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Começa competiçao nos serviços telefônicos de SP


Do Diário do Grande ABC

15/01/2000 | 14:03


Nesta quarta-feira começa oficialmente a tao anunciada competiçao nos serviços telefônicos em Sao Paulo. Na prática, a entrada da empresa espelho da Telefônica, a Vésper Sao Paulo, vai significar uma maior oferta de linhas telefônicas, mas dificilmente haverá uma guerra de preços para beneficiar os consumidores.

O próprio contrato protege a nova empresa da concorrência.

A Telefônica está proibida de reduzir seus preços a níveis inferiores aos cobrados pela Vésper. A Vésper ainda nao divulgou seus preços, mas nas cidades em que a empresa já começou a operar, no início deste mês, os preços eram maiores do que os cobrados pela Telemar. "Queremos fazer a diferença pela qualidade dos serviços, e nao pelo preço", justifica o vice-presidente da Vésper, Rafael Steinhauser. A Vésper Sao Paulo atua no Estado de Sao Paulo, na mesma área da Telefônica e a Vésper, com sede no Rio, atua nos outros Estados da regiao Sudeste, Norte e Nordeste, área da Telemar.

A Vésper Sao Paulo vai oferecer os serviços inicialmente em 15 municípios do Estado - Sao Paulo, Guarulhos, Campinas, Sao José dos Campos, Sao Bernardo do Campo, Santo André, Osasco, Diadema, Mauá, Carapicuíba, Embu, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Barueri e Sao Caetano do Sul. Outras 12 cidades deverao ser atendidas até dezembro deste ano. No próximo ano, devem ser agregados outros 26 municípios, aumentando a área de atuaçao da nova operadora para 53 cidades.

A Vésper Sao Paulo já investiu US$ 400 milhoes no ano passado e planeja gastar mais US$ 300 milhoes este ano e a mesma quantia em 2001. Toda a tecnologia será digital, fornecida pela Lucent Technologies e pela Nortel, que forneceu o equipamento para o Centro de Atendimento ao Consumidor em Campinas.

Apesar da tecnologia de última geraçao empregada, os usuários da Vésper podem ter algumas restriçoes de serviços nos primeiros meses de operaçao. A empresa deve demorar algum tempo para oferecer ligaçoes a cobrar, porque ainda nao concluiu os acordos com as operadoras de outras regioes.

A Telefônica, que comprou a Telesp em agosto de 98 e por enquanto opera sozinha no mercado paulista, também programou investimentos pesados para os próximos anos. A empresa vai investir R$ 3,2 bilhoes este ano na regiao, para ampliaçao e modernizaçao das centrais e instalar mais 2 milhoes de linhas telefônicas. Desde agosto de 98, o número de linhas aumentou de 5,9 milhoes para 8,4 milhoes em dezembro do ano passado.

A empresa nao quer comentar a entrada do concorrente no mercado. Diz apenas que a concorrência já era prevista e nao quer comentar sua estratégia antes que a própria operadora anuncie seus preços e forma de atuaçao. "Estamos esperando as definiçoes da Vésper", diz um diretor da Telefônica.

A coordenadora jurídica do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Flávia Lefèvre, acha que o único benefício imediato para o consumidor será a maior oferta de linhas disponíveis. Como a Vésper ainda nao fez nenhuma divulgaçao de que está entrando no mercado, ela acredita que a empresa vá investir no mercado corporativo, sem se interessar pelo consumidor residencial. Além disso, a própria limitaçao legal, que impede a Telefônica de baixar seus preços num nível inferior ao cobrado pela Vésper, é a garantia de que nao haverá guerra de tarifas. "É um concorrência assimétrica, que protege a empresa que está entrando no mercado agora", diz Flávia.

Um estudo do Idec mostra que em 2005 os serviços estarao custando, em termos reais, 82,8% mais, se os reajustes continuarem no mesmo ritmo de 1999.



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Começa competiçao nos serviços telefônicos de SP

Do Diário do Grande ABC

15/01/2000 | 14:03


Nesta quarta-feira começa oficialmente a tao anunciada competiçao nos serviços telefônicos em Sao Paulo. Na prática, a entrada da empresa espelho da Telefônica, a Vésper Sao Paulo, vai significar uma maior oferta de linhas telefônicas, mas dificilmente haverá uma guerra de preços para beneficiar os consumidores.

O próprio contrato protege a nova empresa da concorrência.

A Telefônica está proibida de reduzir seus preços a níveis inferiores aos cobrados pela Vésper. A Vésper ainda nao divulgou seus preços, mas nas cidades em que a empresa já começou a operar, no início deste mês, os preços eram maiores do que os cobrados pela Telemar. "Queremos fazer a diferença pela qualidade dos serviços, e nao pelo preço", justifica o vice-presidente da Vésper, Rafael Steinhauser. A Vésper Sao Paulo atua no Estado de Sao Paulo, na mesma área da Telefônica e a Vésper, com sede no Rio, atua nos outros Estados da regiao Sudeste, Norte e Nordeste, área da Telemar.

A Vésper Sao Paulo vai oferecer os serviços inicialmente em 15 municípios do Estado - Sao Paulo, Guarulhos, Campinas, Sao José dos Campos, Sao Bernardo do Campo, Santo André, Osasco, Diadema, Mauá, Carapicuíba, Embu, Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba, Barueri e Sao Caetano do Sul. Outras 12 cidades deverao ser atendidas até dezembro deste ano. No próximo ano, devem ser agregados outros 26 municípios, aumentando a área de atuaçao da nova operadora para 53 cidades.

A Vésper Sao Paulo já investiu US$ 400 milhoes no ano passado e planeja gastar mais US$ 300 milhoes este ano e a mesma quantia em 2001. Toda a tecnologia será digital, fornecida pela Lucent Technologies e pela Nortel, que forneceu o equipamento para o Centro de Atendimento ao Consumidor em Campinas.

Apesar da tecnologia de última geraçao empregada, os usuários da Vésper podem ter algumas restriçoes de serviços nos primeiros meses de operaçao. A empresa deve demorar algum tempo para oferecer ligaçoes a cobrar, porque ainda nao concluiu os acordos com as operadoras de outras regioes.

A Telefônica, que comprou a Telesp em agosto de 98 e por enquanto opera sozinha no mercado paulista, também programou investimentos pesados para os próximos anos. A empresa vai investir R$ 3,2 bilhoes este ano na regiao, para ampliaçao e modernizaçao das centrais e instalar mais 2 milhoes de linhas telefônicas. Desde agosto de 98, o número de linhas aumentou de 5,9 milhoes para 8,4 milhoes em dezembro do ano passado.

A empresa nao quer comentar a entrada do concorrente no mercado. Diz apenas que a concorrência já era prevista e nao quer comentar sua estratégia antes que a própria operadora anuncie seus preços e forma de atuaçao. "Estamos esperando as definiçoes da Vésper", diz um diretor da Telefônica.

A coordenadora jurídica do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Flávia Lefèvre, acha que o único benefício imediato para o consumidor será a maior oferta de linhas disponíveis. Como a Vésper ainda nao fez nenhuma divulgaçao de que está entrando no mercado, ela acredita que a empresa vá investir no mercado corporativo, sem se interessar pelo consumidor residencial. Além disso, a própria limitaçao legal, que impede a Telefônica de baixar seus preços num nível inferior ao cobrado pela Vésper, é a garantia de que nao haverá guerra de tarifas. "É um concorrência assimétrica, que protege a empresa que está entrando no mercado agora", diz Flávia.

Um estudo do Idec mostra que em 2005 os serviços estarao custando, em termos reais, 82,8% mais, se os reajustes continuarem no mesmo ritmo de 1999.

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