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Alckmin cogita tratar água do Rio Pinheiros e levar à Billings

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em Diadema, governador cita estudo para bombear 15 m³/s à represa do Grande ABC


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/03/2015 | 07:00


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem, durante inauguração de reservatório no bairro Inamar, em Diadema, que está em curso estudo para limpar as águas do Rio Pinheiros, na Capital, para despejá-las na Represa Billings, no Grande ABC. Ainda em fase preliminar, o projeto pode ser adotado até o fim do ano e serviria para aumentar a capacidade de armazenamento da represa como forma de auxiliar o abastecimento da Região Metropolitana em período de secas e também para reduzir a dependência do Sistema Cantareira.

Em discussão entre Secretaria do Estado de Saneamento e Recursos Hídricos e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a proposta utilizaria técnica de flotagem “aprimorada” para limpeza do Rio Pinheiro antes da transferência à Represa Billings – a flotagem consiste na aglutinação de dejetos para melhor remoção. Seriam transportados 15 metros cúbicos por segundo de água tratada do rio que passa pela Capital ao reservatório localizado na região.

“O doutor Jerson Kelman (presidente da Sabesp) e o doutor Benedito Braga (secretário de Recursos Hídricos) estão estudando fazer tratamento de flotação mais aprimorado para poder bombear o Pinheiros limpo. E teremos ganho duplo: uma parte vai para abastecimento de água e outra para gerar energia elétrica em Henry Borden (localizada em Cubatão, no Litoral). A geração de energia pagaria o investimento”, adiantou Alckmin.

A Represa Billings, na qual está inserido o Sistema Rio Grande, já é utilizada pelo governo do Estado para abastecimento de vários pontos da Região Metropolitana por causa da crise hídrica, que chegou ao seu auge no ano passado, atingindo essencialmente os sistemas Cantareira e Alto Tietê (principais fontes de água para moradores da Capital). Duas cotas de volume morto precisaram ser resgatadas no Sistema Cantareira, em caráter emergencial. Ontem, as cinco represas que atendem 6,2 milhões de pessoas tinham 11,9% da capacidade total.

Alckmin comentou que a Represa Billings tem estoque maior do que todo o Sistema Cantareira. “A Billings é gigante, enorme. Possui 1,2 bilhão de metros cúbicos de água, enquanto todas as represas do Cantareira contam com 972 milhões de metros cúbicos. E ela está em quase 70% da capacidade. O Rio Grande, braço da Billings, é afluente muito importante no abastecimento.”

Benedito Braga classificou como “benefício para todo mundo” a limpeza do Rio Pinheiros e seu bombeamento à Billings. Entretanto, ressaltou que a medida ficaria mesmo somente para o próximo verão.

AUSÊNCIA
O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), não prestigiou Alckmin na inauguração de reservatório no bairro Inamar, gerando clima de mal-estar entre seus secretários municipais e políticos diademenses. Não foi informado onde Lauro estava no momento do ato.



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Alckmin cogita tratar água do Rio Pinheiros e levar à Billings

Em Diadema, governador cita estudo para bombear 15 m³/s à represa do Grande ABC

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

08/03/2015 | 07:00


O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem, durante inauguração de reservatório no bairro Inamar, em Diadema, que está em curso estudo para limpar as águas do Rio Pinheiros, na Capital, para despejá-las na Represa Billings, no Grande ABC. Ainda em fase preliminar, o projeto pode ser adotado até o fim do ano e serviria para aumentar a capacidade de armazenamento da represa como forma de auxiliar o abastecimento da Região Metropolitana em período de secas e também para reduzir a dependência do Sistema Cantareira.

Em discussão entre Secretaria do Estado de Saneamento e Recursos Hídricos e Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a proposta utilizaria técnica de flotagem “aprimorada” para limpeza do Rio Pinheiro antes da transferência à Represa Billings – a flotagem consiste na aglutinação de dejetos para melhor remoção. Seriam transportados 15 metros cúbicos por segundo de água tratada do rio que passa pela Capital ao reservatório localizado na região.

“O doutor Jerson Kelman (presidente da Sabesp) e o doutor Benedito Braga (secretário de Recursos Hídricos) estão estudando fazer tratamento de flotação mais aprimorado para poder bombear o Pinheiros limpo. E teremos ganho duplo: uma parte vai para abastecimento de água e outra para gerar energia elétrica em Henry Borden (localizada em Cubatão, no Litoral). A geração de energia pagaria o investimento”, adiantou Alckmin.

A Represa Billings, na qual está inserido o Sistema Rio Grande, já é utilizada pelo governo do Estado para abastecimento de vários pontos da Região Metropolitana por causa da crise hídrica, que chegou ao seu auge no ano passado, atingindo essencialmente os sistemas Cantareira e Alto Tietê (principais fontes de água para moradores da Capital). Duas cotas de volume morto precisaram ser resgatadas no Sistema Cantareira, em caráter emergencial. Ontem, as cinco represas que atendem 6,2 milhões de pessoas tinham 11,9% da capacidade total.

Alckmin comentou que a Represa Billings tem estoque maior do que todo o Sistema Cantareira. “A Billings é gigante, enorme. Possui 1,2 bilhão de metros cúbicos de água, enquanto todas as represas do Cantareira contam com 972 milhões de metros cúbicos. E ela está em quase 70% da capacidade. O Rio Grande, braço da Billings, é afluente muito importante no abastecimento.”

Benedito Braga classificou como “benefício para todo mundo” a limpeza do Rio Pinheiros e seu bombeamento à Billings. Entretanto, ressaltou que a medida ficaria mesmo somente para o próximo verão.

AUSÊNCIA
O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), não prestigiou Alckmin na inauguração de reservatório no bairro Inamar, gerando clima de mal-estar entre seus secretários municipais e políticos diademenses. Não foi informado onde Lauro estava no momento do ato.

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