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Cota de Marinho, Chioro é demitido pelo telefone por Dilma Rousseff

Indicado do prefeito de São Bernardo deixa o Ministério da Saúde; posto ficará com o PMDB


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

30/09/2015 | 07:00


Cota do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), em Brasília, o ministro da Saúde, Arthur Chioro (PT), foi demitido ontem por telefone pela presidente Dilma Rousseff (PT).

À frente da Pasta desde fevereiro do ano passado, Chioro ficará no posto até amanhã, quando será anunciado nova configuração dos ministérios. O comando do setor ficará com o PMDB. O favoritos para o cargo são os deputados federais Manoel Júnior, da Paraíba, e Marcelo Castro, do Piauí.

Chioro foi indicação direta de Marinho para o cargo, em substituição a Alexandre Padilha, que deixou o Planalto em empreitada fracassada pela concorrência ao governo do Estado.

Durante agenda oficial ontem, no Jardim Silvina, o chefe do Executivo são-bernardense tratou com ironia a demissão de seu pupilo político. “O Chioro não saiu (do Ministério). Quando ocorrer, eu falo sobre isso”. Na semana passada, Marinho afirmou “temer barbeiragem” de Dilma com a reforma ministerial.

Além de enfraquecer Marinho em Brasília, a queda de Chioro deixa restrita a representatividade do Grande ABC a Miriam Belchior. De atuação em Santo André, ela preside a Caixa Econômica Federal.

De malas prontas do Planalto, o ainda ministro é um dos cotados para representar o petismo na disputa pela prefeitura de Santos. O atual prefeito santista, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que tentará emplacar reeleição, é o principal rival. Mas seu nome voltou a ser comentado em São Bernardo, já que Tarcisio Secoli, secretário de Serviços Urbanos e escolhido de Marinho, não decola no PT.

Em pouco mais de um ano e meio de trabalho no governo Dilma, Chioro colecionou fracassos e polêmicas. O principal foi o surto de dengue no País. Pesquisa publicada em março mostrou que o Brasil somou 174.676 registros suspeitos da doença, contra 73.135 o mesmo período de 2014, alta de 139%. O aumento no País foi puxado pelo crescimento de casos observado em São Paulo, onde o acréscimo foi de 697%.


SAÍDA CONTURBADA
O desligamento de Chioro ocorre uma semana depois de comunicado à sua equipe de trabalho, em que falou de iminente demissão e que tinha sido “rifado” pela chefe da Nação.

Comenta-se que Dilma teria ficado irritada com as declarações do ministro ao jornal O Estado de S.Paulo com críticas ao custeio do SUS (Sistema Único de Saúde). De acordo com relatos, ela não teria sequer agradecido por seu trabalho no Planalto. A conversa foi em tom frio e direto. Ela teria apenas informado que necessitava do cargo.(com Agências) 



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