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Para Lula, críticos ‘não têm caráter’



17/06/2006 | 12:25


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou nesta sexta de “sem caráter” os políticos que têm feito críticas a ele e ao governo. Quinta, o candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), José Jorge (PFL), disse que Lula “é preguiçoso, viaja e bebe muito”. O mesmo partido usou a publicidade gratuita desta quinta à noite para insinuar que ele integrava o esquema de corrupção denunciado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, como uma “quadrilha que visava manter o PT no poder”.

“Todo dia, aparece alguém para me agredir, possivelmente, porque estas pessoas estão pensando assim: ’Poxa vida, nós estamos governando o Brasil desde que Cabral pôs os pés aqui e não conseguimos fazer (nada). Por que este metalúrgico está fazendo?’”, disse, durante o anúncio de liberação de R$ 74,9 milhões para a erradicação de palafitas e melhorias urbanas de favelas de seis cidades de Pernambuco. A cerimônia foi realizada num palanque improvisado, às margens do Canal da Malária, em Olinda, onde se levantaram as Favelas V8 e V9, um conjunto de estacarias onde famílias inteiras convivem com ratos, fezes e doenças num ambiente fétido.

“Este metalúrgico está fazendo porque tem uma coisa que eles (os políticos que o atacam) não têm”, disse, para uma platéia que, vez por outra, gritava “olê, olê, olá, Lula lá” e “está reeleito”. “Este metalúrgico tem caráter. Este metalúrgico só é o que é não pela quantidade de diplomas que eu tenho ou pelo apoio da elite política brasileira, mas pelo sentimento e pela alma do povo deste país”, afirmou.

Emendou, em seguida, que não perderia tempo com respostas aos detratores. “A eles, que vivem transmitindo ódio todo dia, a eles, que vivem transmitindo inveja e preconceito todo dia, não quero dedicar um minuto, mas, certamente, quero dedicar a vida inteira para ajudar o povo pobre deste país a viver com dignidade e a viver com decência.”

Depois, numa resposta direta aos que dizem que ele não trabalha e viaja muito, Lula desafiou-os. “Onde eles estão? Eu estou aqui, no meio de vocês.” O presidente disse que a oposição vive torcendo para que ele fique nervoso e entre no jogo rasteiro. Para Lula, sempre que for atacado, a resposta será trabalhar mais e dar carinho para a população. “É a gente mostrar mais amor com o povo deste país.” O presidente acrescentou que não fará jogo baixo “porque o povo não merece isso, o povo merece respeito, merece ser tratado com dignidade”.

Lula repetiu o que tem dito sempre nos últimos dias, que a administração federal está cada dia melhor. O presidente disse que as manchetes dos jornais lembravam que, pela primeira vez, os recursos destinados aos pobres é maior do que o PIB (Produto Interno Bruto) chinês. “Pela primeira vez, este povo está comendo, os pobres estão tomando café da manhã, almoçando e jantando. Pela primeira vez, as pessoas estão percebendo que as coisas nos supermercados estão mais baratas, as pessoas estão percebendo que até o material de construção está mais barato.”

Logo pela manhã, Lula inaugurou, no centro do Recife, uma central de teleatendimentos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que empregará cerca de 1,3 mil funcionários de uma empresa terceirizada. O prédio foi inaugurado antes mesmo das reformas. Só o primeiro andar tinha recebido tintura nova. Os empregados começaram a trabalhar nesta sexta.

O presidente estava de cara amarrada. De acordo com assessores do Poder Executivo, ficou irado ao saber do conteúdo da fala de Jorge e da publicidade partidária gratuita do PFL. Nem quis fazer discurso, o que é raro. Quando o governador Mendonça Filho (PFL) encerrou o breve discurso, Lula deu um tapa na perna direita, mostrando toda a impaciência.

Parlamentares aliados do presidente corriam para o defender. O prefeito da capital pernambucana, João Paulo (PT), disse que o candidato do PFL a vice-presidente na chapa de Alckmin tinha sido “garoto de recados do PSDB”; o deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que Jorge é um político de segunda categoria, que “só é capaz de organizar festas de São João, assim mesmo, em Brasília”, e o deputado Inocêncio Oliveira (PL-PE) afirmou que o PFL e o pefelista estão “nervosos”. “Quanto mais eles falam, mais perdem votos. A campanha de Geraldo Alckmin é igual rabo de cavalo, só cresce para baixo”, disse.

Fundo – O presidente Lula anunciou nesta sexta a liberação de R$ 74,9 milhões do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social para seis prefeituras de Pernambuco que apresentarem, rapidamente, projetos de saneamento e recuperação de favelas. O governo mostrou que tem pressa para evitar amarras da Lei Eleitoral, que proíbe assinatura de convênios que visam a repasse de dinheiro após o 1º de julho.

“Corremos contra o tempo. O presidente quer, e nós também, que essas obras se iniciem logo porque assim poderemos passar recursos depois do dia 30”, insistiu o ministro das Cidades, Márcio Fortes. Ele anunciou que o governo tem R$ 1 bilhão para financiar ações destinadas a melhorias habitacionais em comunidades pobres, mas muitas prefeituras não têm projetos prontos.



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Para Lula, críticos ‘não têm caráter’


17/06/2006 | 12:25


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva qualificou nesta sexta de “sem caráter” os políticos que têm feito críticas a ele e ao governo. Quinta, o candidato a vice-presidente na chapa do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), José Jorge (PFL), disse que Lula “é preguiçoso, viaja e bebe muito”. O mesmo partido usou a publicidade gratuita desta quinta à noite para insinuar que ele integrava o esquema de corrupção denunciado pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, como uma “quadrilha que visava manter o PT no poder”.

“Todo dia, aparece alguém para me agredir, possivelmente, porque estas pessoas estão pensando assim: ’Poxa vida, nós estamos governando o Brasil desde que Cabral pôs os pés aqui e não conseguimos fazer (nada). Por que este metalúrgico está fazendo?’”, disse, durante o anúncio de liberação de R$ 74,9 milhões para a erradicação de palafitas e melhorias urbanas de favelas de seis cidades de Pernambuco. A cerimônia foi realizada num palanque improvisado, às margens do Canal da Malária, em Olinda, onde se levantaram as Favelas V8 e V9, um conjunto de estacarias onde famílias inteiras convivem com ratos, fezes e doenças num ambiente fétido.

“Este metalúrgico está fazendo porque tem uma coisa que eles (os políticos que o atacam) não têm”, disse, para uma platéia que, vez por outra, gritava “olê, olê, olá, Lula lá” e “está reeleito”. “Este metalúrgico tem caráter. Este metalúrgico só é o que é não pela quantidade de diplomas que eu tenho ou pelo apoio da elite política brasileira, mas pelo sentimento e pela alma do povo deste país”, afirmou.

Emendou, em seguida, que não perderia tempo com respostas aos detratores. “A eles, que vivem transmitindo ódio todo dia, a eles, que vivem transmitindo inveja e preconceito todo dia, não quero dedicar um minuto, mas, certamente, quero dedicar a vida inteira para ajudar o povo pobre deste país a viver com dignidade e a viver com decência.”

Depois, numa resposta direta aos que dizem que ele não trabalha e viaja muito, Lula desafiou-os. “Onde eles estão? Eu estou aqui, no meio de vocês.” O presidente disse que a oposição vive torcendo para que ele fique nervoso e entre no jogo rasteiro. Para Lula, sempre que for atacado, a resposta será trabalhar mais e dar carinho para a população. “É a gente mostrar mais amor com o povo deste país.” O presidente acrescentou que não fará jogo baixo “porque o povo não merece isso, o povo merece respeito, merece ser tratado com dignidade”.

Lula repetiu o que tem dito sempre nos últimos dias, que a administração federal está cada dia melhor. O presidente disse que as manchetes dos jornais lembravam que, pela primeira vez, os recursos destinados aos pobres é maior do que o PIB (Produto Interno Bruto) chinês. “Pela primeira vez, este povo está comendo, os pobres estão tomando café da manhã, almoçando e jantando. Pela primeira vez, as pessoas estão percebendo que as coisas nos supermercados estão mais baratas, as pessoas estão percebendo que até o material de construção está mais barato.”

Logo pela manhã, Lula inaugurou, no centro do Recife, uma central de teleatendimentos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que empregará cerca de 1,3 mil funcionários de uma empresa terceirizada. O prédio foi inaugurado antes mesmo das reformas. Só o primeiro andar tinha recebido tintura nova. Os empregados começaram a trabalhar nesta sexta.

O presidente estava de cara amarrada. De acordo com assessores do Poder Executivo, ficou irado ao saber do conteúdo da fala de Jorge e da publicidade partidária gratuita do PFL. Nem quis fazer discurso, o que é raro. Quando o governador Mendonça Filho (PFL) encerrou o breve discurso, Lula deu um tapa na perna direita, mostrando toda a impaciência.

Parlamentares aliados do presidente corriam para o defender. O prefeito da capital pernambucana, João Paulo (PT), disse que o candidato do PFL a vice-presidente na chapa de Alckmin tinha sido “garoto de recados do PSDB”; o deputado Fernando Ferro (PT-PE) afirmou que Jorge é um político de segunda categoria, que “só é capaz de organizar festas de São João, assim mesmo, em Brasília”, e o deputado Inocêncio Oliveira (PL-PE) afirmou que o PFL e o pefelista estão “nervosos”. “Quanto mais eles falam, mais perdem votos. A campanha de Geraldo Alckmin é igual rabo de cavalo, só cresce para baixo”, disse.

Fundo – O presidente Lula anunciou nesta sexta a liberação de R$ 74,9 milhões do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social para seis prefeituras de Pernambuco que apresentarem, rapidamente, projetos de saneamento e recuperação de favelas. O governo mostrou que tem pressa para evitar amarras da Lei Eleitoral, que proíbe assinatura de convênios que visam a repasse de dinheiro após o 1º de julho.

“Corremos contra o tempo. O presidente quer, e nós também, que essas obras se iniciem logo porque assim poderemos passar recursos depois do dia 30”, insistiu o ministro das Cidades, Márcio Fortes. Ele anunciou que o governo tem R$ 1 bilhão para financiar ações destinadas a melhorias habitacionais em comunidades pobres, mas muitas prefeituras não têm projetos prontos.

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