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Sistema está confortável em termos liquidez e solvência



11/05/2010 | 07:00


O sistema bancário brasileiro está em situação "confortável" em termos de liquidez e solvência para enfrentar situações de estresse na economia e expande sua carteira de crédito com significativa redução no nível de risco. Esse é o quadro traçado pelo BC (Banco Central) no seu relatório de estabilidade financeira, documento relativo ao segundo semestre de 2009 divulgado ontem.

"Os principais eventos que determinaram a dinâmica do sistema foram a expansão do crédito e a melhora na qualidade da carteira de crédito em razão, principalmente, da retomada da atividade econômica. A análise da liquidez, por sua vez, demonstra que o sistema bancário detém montante de ativos líquidos suficiente para suportar suas operações, inclusive em situações de estresse, além de dispor de fontes de captação de recursos para sustentar o crescimento da carteira de crédito. A solvência das instituições permanece em níveis confortáveis", diz o BC.

O relatório faz análise segmentada dos diferentes riscos a que o sistema financeiro está sujeito. Um deles foi o risco de solvência, ou seja, sobre a capacidade de os bancos honrarem seus compromissos, o BC constatou melhora geral. Isto foi evidenciado pela redução no nível de alavancagem das instituições (de 9,2 para 8,8) e pela elevação do chamado índice de Basileia, que é o quanto de capital os bancos têm em relação às seus ativos (como empréstimos realizados), que passou de 18,4% para 18,6% entre junho e dezembro. O índice de Basileia é considerado um dos mais importantes indicadores sobre a saúde do sistema financeiro.

No chamado "teste de estresse", em que o BC simula situações de crise nos mercados e na economia, o índice de Basileia cai, mas segue em nível bem acima dos 11% exigidos pela legislação brasileira. Internacionalmente, o nível mínimo para ser considerado seguro é de 8%. De acordo com cálculos do BC, no cenário "mais severo", que comportaria redução na taxa de juros, o índice cairia para 15%, "o que indica boa situação de capitalização dos sistema".



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Sistema está confortável em termos liquidez e solvência


11/05/2010 | 07:00


O sistema bancário brasileiro está em situação "confortável" em termos de liquidez e solvência para enfrentar situações de estresse na economia e expande sua carteira de crédito com significativa redução no nível de risco. Esse é o quadro traçado pelo BC (Banco Central) no seu relatório de estabilidade financeira, documento relativo ao segundo semestre de 2009 divulgado ontem.

"Os principais eventos que determinaram a dinâmica do sistema foram a expansão do crédito e a melhora na qualidade da carteira de crédito em razão, principalmente, da retomada da atividade econômica. A análise da liquidez, por sua vez, demonstra que o sistema bancário detém montante de ativos líquidos suficiente para suportar suas operações, inclusive em situações de estresse, além de dispor de fontes de captação de recursos para sustentar o crescimento da carteira de crédito. A solvência das instituições permanece em níveis confortáveis", diz o BC.

O relatório faz análise segmentada dos diferentes riscos a que o sistema financeiro está sujeito. Um deles foi o risco de solvência, ou seja, sobre a capacidade de os bancos honrarem seus compromissos, o BC constatou melhora geral. Isto foi evidenciado pela redução no nível de alavancagem das instituições (de 9,2 para 8,8) e pela elevação do chamado índice de Basileia, que é o quanto de capital os bancos têm em relação às seus ativos (como empréstimos realizados), que passou de 18,4% para 18,6% entre junho e dezembro. O índice de Basileia é considerado um dos mais importantes indicadores sobre a saúde do sistema financeiro.

No chamado "teste de estresse", em que o BC simula situações de crise nos mercados e na economia, o índice de Basileia cai, mas segue em nível bem acima dos 11% exigidos pela legislação brasileira. Internacionalmente, o nível mínimo para ser considerado seguro é de 8%. De acordo com cálculos do BC, no cenário "mais severo", que comportaria redução na taxa de juros, o índice cairia para 15%, "o que indica boa situação de capitalização dos sistema".

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