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Para levantar da cadeira


Thiago Mariano
do Diário do Grande ABC

01/07/2011 | 07:25


Foi no meio da turnê 'Intimidade Entre Estranhos', baseada em seu último disco, lançado em 2008, que Frejat começou a aventar a hipótese de fazer mais gente feliz em seus shows. "Tive necessidade de algo mais solar, descontraído. O disco foi bem melancólico, senti falta de confraternizar com a plateia", revela o cantor, que estreia amanhã, em apresentação única na Capital, o espetáculo 'A Tal da Felicidade'.

"Você tem que ter um pouco do viés do entretenimento. Tem um público de show que não é atento ao seu trabalho e resolvi, para esses, fazer um repertório para divertir."

Entram músicas de Caetano Veloso (Você Não Entende Nada), Tim Maia, Jorge Ben Jor, Seu Jorge (Carolina), Gang 90, e alguns dos seus sucessos. "A ideia foi pegar momentos da canção brasileira, mas com a preocupação de não fazer nada didático."

A aposta é no primeiro hit das Frenéticas, 'A Tal da Felicidade', que já está nas rádios numa versão que segue o padrão dançante, mas vem com acréscimo do vozeirão de Frejat.

"Pra mim, é a canção que ilustra este espírito para cima. A letra não perdeu a atualidade, apesar de ter mudado um pouco de sentido. Naquele momento, da ditadura, era difícil convocar o povo para a alegria. Ainda mais o Gonzaguinha (autor da música), que sempre se mostrou insatisfeito com o regime. Ele tinha na ironia e nas Frenéticas a oportunidade de dar vazão de uma maneira menos trágica."

O trabalho de Frejat, quase sempre permeado por sua guitarra e por suas composições, não perderá o tom autoral. "O meu lado intérprete busca soluções para a voz e para os arranjos. Quando procuro uma maneira de cantar, acabo imaginanto sonoridade para aquele arranjo naturalmente. Reconstruo a música com a banda, e a gente tenta encontrar uma maneira minha de tocar determinada canção", completa.

Frejat - Show. No Citibank Hall - Avenida dos Jamaris, 213, São Paulo. Tel.: 4003-6464. Amanhã, às 22h. Ingr.: R$ 50 a R$ 120.

Voz e violão estão na lista

Se soa esquisito Frejat incluir ao seu repertório canções que não são de sua fornada, mais estranho ainda será quando lançar o show voz e violão, projeto acalantado ainda para este ano - vale lembrar que nos tempos do Barão Vermelho, o cantor e compositor recusou gravar um 'Acústico MTV' para não pôr de lado sua guitarra.

"Participei de um show que era meio entrevista, bate-papo e música. Toquei 'In My Life', dos Beatles, ficou bem na onda de Johnny Cash, gostei do resultado. Quero pegar canções minhas que ficaram ofuscadas nas gravações e jogar luz nelas com o violão", conta Frejat.

O repertório não está definido, mas o cantor deseja que 'Você se Parece com Todo Mundo' e '50 Receitas', parcerias dele com Cazuza e Leoni, respectivamente, entrem no set list. "São músicas que não têm destaque em comparação às que tocam nos rádios. Acho interessante poder colocá-las em outro contexto."

Frejat conta que a paixão pela guitarra continua. "Eu adoro tocar guitarra, domino e gosto do instrumento. No caso do 'Acústico' com o Barão, teríamos muitos solos de guitarra que teriam de ser substituídos para a condição dinâmica e as nuances necessárias para a canção ficar bonita e com um recado bacana", conta ele, que achou que seria dar uma volta grande para chegar a lugar nenhum. "Acabamos fazendo o 'Balada Barão Vermelho', um disco mais suave, mais cool, no sentido da porrada que é o Barão ao vivo."

SEM DISCO
"Não estou vendo muito sentido em fazer disco. Estava lançando e todo mundo baixava. Faço músicas e vou gravando. 'A Felicidade Bate à Sua Porta' está no meu site para quem quiser. Quando procurarem, eu crio formato físico. Se não vier do público, não vejo sentido em gravar disco."



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Para levantar da cadeira

Thiago Mariano
do Diário do Grande ABC

01/07/2011 | 07:25


Foi no meio da turnê 'Intimidade Entre Estranhos', baseada em seu último disco, lançado em 2008, que Frejat começou a aventar a hipótese de fazer mais gente feliz em seus shows. "Tive necessidade de algo mais solar, descontraído. O disco foi bem melancólico, senti falta de confraternizar com a plateia", revela o cantor, que estreia amanhã, em apresentação única na Capital, o espetáculo 'A Tal da Felicidade'.

"Você tem que ter um pouco do viés do entretenimento. Tem um público de show que não é atento ao seu trabalho e resolvi, para esses, fazer um repertório para divertir."

Entram músicas de Caetano Veloso (Você Não Entende Nada), Tim Maia, Jorge Ben Jor, Seu Jorge (Carolina), Gang 90, e alguns dos seus sucessos. "A ideia foi pegar momentos da canção brasileira, mas com a preocupação de não fazer nada didático."

A aposta é no primeiro hit das Frenéticas, 'A Tal da Felicidade', que já está nas rádios numa versão que segue o padrão dançante, mas vem com acréscimo do vozeirão de Frejat.

"Pra mim, é a canção que ilustra este espírito para cima. A letra não perdeu a atualidade, apesar de ter mudado um pouco de sentido. Naquele momento, da ditadura, era difícil convocar o povo para a alegria. Ainda mais o Gonzaguinha (autor da música), que sempre se mostrou insatisfeito com o regime. Ele tinha na ironia e nas Frenéticas a oportunidade de dar vazão de uma maneira menos trágica."

O trabalho de Frejat, quase sempre permeado por sua guitarra e por suas composições, não perderá o tom autoral. "O meu lado intérprete busca soluções para a voz e para os arranjos. Quando procuro uma maneira de cantar, acabo imaginanto sonoridade para aquele arranjo naturalmente. Reconstruo a música com a banda, e a gente tenta encontrar uma maneira minha de tocar determinada canção", completa.

Frejat - Show. No Citibank Hall - Avenida dos Jamaris, 213, São Paulo. Tel.: 4003-6464. Amanhã, às 22h. Ingr.: R$ 50 a R$ 120.

Voz e violão estão na lista

Se soa esquisito Frejat incluir ao seu repertório canções que não são de sua fornada, mais estranho ainda será quando lançar o show voz e violão, projeto acalantado ainda para este ano - vale lembrar que nos tempos do Barão Vermelho, o cantor e compositor recusou gravar um 'Acústico MTV' para não pôr de lado sua guitarra.

"Participei de um show que era meio entrevista, bate-papo e música. Toquei 'In My Life', dos Beatles, ficou bem na onda de Johnny Cash, gostei do resultado. Quero pegar canções minhas que ficaram ofuscadas nas gravações e jogar luz nelas com o violão", conta Frejat.

O repertório não está definido, mas o cantor deseja que 'Você se Parece com Todo Mundo' e '50 Receitas', parcerias dele com Cazuza e Leoni, respectivamente, entrem no set list. "São músicas que não têm destaque em comparação às que tocam nos rádios. Acho interessante poder colocá-las em outro contexto."

Frejat conta que a paixão pela guitarra continua. "Eu adoro tocar guitarra, domino e gosto do instrumento. No caso do 'Acústico' com o Barão, teríamos muitos solos de guitarra que teriam de ser substituídos para a condição dinâmica e as nuances necessárias para a canção ficar bonita e com um recado bacana", conta ele, que achou que seria dar uma volta grande para chegar a lugar nenhum. "Acabamos fazendo o 'Balada Barão Vermelho', um disco mais suave, mais cool, no sentido da porrada que é o Barão ao vivo."

SEM DISCO
"Não estou vendo muito sentido em fazer disco. Estava lançando e todo mundo baixava. Faço músicas e vou gravando. 'A Felicidade Bate à Sua Porta' está no meu site para quem quiser. Quando procurarem, eu crio formato físico. Se não vier do público, não vejo sentido em gravar disco."

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