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Região corta 1.070 vagas registradas

Para especialistas, o fechamento de vagas reflete, entre outros fatores, a crise financeira internacional


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

21/11/2008 | 07:00


O Grande ABC registrou a eliminação de 1.070 empregos formais (com carteira assinada) em outubro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Na avaliação de especialistas, o fechamento de vagas reflete, entre outros fatores, a crise financeira internacional, que gerou falta de crédito e retração na demanda no mercado no País e no Exterior.

O desempenho do indicador no mês passado, que contrasta com os 5.559 postos de trabalho criados em outubro de 2007 na região, foi impulsionado por cortes de vagas em quase todas as sete cidades - a exceção foi São Bernardo, que abriu 252 postos.

Santo André foi o município que mais contribuiu com o saldo negativo da região, ao fechar 628 vagas. "É o início de um quadro de desemprego, fruto da crise financeira que começou nos Estados Unidos e se estendeu para o resto do mundo", disse o diretor titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Shotoku Yamomoto.

O levantamento do Caged mostra que o setor industrial fechou 61 vagas no mês na região, enquanto o comércio abriu 254 e os serviços criaram 390. A perspectiva do dirigente do Ciesp é que a situação se agrave em novembro. "Temos notícia de muitas indústrias ligadas à área automotiva que estão demitindo", afirmou.

Essa também é a expectativa do professor de Economia da Universidade Metodista, Moisés Pais dos Santos. "Pesquisa da Fecomercio aponta que 89% dos paulistanos acreditam que a crise afetará o Brasil. Com isso, o consumidor ficará mais cauteloso", disse.

No entanto, não foi a indústria o principal segmento responsável pelo corte de empregos na região. O ramo da construção eliminou 1.601 vagas no mês, o que tem relação não apenas com a turbulência internacional, mas com outros fatores.

O Pólo Petroquímico do Grande ABC finalizou no início do mês passado obras da Parada de Manutenção, que geraram mais de 5.000 empregos temporários.

A diretora regional do SindusCon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Rosana Carnevalli, avalia que em outubro os reflexos da crise ainda não apareciam no setor. "Mas vamos sentir o impacto. Muitas construtoras estão adiando lançamentos", disse.



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Região corta 1.070 vagas registradas

Para especialistas, o fechamento de vagas reflete, entre outros fatores, a crise financeira internacional

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

21/11/2008 | 07:00


O Grande ABC registrou a eliminação de 1.070 empregos formais (com carteira assinada) em outubro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.

Na avaliação de especialistas, o fechamento de vagas reflete, entre outros fatores, a crise financeira internacional, que gerou falta de crédito e retração na demanda no mercado no País e no Exterior.

O desempenho do indicador no mês passado, que contrasta com os 5.559 postos de trabalho criados em outubro de 2007 na região, foi impulsionado por cortes de vagas em quase todas as sete cidades - a exceção foi São Bernardo, que abriu 252 postos.

Santo André foi o município que mais contribuiu com o saldo negativo da região, ao fechar 628 vagas. "É o início de um quadro de desemprego, fruto da crise financeira que começou nos Estados Unidos e se estendeu para o resto do mundo", disse o diretor titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Shotoku Yamomoto.

O levantamento do Caged mostra que o setor industrial fechou 61 vagas no mês na região, enquanto o comércio abriu 254 e os serviços criaram 390. A perspectiva do dirigente do Ciesp é que a situação se agrave em novembro. "Temos notícia de muitas indústrias ligadas à área automotiva que estão demitindo", afirmou.

Essa também é a expectativa do professor de Economia da Universidade Metodista, Moisés Pais dos Santos. "Pesquisa da Fecomercio aponta que 89% dos paulistanos acreditam que a crise afetará o Brasil. Com isso, o consumidor ficará mais cauteloso", disse.

No entanto, não foi a indústria o principal segmento responsável pelo corte de empregos na região. O ramo da construção eliminou 1.601 vagas no mês, o que tem relação não apenas com a turbulência internacional, mas com outros fatores.

O Pólo Petroquímico do Grande ABC finalizou no início do mês passado obras da Parada de Manutenção, que geraram mais de 5.000 empregos temporários.

A diretora regional do SindusCon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Rosana Carnevalli, avalia que em outubro os reflexos da crise ainda não apareciam no setor. "Mas vamos sentir o impacto. Muitas construtoras estão adiando lançamentos", disse.

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