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Vigilância condena instalaçoes do IML de Registro


Do Diário do Grande ABC

08/04/2000 | 13:00


A Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de Registro, a 185 quilômetros de Sao Paulo, comparou a "um açougue" as instalaçoes do Instituto Médico Legal (IML) daquela cidade, onde dois corpos foram extraviados antes do sepultamento nas últimas semanas. O termo consta de um relatório entregue ao Conselho Regional de Medicina (CRM), após vistoria de uma equipe de técnicos do órgao da Saúde. A inspeçao foi feita alguns dias antes do acidente em que 18 pessoas morreram na Rodovia Régis Bitencourt (BR-116) em decorrência da colisao de um ônibus com um contêiner que se desprendeu de um caminhao.

O corpo de uma das vítimas, a professora Beatriz Pierin de Barros Silva, 30 anos, ficou desaparecido durante quatro dias. Quando foi encontrado, escondido no carro de cadáveres do IML, estava se decompondo. Antes, havia sumido - e até agora nao foi encontrado - o corpo do aposentado Leonides Décio Teixeira, falecido no último dia 21, aos 60 anos, em Cananéia. A polícia acredita que o cadáver foi entregue por engano a uma família de Sorocaba, que o sepultou pensando tratar-se de Edward Cosme Leme, 44 anos, falecido em um naufrágio perto de Iguape.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária de Registro, Inês Carolina Junqueira Franco, que coordenou a inspeçao no IML, o prédio é incompatível com sua destinaçao. A área de necrópsia é imprópria, com poucas torneiras e sem condiçoes de higiene. O sangue e resíduos sao lançados a céu aberto. O sistema de refrigeraçao dos corpos, com o uso de uma "geladeira de açougue" é totalmente inadequado. "Quando há um acidente com muitas vítimas, o que é comum acontecer na BR-116, nao há padiolas suficientes e os corpos ficam depositados no chao de cimento rústico."

Faltam equipamentos e as facas e serras usadas nas necrópsias estao enferrujadas. A diretora contou que o primeiro impulso, durante a inspeçao, foi de interditar o IML. "Mas acabaríamos criando um problema ainda maior, pois nao há outra unidade para necrópsias em toda a regiao." Além do relatório entregue ao CRM, ela levou a situaçao ao conhecimento do prefeito Samuel Moreira (PSDB). O prefeito dispôs-se a destinar uma área para um novo prédio, desde que a construçao seja feita em parceria com o Governo do Estado.



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Vigilância condena instalaçoes do IML de Registro

Do Diário do Grande ABC

08/04/2000 | 13:00


A Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde de Registro, a 185 quilômetros de Sao Paulo, comparou a "um açougue" as instalaçoes do Instituto Médico Legal (IML) daquela cidade, onde dois corpos foram extraviados antes do sepultamento nas últimas semanas. O termo consta de um relatório entregue ao Conselho Regional de Medicina (CRM), após vistoria de uma equipe de técnicos do órgao da Saúde. A inspeçao foi feita alguns dias antes do acidente em que 18 pessoas morreram na Rodovia Régis Bitencourt (BR-116) em decorrência da colisao de um ônibus com um contêiner que se desprendeu de um caminhao.

O corpo de uma das vítimas, a professora Beatriz Pierin de Barros Silva, 30 anos, ficou desaparecido durante quatro dias. Quando foi encontrado, escondido no carro de cadáveres do IML, estava se decompondo. Antes, havia sumido - e até agora nao foi encontrado - o corpo do aposentado Leonides Décio Teixeira, falecido no último dia 21, aos 60 anos, em Cananéia. A polícia acredita que o cadáver foi entregue por engano a uma família de Sorocaba, que o sepultou pensando tratar-se de Edward Cosme Leme, 44 anos, falecido em um naufrágio perto de Iguape.

Segundo a diretora da Vigilância Sanitária de Registro, Inês Carolina Junqueira Franco, que coordenou a inspeçao no IML, o prédio é incompatível com sua destinaçao. A área de necrópsia é imprópria, com poucas torneiras e sem condiçoes de higiene. O sangue e resíduos sao lançados a céu aberto. O sistema de refrigeraçao dos corpos, com o uso de uma "geladeira de açougue" é totalmente inadequado. "Quando há um acidente com muitas vítimas, o que é comum acontecer na BR-116, nao há padiolas suficientes e os corpos ficam depositados no chao de cimento rústico."

Faltam equipamentos e as facas e serras usadas nas necrópsias estao enferrujadas. A diretora contou que o primeiro impulso, durante a inspeçao, foi de interditar o IML. "Mas acabaríamos criando um problema ainda maior, pois nao há outra unidade para necrópsias em toda a regiao." Além do relatório entregue ao CRM, ela levou a situaçao ao conhecimento do prefeito Samuel Moreira (PSDB). O prefeito dispôs-se a destinar uma área para um novo prédio, desde que a construçao seja feita em parceria com o Governo do Estado.

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