anunciou numa entrevista à rádio-televisão pública sul-africana SABC sua intenção de voltar ao país "o mais cedo possível".

Quando os jornalistas pediram que fosse mais preciso, explicou que a data de seu retorno deve ser decidida entre René Préval, ele próprio e a ONU (Organização das Nações Unidas). Embora não tenha dito explicitamente que não voltará à política no Haiti, Aristide disse que quer ser "um cidadão como os outros" e "se dedicar à educação", à qual esteve ligado durante toda a vida. "Estou convencido de que posso servir a meu país sem ser (...) presidente", disse Aristide.



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