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Dirigente do PT esfria manobra de Saulo

Prefeito eleito de Ribeirão admite que aliança fica complicada após o partido se declarar oposição


Cynthia Tavares
Do Diário do Grande ABC

09/11/2012 | 06:25


 

A articulação do PMDB de Ribeirão Pires para conquistar o PT como aliado minguou após o presidente do diretório petista na cidade, Antônio Carlos Pereira de Souza, o Carlão, declarar ao Diário que a legenda será oposição ao prefeito eleito, Saulo Benevides (PMDB).

O peemedebista disse que o dirigente do PT "jogou um balde de água fria" na manobra capitaneada pelos interlocutores do futuro governo. "Esperava uma aliança, mas parece que eles só concordam em ser oposição", criticou Saulo.

A matemática usada pelo próximo chefe do Executivo para atrair os petistas era simples. O vereador José Nelson de Barros (PSD) seria nomeado secretário de Meio Ambiente e Saneamento Básico. Como o PSD coligou com o PT, a subida do parlamentar para o primeiro escalão abriria vaga para Elzinha (parlamentar de 2001 a 2008). O regresso deixaria a bancada petista com dois integrantes - Renato Foresto (PT) foi eleito com 631 votos.

Em troca da secretaria, Saulo cobrou o ingresso do PT na ala governista. Porém, Carlão declarou que a legenda não aceitará a oferta, pois as propostas apresentadas pelo peemedebista não contemplam o projeto apresentado pelo seu partido na campanha eleitoral.

O peemedebista destacou que manterá conversas com o PT e ressaltou a aliança das siglas em âmbito nacional, fato que ainda é considerado como trunfo para amarrar os petistas. "Apesar da entrevista do Carlão, vou procurar o partido para conversar", ratificou Saulo.

Além de buscar diálogo com o comando municipal, o próximo prefeito procurará diretamente Foresto e Elzinha. Para interlocutores, o chefe do Executivo eleito frisou que aposta na fidelidade da ex-vereadora petista na votação dos projetos, mas que tem medo da forma como o PT enquadrará seus vereadores.

 

COBRANÇA

Problemas petistas à parte, Saulo precisa conter a ansiedade de Zé Nelson. O pessedista se animou com a ideia de ser secretário e agora tem corrido por fora para garantir seu espaço no Executivo.

Durante as sessões legislativas se tornou comum o pessedista tratar de assuntos ao pé do ouvido do prefeito eleito e de Koiti Takaki, futuro secretário de Governo. Zé Nelson bate o pé pela vaga - que teria sido prometida na campanha - independentemente da composição com o PT.

Contudo, Zé Nelson também precisa conversar com seu partido, que não gostou nada da ideia de ele se aliar ao governo peemedebista antes mesmo do início da gestão.

 

Koiti e Nonô marcam o início da transição para o dia 22

 

Koiti Takaki, comandante da equipe de transição em Ribeirão Pires, marcou para o dia 22 a primeira reunião com o grupo do prefeito Clóvis Volpi (PV). O encontro será no gabinete do secretário de Governo, Nonô Nardelli (PR).

Ao contrário do que tinha afirmado após a eleição, Saulo Benevides (PMDB) não irá participar do processo de mudança. "Optei por deixar o pessoal mais técnico", alegou o peemedebista.

Porém, a equipe conta que cuidará dos trâmites com quadros políticos. Rubão, vereador eleito pelo PMDB, comandará o processo na Saúde. Apesar do ofício limitar a equipe em três integrantes de cada lado, a futura gestão definiu seis nomes.

Além de Koiti e Rubão, foram escalados Rosana de Lucca (Jurídico), José de Lucca (Administração), José Carlos Agnello (Finanças) e Leo da Apraespi, vice-prefeita eleita, que averiguará o serviço na Educação, Pasta que comandará a partir de 1º de janeiro.

Nonô destacou a análise dos serviços emergenciais para evitar colapso. "A preocupação deve ser com o trabalho da Saúde e da Educação. O mandato muda, mas esses setores são contínuos e não podem ser interrompidos", alertou.

 

 



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