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PTB de S.Bernardo cogita ir à Justiça por aliança com Marinho

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Presidente municipal do partido diz que Roberto Jefferson mudou a regra do jogo com a partida andando e cita mandado de segurança como alternativa para manter coligação


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 20:30


A direção do PTB de São Bernardo cogita judicializar o imbróglio, por ora partidário, envolvendo o apoio dado à candidatura do ex-prefeito Luiz Marinho, candidato petista ao Paço. A aliança – que resultou inclusive na indicação da advogada petebista Ana Paula Lupino como vice – foi contestada pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que determinou a anulação da convenção que homologou a parceria.
Presidente do PTB em São Bernardo, o advogado Leandro Piccino disse que “está analisando as medidas cabíveis” e que uma decisão será tirada de reuniões com Marinho e com o deputado estadual Campos Machado, presidente paulista do PTB e fiador do elo eleitoral em São Bernardo.

“Há a possibilidade de que possamos judicializar (com mandado de segurança) a situação, porém, temos que analisar se valerá a pena e se não haverá impacto na campanha de Marinho. Na minha análise, não é justo transferir um problema interno do PTB à campanha de Marinho. Roberto Jefferson mudou a regra do jogo com o jogo andando, isso é péssimo”, discorreu.

O mandado de segurança se escoraria na Lei 9.504/97, conhecida como Lei de Eleições. Em seu artigo 7º, parágrafo 1º, a legislação versa que as normas para escolha dos candidatos precisam ser publicadas, por parte da legenda, no Diário Oficial da União 180 dias antes do pleito – no caso, até o dia 15 de maio. A resolução que Jefferson utilizou para suspender a convenção em São Bernardo – na qual veda alianças com PT, Psol, PCdoB, DEM, PSDB, PDT, Rede, PSB, PCB, PSTU e PCO – foi oficializada no dia 4 de setembro, já fora do prazo que determina a lei.

“Jefferson é um político polêmico e está acenando, claramente, ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Se a alegação de Jefferson, para manter as alianças em Santo André e em Ribeirão Pires (no qual o PTB está ao lado do tucanato), é questão temporal (elos firmados em 2016), ele deve se lembrar que o PTB compôs com o PT, em São Bernardo, nos dois mandatos de Marinho, de 2008 a 2016”, disse Piccino, que emendou que, caso a ação judicial não seja acolhida ou que não haja reversão da decisão, "aceitará a resolução com resignação".

Mais uma vez Campos Machado não retornou aos contatos da equipe do Diário para comentar o caso. 



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PTB de S.Bernardo cogita ir à Justiça por aliança com Marinho

Presidente municipal do partido diz que Roberto Jefferson mudou a regra do jogo com a partida andando e cita mandado de segurança como alternativa para manter coligação

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

21/09/2020 | 20:30


A direção do PTB de São Bernardo cogita judicializar o imbróglio, por ora partidário, envolvendo o apoio dado à candidatura do ex-prefeito Luiz Marinho, candidato petista ao Paço. A aliança – que resultou inclusive na indicação da advogada petebista Ana Paula Lupino como vice – foi contestada pelo presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que determinou a anulação da convenção que homologou a parceria.
Presidente do PTB em São Bernardo, o advogado Leandro Piccino disse que “está analisando as medidas cabíveis” e que uma decisão será tirada de reuniões com Marinho e com o deputado estadual Campos Machado, presidente paulista do PTB e fiador do elo eleitoral em São Bernardo.

“Há a possibilidade de que possamos judicializar (com mandado de segurança) a situação, porém, temos que analisar se valerá a pena e se não haverá impacto na campanha de Marinho. Na minha análise, não é justo transferir um problema interno do PTB à campanha de Marinho. Roberto Jefferson mudou a regra do jogo com o jogo andando, isso é péssimo”, discorreu.

O mandado de segurança se escoraria na Lei 9.504/97, conhecida como Lei de Eleições. Em seu artigo 7º, parágrafo 1º, a legislação versa que as normas para escolha dos candidatos precisam ser publicadas, por parte da legenda, no Diário Oficial da União 180 dias antes do pleito – no caso, até o dia 15 de maio. A resolução que Jefferson utilizou para suspender a convenção em São Bernardo – na qual veda alianças com PT, Psol, PCdoB, DEM, PSDB, PDT, Rede, PSB, PCB, PSTU e PCO – foi oficializada no dia 4 de setembro, já fora do prazo que determina a lei.

“Jefferson é um político polêmico e está acenando, claramente, ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Se a alegação de Jefferson, para manter as alianças em Santo André e em Ribeirão Pires (no qual o PTB está ao lado do tucanato), é questão temporal (elos firmados em 2016), ele deve se lembrar que o PTB compôs com o PT, em São Bernardo, nos dois mandatos de Marinho, de 2008 a 2016”, disse Piccino, que emendou que, caso a ação judicial não seja acolhida ou que não haja reversão da decisão, "aceitará a resolução com resignação".

Mais uma vez Campos Machado não retornou aos contatos da equipe do Diário para comentar o caso. 

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